quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mais 10 anos de Windows XP

Tags: windows xp, Microsoft, Windows 7, Windows Vista.O Windows 7 veio para redimir a Microsoft do extremamente criticado Vista. O novo sistema operacional da empresa foi recebido com elogios de público e imprensa. Mas há muita gente (mesmo) que ainda não dá o braço a torcer: a Microsoft anunciou na segunda-feira, 12/07/10, que cerca de 75% dos computadores rodam em Windows XP e por isso ela estendeu o tempo de vida do software para até 2020.

Lançado no dia 21 de outubro de 2001, o Windows XP parece que ainda ficará um bom nos computadores do mundo antes de ser aposentado. “As pessoas podem continuar comprando novos computadores e usando tanto o XP quanto o Vista, até o momento em que se sentirem preparados para migrar para o Windows 7”.

Apesar disso não pretendo mudar meus planos de migrar para o Windows 7, diretamente do XP, no ano que vem (2011), até já dei um upgrade em meu PC: coloquei uma nova placa-mãe (ECS G31T-M ) com um processador Intel Celeron 430 1,8 GHz e módulo de memória de 2 GB, e mais uma placa de vídeo NVIDIA GeForce 7300 LE (512 MB).

Não é porque não gosto do XP, ao contrário gosto muito, se fosse por mim ficaria indefinidamente com ele, mas não podemos ficar estagnados, e porque também estou animado para essa imigração, diferente quando saiu o Vista, devido as avaliações sempre positivas que são feitas ao Windows 7.

Fonte: Link

terça-feira, 13 de julho de 2010

Um louco ou o novo Nostradamus?

Tags: Raymond Kurzweil, nostradamus predições, celebridade, nostradamus anticristo.
Todos os dias Raymond Kurzweil de 62 anos, toma 250 comprimidos para chegar com vida ao ano 2029 porque está certo de que os computadores serão extremamente inteligentes dentro de duas décadas e não descarta poder viver para sempre.

Ainda que a tecnologia da medicina não possa evitar que seu corpo feneça, Raymond acha que há uma boa possibilidade de assegurar a imortalidade ao "descarregar" o conteúdo de seu cérebro melhorado antes de morrer. Coisa de louco? Com somente esta informação poderia se dizer que sim; no entanto este "cyber" personagem vem profetizando há anos sobre tecnologia e o interessante é que o ele que diz, quase sempre acontece.

Músico, empresário, inventor, escritor e cientista da computação, Kurzweil nasceu em 12 de fevereiro de 1948 no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. Experiente tecnólogo de sistemas e de Inteligência Artificial, é conhecido como o CyberNostradamus por suas predições tecnológicas. Atualmente é presidente da empresa de informática Kurzweil Technologies, onde se dedica a elaborar dispositivos eletrônicos de interação homem-máquina com aplicações para deficientes. O interessante de seu perfil é que não se trata só de um teórico senão que tem anos de experiência como inventor. Kurzweil é um cientista totalmente prático.

Sua biografia é extensa: aos 16 anos apareceu na televisão interpretando ao piano uma peça musical composta por um programa informático que ele havia desenvolvido em seu computador para reconhecer e isolar padrões e partituras de grandes músicos. Nos anos 70 criou o primeiro sistema OCR (Optical Character Recognition) capaz de reconhecer todo tipo de fontes escritas e o KRM (Máquina Leitora Kurzweil) um dispositivo que traduzia texto de um discurso falado, para ajudar as pessoas com deficiência visual a ler.

10 anos mais tarde, por encarrego de Stevie Wonder , desenhou o sintetizador K250, que tem todos os instrumentos de uma orquestra. Por seus inventos Kurzweil recebeu muitos prêmios e reconhecimento, o principal deles, em 2002, é sua ascensão ao Salão da Fama da Invenção, criado pelo escritório de patentes dos Estados Unidos. Como se isto não fosse muito, recebeu oito doutorados honoris causa e é autor de vários livros, entre eles, "A Era das Máquinas Espirituais" (1998-1999) e "A Singularidade está perto" (2005).

As profecias de Kurzweil

Em seu primeiro livro, "A Era das Máquinas Inteligentes", ele predisse a irrupção da Internet na segunda metade dos anos 90 e o domínio das armas inteligentes nos conflitos bélicos. Também escreveu que o campeonato mundial de xadrez de 1998 seria vencido por um computador (na final Deep Blue venceu Kasparov em 1997), entre muitas outras coisas.

