sexta-feira, 6 de abril de 2007

A adolescência

Adolescentes. É repetido sucessivamente que a adolescência é uma idade complicada: cheia de incertas, dúvidas e medos. Porém ninguém lembra, defende que é uma idade marco, uma etapa da vida que se tem de passar e não podendo ser diferente, em vez de estigmatizar com uma idade problemática, poderíamos procurar a melhor forma de vê-la.

Nisso precisamos dos pais, a dificuldade é que muitas vezes os adultos não têm tempo para seus filhos, devido essa vida insana que se leva neste mundo desumano. Nas maiorias das vezes preferem classificar os adolescentes como “aborrecentes”, do que entendê-lo com a sensibilidade de que já teve a mesma idade.

Ninguém chega à idade adulta, constrói uma vida próspera e feliz sem ter um bom alicerce, e essa base são em grande parte formada na infância e adolescência, é por isso que devemos tomar muitos cuidados o que fazemos nelas.

Em todas as idades os erros não passam impunes, no entanto na puberdade tudo é mais complexo devido o jovem não está psicologicamente maduro para se levantar com dignidade duma queda, por conta duma falha ele pode pôr sua vida profissional, sentimental e até espiritual a perder.

A puberdade pode ser uma ótima fase da vida, é só o jovem assumir seu papel com responsabilidade na comunidade, pois não há outra forma de se realizar como ser humano senão pela dignidade, trabalho, responsabilidade...

Sendo-se adolescente, adulto, homem ou mulher... Todos têm de procurar tornar esse mundo melhor e não ao contrário com revolta infundada, rebeldia, caprichos... Afinal a adolescência é a transição para a vida adulta, e aquele que a aproveitam dessa forma, sem deixar os encantos característicos próprios dessa fase da vida, geralmente será um adulto muito mais realizado e feliz, não é isso que procuramos desde a mais tenra idade?

A vida é uma busca constante pela felicidade, e na puberdade já se começa desenhar quem seremos como enxergaremos o mundo, os problemas... Enfim tudo que se viveu se aprendeu e se valorizou na infância e adolescência é colhida a posteriores.
O mundo está nessa situação lastimável justamente pela falta de diálogos entre as pessoas.

Se não repensamos a educação neste país, a situação vai ficar insustentável, onde será preciso construí cada vez mais presídios, para “corrigir” o erro de não se ter dado o devido valor à escola. Os jovens não precisam de críticas, indiferenças, maus tratados... Necessitam sim de opções, respeito, oportunidades... Para serem felizes e prosperarem.

O que tem de ser feito é simplesmente cumprir o “Estatuto da Criança e do adolescente”. O que não é feito e dizem que não sabem o motivo da juventude está se perdendo: entra aí a falta de responsabilidade dos que “dirigem” esse país das desculpas, essa é a melhor classificação para o Brasil: “O País das Desculpas” e é muito estafante ouvir desculpas esfarrapadas.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Viagem à Nova Iorque

I Love New York.Numa de minha viagem à Nova Iorque conheci uma Americana de descendência Espanhola, algo notável em sua aparência: rosto redondo como uma lua, olhos grandes bem pretos, cabelos negros da cor de anu e um corpo fenomenal de dançarina de Flamenco.

Tivemos um rápido romance, foi assim por causa de uma característica nada comum dela, que chegava ser exótica. Ela tinha uma das coxas toda revestida de uma camada estranha, que parecia escama. Eu gostava muito dela, mas não pude suportar aquela anomalia.

Ela mesmo não se importava muito dizendo que ela era para ter nascido sereia. Voltei para o Brasil e nunca mais a vi. Talvez esteja vivendo no Oceano Atlântico ou Pacífico, juntamente com os golfinhos e muito contente, pois os golfinhos são os animais mais felizes de toda natureza.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

O porquê da falta d' água

Torneira seca. A falta de água não tem um motivo apenas, são muitas as causas da escassez de água no mundo atual, sendo as principais: o desperdício e a má distribuição. Geralmente não se valoriza aquilo que é gratuito, foi o que ocorreu com a água ao longo do tempo, com um agravante de se imaginar que a água é um bem inesgotável.

Se não nos conscientizarmos que devemos usar a água com critério, em pouquíssimo tempo ficaremos sem água potável, sem a qual não há vida. É um absurdo que 40% da água tratada é desperdiçada com mau uso, vazamentos... Hoje em dia é comum vemos pessoas não dando o devido valor a água: lavando a calçada com mangueira, não se preocupando com os vazamentos, onde litros e mais litros são desperdiçados. Muitos tomam banhos demorados, deixam à torneira aberta quando estão fazendo a barba ou escovando os dentes, lavam o carro com mangueira e até usam a água como vassoura.