Depois de estabelecer que "não vê limites" no desenvolvimento da tecnologia, Kurzweil propõe progressos inexoráveis que culminarão na superação da velocidade do cérebro humano pelos computadores. O autor estima que isto deverá ser alcançado no ano 2020 e em pouco tempo estas incríveis máquinas adquirirão atributos humanos. Afirma que poderão ser nossas mestras, parceiras e até amantes. E considera que a humanidade não é o fim da evolução, senão o princípio.

Segundo o CyberNostradamus, o computador é mais rápido que o cérebro humano em algumas coisas, mas o difícil é que tenha a riqueza, sutileza e profundidade de nosso pensamento. Para conseguí-lo será necessário o desenvolvimento do software da inteligência, baseado na engenharia inversa, que copia o funcionamento do cérebro humano. Nossos circuitos cerebrais são tridimensionais e baseiam-se em conexões bastante complexas. Escaneando o cérebro poderemos criar uma réplica, e usando circuitos artificiais tridimensionais de nanotubos poderemos imitar seu funcionamento e criar uma inteligência artificial avançada.

Predições de 2009 a 2100

- "Estamos em uma fase de crescimento exponencial na que confluem a informática, a biotecnologia, a física quântica, a nanotecnologia... Este século será equivalente a 20.000 anos de desenvolvimento linear", explica Kurzweil. E prediz que para 2009, um PC caseiro será capaz de fazer um bilhão de cálculos por segundo e que a aplicação chave da nanotecnologia, dentro de 20 anos, serão os nanorobots ou nanobots, robôs o suficientemente pequenos para viajar pelo sistema circulatório que permitirão alongar a vida destruindo as células patogênicas e de câncer, consertando os erros do DNA, destruindo toxinas e dejetos, e revertendo o processo de envelhecimento.

Inclusive vaticina que "graças à nanotecnologia, poderemos colocar minúsculos robôs no cérebro para melhorar sua capacidade. Construiremos entidades não biológicas com cópias do cérebro humano e teremos pessoas com milhares de robôs microscópicos no cérebro, o que aumentará sua habilidade para pensar e para viver em uma realidade virtual". Finalmente, afirma, "substituiremos nossos frágeis corpos 'versão 1.0' por uma versão 2.0 tremendamente melhorada".

Para 2029, prediz Kurzweil, "implantes biológicos para os olhos e ouvidos serão utilizados para estabelecer conexão direta com a rede informática mundial. Da retina à Rede. Serão comuns redes neuronais de banda larga ligadas diretamente ao cérebro humano. Os implantes neuronais permitirão a melhoria na percepção visual e auditiva, na memória e no raciocínio humano".

Em 2049, sustenta, será habitual a utilização de alimentos nanoproduzidos, com a correta composição nutricional e o mesmo sabor e textura que os alimentos produzidos organicamente. Isto permitirá uma disponibilidade de alimentos que já não se verá afetada pelos limitados recursos naturais, o clima ou outros fatores. E para 2099 "o pensamento humano e a inteligência artificial terão se fundido e ciberorganismos controlarão as sociedades. Já não existirá distinção entre seres humanos e máquinas".

Kurzweil quer chegar em 2029 com plena saúde e mais jovem do que é agora. Por isso cuida sua dieta com precisão e toma dezenas de comprimidos ao dia, sobretudo vitaminas. Sustenta que essa é a fórmula para atingir o momento em que a ciência tornará possível que os seres humanos povoem a terra para sempre.

Fonte: MDig

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Nvidia lança nova linha GeForce GTX 460

Uma boa placa de vídeo é essencial para um bom desempenho do PC.
A Nvidia lançou a linha mediana de chips gráficos GeForce GTX 460, complementando a série GeForce 400. A GTX 460 usa método de produção em 40 nm, chipset GF104 e é, em algumas áreas, mais rápida que a GTX 465. Ela possui menos unidades stream, 336 contra 352, mas mais unidades de textura, com 56 versus 44. A velocidade do clock também é superior, com núcleo a 675 MHz, shader a 1.35GHz e memória GDDR5 a 900 MHz.