O desperdício é um mal que só a educação pode pôr fim, há muitas campanhas na mídia com essa finalidade. Há uma que diz: “Olha o nível”, fazendo um trocadilho e alertando as pessoas para o nível d’água e o nível de que está desperdiçando a água. Mostrando que além de necessário, é um sentimento nobre se preocupar com os outros, que também precisa da água para ter uma vida com mais qualidade.

Tudo é válido para o maior aproveitamento da água, o que não tem sido a regra, principalmente nos países mais desenvolvidos, eles são os maiores poluidores da água e também do ar, que pode parece inócuo para questão da água, mas não é, quando se polui a atmosfera se modifica o clima, o que acarreta muitos problemas para distribuição das chuvas, chovendo exageradamente num local e pouco em outro.

É o que ocorreu em São Paulo, com temporais nas cidades e quase nada na cabeceira das barragens e reservatório de água. Deixando todos pasmados com a possibilidade de racionamento de água com tantas chuvas.

A verdade é que estamos usados muito mal esse bem tão precioso chamado água. É até uma vergonha existir racionamento num país que possui 13,7% da água doce disponível no planeta e 2/3 do maior aqüífero subterrâneo, o aqüífero Guarani. A água doce é, entretanto má distribuída no Brasil, 80% das águas brasileiras está na Amazônia, onde vivem 10% da população.

Em São Paulo, que tem 20% da população, existem 1,6% dos recursos hídricos. Os brasileiros não percebem direito o bem precioso que têm na mão. Sempre disseram que o Brasil é o país do futuro, só se for pelo valor que a água terá no futuro, no entanto se não cuidamos de nossa água não seremos nada, nem no presente e nem no futuro.

O futuro se inicia no presente, a natureza melhor do ninguém obedece à lei causa e efeito, e ela só têm recebido agressões, o que se conclui que o homem está recebendo aquilo que foi praticado contra a ela, mas nunca é tarde para mudar de postura.

Todo o planeta precisa se conscientizar, pois a tempo caiu esse conceito de “pulmão do mundo”, não somente os brasileiros, 2/3 do planeta são cobertos por água, mas 97,3% das águas estão nos oceanos e mares e somente 2,7% é água doce. Destes 2,7%, 2,34% estão nos pólos, e somente 0,01% em rios, sendo, portanto água que pode ser captada para consumo.

Um grande exemplo de respeito a natureza é a entidade internacional Greenpeace. ONG que vem a anos lutando pela a conscientização do mundo, principalmente dos governantes, em particular George W. Bush, que governa o país que mais intransigente quando se trata da conservação do meio ambiente, esqueceram da natureza em detrimento da revolução industrial. Nunca pensaram em desenvolvimento sustentável.

Deveria ser responsabilizado por isso, mas o poder, o dinheiro está acima de tudo: do ser humano, da natureza...
O caso do nordeste brasileiro é distinto, pois a falta deágua neste local vem sendo usada há anos, mais precisamente desde descoberta do Brasil, como ferramenta política por político corrupto que nunca se interessaram em resolver o problema da seca. Água há, está faltando é vontade política.

A Terra possui a mesma quantidade de água desde seu primórdio, entanto vêm diminuindo considerávelmente à quantidade de água potável no planeta, devido à poluição, produzida principalmente pelos mais ricos, os que deveriam possuir mais consciência ecológica e dar exemplo para camada mais pobre.

O erro mais berrante da humanidade foi pensar que poderia dominar a natureza, em vezes de procurar viver em harmonia com ela, como os animais ditos irracionais. A verdade é que o pior ser para natureza e por extensão para si mesmo é o ser humano; nem um outro animal destruiu tanta a natureza do que o animal supostamente inteligente.

É no mínimo burrice o que estão fazendo com o planeta, em particular com a água: é um suicídio. Anos atrás a ecologia era "coisa" de intelectuais, de países Escandinavos, mas nos dias atuais não mais podemos pensar assim. A consciência ecológica tem que está difundida em todas as classes sociais, afinal de conta não há ninguém mais democráticodo que a natureza para distribuição dos seus benefícios.
Segundo estudos, entre 2 bilhões e 8 bilhões de pessoas, poderão sofrer falta de água potável ou saneamento básico inadequado até metade do século 21.

Hoje as doenças derivadas da falta de água limpa provocam 6 mil mortes por dia em sua maioria crianças. De acordo com a ONU e nosso conhecimento, pois é óbvio ululante; um número maior ou menor de pessoas com falta de água potável e de saneamento dependerá das medidas que forem tomadas agora.