A placa suporta vários recursos visuais disponíveis até então somente em placas mais caras, incluindo DirectX 11 e OpenGL 4.0, além de extras como 3D Vision Surround. E, como um chip da arquitetura Fermi, a GTX 460 prioriza tarefas de fins gerais, lidando com CUDA, OpenCL e PhysX.

A companhia está lançando sua nova GeForce como concorrente direta da ATI Radeon HD 5830, prometendo melhor desempenho e preços menores. No exterior, uma GTX 460 com 768 MB custa aproximadamente R$ 357,00, quase o mesmo preço da Radeon equivalente, mas testes sugerem que a solução da Nvidia está à frente em performance mesmo com menos memória. A versão de 1 GB custa em torno de R$ 410,00, e promete ultrapassar bem a 5830, enquanto custa menos que a irmã mais velha GTX 465 de R$ 446,00.

No exterior e em lojas virtuais como a NewEgg, já há uma grande disponibilidade de GTX 460 de diversos fabricantes. Futuramente a novidade será integrada em sistemas pré-fabricados, embora as marcas e modelos de produtos ainda não foram divulgados.

Fonte: Guia do Hardware

Twitter vai vender seguidores

Biz Ston: co-fundador do Twitter
O site de microblogs Twitter estaria discutindo a possibilidade de "vender seguidores" para usuários que desejam ter suas mensagens lidas por mais pessoas. A informação foi repassada por "pessoas próximas aos planos da empresa" ao blog All Things Digital, do site do The Wall Street Journal.

Segundo Peter Kafka, autor do post, o novo serviço funcionaria destacando nas páginas do Twitter o nome de usuários que pagassem, de modo a aumentar exposição do perfil e, consequentemente, a possibilidade de obter seguidores. O blogueiro diz que o modelo de negócios do produto ainda não está claro nem mesmo para a companhia, mas que o serviço poderia cobrar dos usuários um valor proporcional ao número de seguidores adquiridos.

Oficialmente, a empresa não confirma os planos, embora também não os negue. "Eventualmente teremos tanto produtos patrocinados quanto comerciais. Os componentes desses dois tipos de produto ainda não foram determinados. Alguns estão sendo testados publicamente. Outros serão testados em breve. Alguns são apenas ideias que estamos levantando para ter um feedback", disse Sean Garrett, porta-voz do Twitter.

Após 04 anos funcionando como uma ferramenta sem retorno financeiro, o Twitter começou no último mês de abril a exibir "Promoted Tweets", mensagens pagas por anunciantes para aparecer entre as primeiras no mecanismo de busca. Mais recentemente, o site passou a exibir termos pagos também na lista de Trending Topics, sempre com um selo ao lado que indica que o tópico é pago, e o primeiro cliente foi a Disney/Pixar, promovendo o lançamento "Toy Story 3" na rede social:

Trending Topic pago no Twitter

Fonte: Mídia Boom

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Todo o conteúdo da web num único site

Faça o Kadaza sua página inicial.
Que tal entrar em um único site e encontrar tudo o que for do seu interesse na web, sem ter que ficar vasculhando muitos endereços diferentes? Pois é, o Kadaza reúne tudo. Você consegue acessar conteúdos sobre Filmes e TV, Esportes, Blogs entre diversos outros temas.

O serviço é dividido em várias categorias que aparecem no menu. Ao clicar em uma delas, todos os principais sites relacionados aparecem no quadrado. Na categoria de redes sociais, por exemplo, estão Twitter, Facebook, MySpace e por aí vai. Já na aba de Games estão os sites do PlayStation, Xbox e da Nintendo. É como se fosse um guia daquilo que é mais acessado na internet.

Cada categoria exibe subcategorias no outro menu. Ao mudar uma delas, vários outros sites aparecerão de acordo com o tema escolhido. Para acessá-los basta clicar em cima da imagem e pronto, não tem erro. Clicando em more (mais) você consegue visualizar todas as categorias disponíveis no site. Aí fica tudo organizado em ordem alfabética para facilitar ainda mais a sua vida.

E aí, quer ter tudo a apenas alguns cliques? Então acesse agora mesmo o site e boa diversão:

Acesse aqui

Fonte: União Info

domingo, 11 de julho de 2010

Os novos reis do xadrez

O melhor mestre enxadrista já não tem chance alguma diante de um computador. A disputa é entre os programadores.
No ano de 1770 no palácio do império austro-húngaro, em Viena. Para uma plateia que incluía a imperatriz Maria Teresa, o barão húngaro Wolfgang von Kempelen apresenta uma invenção fantástica: um autômato de madeira que sabe jogar xadrez. Fantasiado com turbante, um busto, chamado O Turco, movia com braços mecânicos as peças sobre uma mesa. Durante o jogo, revirava os olhos, assentia com a cabeça e se inclinava em direção ao tabuleiro. Jogava relativamente bem e vencia a maioria das partidas. Foi uma sensação.

Durante décadas, o autômato foi exibido em feiras na França e nos Estados Unidos. Derrotou Napoleão Bonaparte e Benjamin Franklin. Inspirou artigos do escritor americano Edgar Allan Poe e novelas de suspense. Depois de anos, porém, descobriu-se que não passava de uma fraude. Espremido debaixo da mesa estava um jogador, às vezes um anão, que "pensava" pelo Turco. Era ele quem mexia as pedras por meio de um sofisticado mecanismo.

O computador democratizou o jogo. Um software que disputa títulos mundiais custa US$100

Até alguns anos atrás, a história do Turco era lembrada pelos enxadristas profissionais para ridicularizar os programas de computador que jogavam xadrez. Era impossível, diziam os enxadristas, criar uma máquina capaz de derrotar o ser humano num jogo de xadrez.

Era. Esse tempo acabou em 1997, quando o então campeão mundial, Garry Kasparov, foi derrotado pelo supercomputador Deep Blue, da IBM, numa série de seis partidas. A dúvida, hoje, não é mais se o computador é capaz de derrotar o ser humano. E essa dúvida era, no fundo, um problema falso, uma vez que todo programa de computador costuma ser feito por seres humanos.

A dúvida passou a ser a seguinte: qual é o melhor programa que joga xadrez? Hoje, são os autores desses poderosos softwares que costumam conduzir as maiores disputas no jogo.

São batalhas apaixonadas e tensas, em que tudo o que os autores fazem é assistir ao desempenho de suas criações digitais. "Os computadores hoje são mais criativos que os homens", diz Shay Bushinsky, professor de Inteligência Artificial da universidade de Haifa, em Israel, e um dos programadores do software enxadrista Junior.

"Eu o programo, mas de sua análise saem ideias que nunca imaginei. É como se ele fosse um filho a quem eu acho que ensinei tudo, mas que me surpreende com ideias novas."

O maior símbolo da supremacia dos bits no mundo do xadrez é um computador batizado Hydra, como o monstro de várias cabeças da mitologia grega. Financiado por um dos herdeiros do reino dos Emirados Árabes Unidos, Hydra é um supercomputador com 32 processadores trabalhando em paralelo, com capacidade para realizar aproximadamente o dobro das operações dos maiores computadores dos bancos brasileiros. Numa partida de xadrez, isso significa que o computador pode analisar 200 milhões de lances por segundo. Um enxadrista de renome, algumas dezenas.

No primeiro lance de xadrez, um jogador tem 20 opções diferentes para escolher. Logo depois da abertura, há 35 possibilidades para cada jogador. No lance seguinte, o número chega a 12.025. Para a próxima jogada, há 1,5 milhão de lances possíveis. Três jogadas depois, 1,8 bilhão.

Mesmo para um supercomputador como o Hydra, é impossível analisar tantas possibilidades. Foi esse o grande problema dos primeiros programas de xadrez, nos anos 50. Eles analisavam todas as possibilidades, mesmo as mais absurdas. Demoravam muito nos cálculos e perdiam facilmente para um enxadrista. A partir dos anos 80, os programadores conseguiram criar sistemas de avaliação para os lances. Hoje, um bom software descarta logo de cara metade dos lances. Mesmo assim, ainda são necessários processadores superpotentes para avaliar cada jogada.

No ano de 2007, os patrocinadores do Hydra organizaram uma série de seis partidas contra o grande mestre inglês Michael Adams, 11º do ranking mundial. O computador ganhou cinco e empatou apenas uma partida. "Hydra derrotaria qualquer humano. Não tive chance alguma", disse Adams.