O dia da água, 22 de março, não pode ser mais uma data comemorativa qualquer, que nem aparece vermelha no calendário e nem é feriado. E sim um dia de grande importância para reflexão do que estamos fazendo com nossas águas, como estamos a usando, e o mais importante o que faremos para reverter essa situação caótica em que nos encontramos em relação à água.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Imoral, amoral, moral, ético e antiético

Deus e o diabo.id=
Não me é fácil diferenciar o que imoral, amoral, moral, ético, antiético... A língua portuguesa tem interpretações que afligem a filosofia, religião... E tudo mais que possa guiar o homem. A ética se aplica a área restrita, como numa profissão, contrato... São mais coletivas, enquanto a moral é mais pessoal. Por exemplo, se você é um jornalista, terá que obedecer a ética da profissão, mesmo que sua moral o diz o contrário, poderá ser imoral para você, mas ético na profissão.

Quanto o que é imoral, amoral? Imoral, a expressão mais usada é aquilo que é contrário a moral, enquanto amoral é o não ter moral no sentido de não conhecimento, aquele que não sabe o que moral ou imoral, sendo assim ele pode cometer algo sem ter o discernimento se está cometendo algo moral ou imoral.

Open Office

Aún no es oficial, pero ya está disponible la versión 2.2.0 final, la versión estable de OpenOffice.org.

OpenOffice.org es una suite ofimática alternativa, liberada bajo licencia libre y que tiene detrás a un amplio grupo de desarrolladores voluntarios, empleados de Sun Microsystems (de hecho OpenOffice y StarOffice comparten código.

Por el momento no existe lista de cambios de la misma, aunque os proporcionamos un enlace en donde es bastante probable que sea publicado dentro de unas horas.

Finalmente a continuación os ofrecemos un enlace desde donde puede ser libremente descargado, por el momento tan solo en inglés.








Changelog (aún sin publicar)

http://ftp-1.gwdg.de/pub/openoffice/stable/2.2.0/

SpyBot-Search & Destroy

Os presentamos a "Spybot Search and Destroy Detection Update 2007-03-28 una actualización gratuita e imprescindible hoy en día para eliminar todos tipo de programas spyware de nuestros sistemas.

"Spybot Search and Destroy" elimina dichos contenidos de nuestros discos duros, además de eliminar los informes de uso, la lista de las últimas páginas visitadas, los ficheros abiertos, los programas iniciados, las cookies, etc.

Otro aspecto a destacar es que el programa no borra absolutamente nada sin autorización previa, por lo que en primer lugar simplemente nos muestra un análisis de los programas spyware de que disponemos.

Finalmente el programa dispone de una opción que backup que nos permite recuperar lo que hayamos eliminado.





segunda-feira, 2 de abril de 2007

Richard Rorty: A NARRATIVA DA VIDA

Richard Rorty
Richard Rorty

1. Qual o filosófico que mais influenciou a sua formação intelectual?

R: Wittgenstein é a figura que mais impacto exerceu sobre minhas idéias filosóficas. “Seu livro “Investigações Filosóficas”, uma obra que chamou de terapia filosófica”, dissolveu a maioria dos problemas filosóficos que fui educado a levar a sério.

O livro abriu o caminho para que filósofos posteriores, como Wilfrid Sellars (1912-1989) e Robert Brandom, pudessem descartar as noções de “experiência”, “consciência” e “mente”. Eles o fizeram dando seguimento à observação de Wittgenstein de que não há como se interpor entre a linguagem e seu objeto.
Em especial, não existe maneira alguma de decidir se uma palavra é apropriada para se referir a uma experiência.

Assim, uma experiência perpectiva não é questão de algo ter sido “dado” à consciência e depois descrito em linguagem, mas de termos sido treinados a utilizar certos objetos de linguagem(“estou sentindo dor”, “isso é vermelho”, “essa é uma vaca”, “isso é bonito”) sob condições ambientais e neurológicas determinadas. Não existe nada de “inefável”na experiência, a consciência não tem nada de misterioso e não existe maneira de avaliar a linguagem em termos de “adequação”.

As descrições lingüísticas muitas vezes são suplantadas por outras descrições lingüísticas, mas isso acontece porque as últimas são mais úteis, não porque representam melhor os objetos que descrevem.

O filósofo mais interessante e original de nossos tempos é Robert Brandom; é com os livros dele que eu passo mais tempo hoje.