Eis o que afirmou, depois do confronto, o estatístico austríaco Chrill Donninger, responsável pelo software do Hydra:"Não tem graça jogar contra humanos. É o que eu chamo Lei Chrilly": no meio da partida, em cada dez lances, até o mais forte grande mestre vai escolher uma vez a opção que é apenas a segunda melhor. Hydra notará a falha na hora. Quando o mestre perceber, já perdeu. Aprendo mais jogando contra outros computadores.

Um jogador mediano usa memória, lógica e intuição para decidir uma jogada. "Não uso partidas de mestres para fazer meu programa. Eles erram muito", diz Amir Ban, do software Junior. As máquinas ainda levam outra vantagem: não sofrem pressão psicológica. Jogadores chegam a perder quilos durante um torneio. Crises nervosas são comuns.

No fim dos anos 60 e início dos 70 do século passado, vários adversários do americano Bobb Fisher se internaram em clínicas depois de derrotas humilhantes. Para atrapalhar os adversários, grandes mestres já fizeram de tudo.

O russo Aleksander Alekhine soprava a fumaça do charuto. O letão Mikhail Tahl, depois de um lance, andava de um lado para o outro fazendo barulhos com a boca. O exilado russo Viktor Korchnoi acusava a polícia secreta soviética de um complô contra ele. Obviamente, nada disso funciona contra um computador.

Essa tensão, agora, costuma se reproduzir entre os programadores. Numa reportagem recente, a revista New Yorker afirma que há tamanha tensão no ar durante as partidas entre computadores que alguns autores dos programas costumam nem falar.

Numa partida contra um dos principais rivais do Hydra, o programa Shredder, os programadores dos dois computadores se reuniram para observar, como dois adversários que analisam o andamento do jogo.

A partida ficou tão complexa que nenhum humano, incluindo vários mestres, sabia dizer quem tinha a vantagem. "Que esporte estúpido. Não sei o que fazer. Sinto-me como o passageiro carona de um carro de Fórmula 1", disse Donninger, o criador do Hydra. Acabou vencendo.

As apostas pró-computador são de três para um. "Uma Ferrari corre mais rápido que o Carl Lewis e um computador pode surrar qualquer um no xadrez. Entendido, vamos voltar a nossa vida normal", afirmou Howard Goldowsky, na revista americana Chess Cafe .

Com o barateamento do processamento dos computadores, começa a haver uma democratização no acesso aos bons programas. Um ótimo software, como o Zappa, pode ser baixado de graça.

Um xeque dos Emirados Árabes está por traz do mais poderoso programa que joga xadrez o Hydra

Outros, que chegam a disputar títulos mundiais como o Junior e o Fritz, podem ser comprados por US 100. O dono do Hydra, o xeque Tahnoon Bin Zayed al-Nahyan, se diverte colocando sua máquina para massacrar adversários pela internet sob o pseudônimo de zor-champ.

"O Hydra não é apenas uma experiência científica de xadrez", diz o paquistanês Ali Nasir Mohammed, um dos chefes do projeto. "A partir desse projeto, queremos desenvolver um supercomputador barato para atividades que precisam de muitos cálculos com enorme velocidade. Sistemas como o Hydra podem ser usados para a identificação de digitais e testes de DNA."

Seria isso uma forma de inteligência? "O cérebro é como uma máquina", afirma o americano Mark Greenberg, professor de Filosofia da Universidade de Los Angeles, EUA.

Em princípio, não há nenhuma razão para que um computador não pense, tenha crenças e seja inteligente. O filósofo americano John Searle, porém, afirma o contrário. Nos anos 80, ele causou furor ao rebater a idéia de um computador inteligente com uma teoria chamada "quarto chinês."

Em uma situação hipotética, Searle pede que se imagine alguém que não saiba chinês, isolado num quarto, com um livro de regras sobre a escrita chinesa. Essa pessoa recebe papéis com os ideogramas debaixo da porta. Com seu manual, consegue traduzir os caracteres mesmo sem saber o que está decifrando.

Segundo o professor, é assim que funciona um programa de computador. Ele manipula os símbolos necessários para uma tarefa, mas não "entende" o significado dela. Mesmo pesquisadores de inteligência artificial concordam com Searle quando o tema é xadrez. Como se trata de um jogo de possibilidades finitas, uma máquina de calcular superpotente teria, em tese, maior chance de vencer que o cérebro. Mas em jogos como o chinês Go, que exige mais intuição e menos cálculo, nenhum computador foi ainda capaz de bater o ser humano.