Essa visão da percepção enfraquece a ideia empírica de que os sentidos colocam nossa mente em “contato direto” com a realidade e também a ideia de que algumas descrições do mundo são mais próximas de “como o mundo é vivido diretamente”do que outras. Uma vez que abrimos mão da esperança de encontrar uma descrição mais precisa de experiência, torna-se fácil eliminar de nosso vocabulário filosófico a noção de “experiência” e a de “mente”.

Os wittgensteinianos enxergam os seres humanos como organismos que, como outros animais,reagem a circunstâncias ambientais com respostas comportamentais. Logo, o que nos distingue dos brutos (e dos computadores) não é o fato de possuirmos um ingrediente extra adicional ao qual se dá o nome de “mente” ou “consciência”, mas simplesmente nossa capacidade de apresentarmos comportamentos especificamente linguísticos, trocando marcas e sons com os outros de maneiras que respeitam normas sociais.

Os seguidores de Wittgenstein descartam a ideia de que a linguagem seja uma tentativa de representara realidade com precisão e também a ideia de que a verdade consiste na correspondência com a realidade. Essas mudanças lhes permitem deixar de lado perguntas céticas sobre se a mente humana é ou não é capaz de apreender a verdadeira natureza das coisas.

O progresso científico, numa perspectiva wittgensteiniana, não é questão de chegar mais perto de algo que já existia (a Verdade ou Como o Mundo Realmente É), mas sim de encontrar maneiras de falar que nos capacitem a prever o que vai acontecer, com isso nos proporcionando condições de desenvolver tecnologias que nos permitem exercer mais controle sobre nosso ambiente.

O progresso moral é questão de capacitar grupos cada vez maiores de humanos a levar vidas mais livres e mais felizes, e não de alcançar clareza maior quanto à chamada “realidade moral”. O progresso filosófico não é questão de resolver problemas ou penetrar mistérios, mas sim, como disse Wittgenstein, de “indicar à mosca a saída da garrafa na qual está ela presa”.


2. Qual o filósofo que mais responde a suas inquietações atuais?

R: Depois de ser ajudado por Wittgenstein e seus seguidores a descartar a problemática da filosofia anglófona contemporânea, eu me vi atraído por Heidegger. Heidegger começa, por assim dizer, do lugar onde Wittgenstein pára.

Ele dá o anticartesianismo como certo e, em seguida, relata uma história sobre o cartesianismo e o Kantismo como etapas no caminho que nos levou de Platão a Nietzsche – um filósofo cujas opiniões sobre a verdade e o conhecimento se encaixam muito bem no pragmatismo ao qual fui conduzido pelas implicações da crítica feita por Wittgenstein ao cartesianismo e o empirismo.

Heidegger via tanto Nietzsche quanto o pragmatismo com o que me parece ter sido desconfiança injustificada, mas nos fez relato novo e brilhante da história do pensamento filosófico no Ocidente.

Assim, ao longo de minha carreira filosófica, o pensar sobre a narrativa de Heidegger foi pouco substituindo o pensar a terapia de Wittgenstein.

3. Qual o filósofo contemporâneo que lê com mais atenção?

R: O filósofo mais interessante e original de nossos tempos é, na minha opinião, Robert Brandom. É com os livros dele que eu passo mais tempo hoje – estudando- os, procurando compreende – los melhor e comentando – os.

Brandom começa onde Wittgenstein e Heidegger param e desenvolve uma filosofia neo – hegeliana da linguagem e da cultura. Ele é praticamente o único filosófico analítico a apreciar Hegel e a produzir uma versão atualizada do hegelianismo - uma que une Hegel a Frege, oferecendo um relato da lógica como o processo científico e moral como o processo de novamente entremear essas normas de maneira a produzir poder e liberdade maiores.

Brandom nos mostra como levar adiante a idéia de Wittgenstein de que não pode haver linguagem privada, desenvolvendo um relato neo – hegeliana da razão como algo essencialmente social.

Leio Brandom como tendo concluído o trabalho de reconciliar Hegel com Darwin – uma tarefa iniciada, mas não concluída, por John Dewey. Brandom pega os insights de Nietzsche, de Heidegger e dos pragmatistas e os entremeia para formar uma narrativa neo – helegiana. A meu ver, é uma realização intelectual brilhante.




Richard Rorty é filósofo e professor na Universidade Stanford. É autor
de, entre outros, “Para Realizar a América”(DP&A) e “objetivismo,
Relativismo e Verdade”(Relume – Dumará)
Tradução de Clara Allain


OrkutComunidade no Orkut: Eu adoro filosofia

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Powered by Blogger