Fonte: Revista Época - Ciência e Tecnologia

sábado, 10 de julho de 2010

Modo de Segurança no Windows: para que serve e por que é usado?

Tags:  pressione F8 na inicialização, reiniciando, tecla F8.
Embora o Windows seja um sistema operacional muito versátil, há momentos em que usá-lo é frustrante. Essa frustração fica evidente quando instalamos um novo programa ou adicionamos drivers para algum novo hardware e computador trava. Então, você o reinicia e ele carrega uma área de trabalho com as palavras Modo de Segurança nos quatro cantos. O que é isso?

O Modo de Segurança é uma maneira especial do Windows ser carregado quando há um problema crítico de sistema que interfere no seu funcionamento normal. O objetivo do Modo de Segurança é permitir que você analise o Windows e consiga determinar o que está fazendo para que ele não funcione corretamente. Após a correção do problema, basta reiniciar o Windows que este será carregado normalmente.

Há vários aspectos no Modo de Segurança que são diferentes do modo normal:

✔ O Modo de Segurança não executa os arquivos "autoexec.bat" ou "config.sys";
✔ a maioria dos drivers de dispositivo não é carregada. Um driver de dispositivo é o programa que o Windows utiliza para interagir com um equipamento de hardware, como uma impressora ou um scanner;
✔ em vez do driver de dispositivo gráfico normal, o Modo de Segurança utiliza o modo gráfico VGA padrão, que é suportado por todas as placas de vídeo compatíveis com o Windows;
✔ o arquivo "himem.sys", que costuma ser carregado como parte do script do arquivo "config.sys", é carregado com a chave /testmem:on. Essa chave diz ao computador para testar a memória estendida antes de continuar;
✔ o Modo de Segurança verifica o arquivo "msdos.sys" para obter informações sobre onde encontrar o restante dos arquivos Windows. Caso encontre esses arquivos, continue a carregar o Windows no Modo de Segurança com o comando win /d:m. Caso não encontre, executará o command.com para que apareça uma linha de comando C: prompt;
✔ o Windows inicializa utilizando um arquivo de lote chamado "system.cb", em vez do arquivo "system.ini" padrão. Esse arquivo carrega os Drivers de Dispositivo Virtuais (VxDs), que o Windows utiliza para se comunicar com as partes padrão do computador;
✔ depois, o Windows carrega o arquivo "system.ini" comum junto às configurações do "win.ini" e do Registro. Ele pula as seções [Boot] (exceto para as linhas "shell" e "device") e [386Enh] do arquivo "system.ini" e não carrega ou executa os programas listados no "win.ini";
✔ a área de trabalho do Windows é carregada com 16 cores, resolução de 640 x 480 e as palavras "Modo de Segurança" nos quatro cantos da tela.

O Modo de Segurança é iniciado automaticamente quando o Windows não conseguiu inicializar na tentativa anterior, mas outra maneira de utilizar o Modo de Segurança é pressionando F5 ou F8 no menu de inicialização.

Mas o que você deve fazer se o seu computador iniciar no Modo de Segurança? Primeiro, tente determinar o que mudou no seu sistema e o que pode ter impedido o Windows de inicializar da maneira correta. Caso tenha adicionado qualquer tipo de hardware, vá para o Painel de Controle e remova-o ou desinstale o driver desse dispositivo. Depois, tente reiniciar o computador. Se o Windows iniciar corretamente, muito provavelmente há algum tipo de conflito com o dispositivo instalado. Tente resolvê-lo.

Utilize o mesmo método caso tenha instalado um novo jogo ou programa recentemente. Vá ao Painel de Controle, clique em "Adicionar/Remover Programas" e remova o aplicativo. Tente reiniciar e, se o problema for realmente o programa novo, o Windows iniciará normalmente.

Se o problema não foi causado pelo novo hardware ou programa, é o Registro que deve estar corrompido. Neste caso, infelizmente, há uma probabilidade muito grande de você ter que instalar o Windows novamente para corrigir tudo.

Fonte: HowStuffWorks - Informática

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