quarta-feira, 24 de março de 2010

Qual a diferença entre sistemas de 32 e 64 bits?

Às vezes, para baixar um programa ou um driver para o sistema operacional aparecem duas opções: versão 32 bits ou 64 bits. Essa escolha, por mais que pareça simples, pode fazer com que o programa, que o usuário levou horas para baixar, por exemplo, não funcione.

No Windows é fácil descobrir isso, basta fazer uma busca pela pasta System na pasta Windows que está no Disco local em que está instalado o sistema operacional. Se nos resultados aparecerem a pasta System32, o sistema é de 32 bits, caso apareça a pasta System64, o Windows é 64 bits.

No Windows Vista tem uma maneira mais fácil:
1. Clique com o botão direito em “Computador” (caso não possua o modo de exibição clássico, o encontrará no “Menu Iniciar”);
2. Escolha “Propriedades”;
3. Surgirá então a tela apresentada abaixo:

Pasta Sistema do Windows Vista.

Por haver esses dois tipos de arquitetura, instalar drivers ou programas no computador exige atenção, pois caso o software seja incompatível, ele pode não funcionar ou causar travamentos.

Sistemas operacionais como Linux, Windows (a partir do XP), Mac e programas como o Autocad têm versões específicas para a plataforma de 64 bits.

Processadores

Há dois tipos de processadores usados em PCs: chips com 32 bits (como alguns Intel Celeron e AMD Sempron) e chips com 64 bits (Intel Core 2 Duo e AMD Athlon X2).

Basicamente, a diferença entre um processador de 32 bits para um de 64 bits é, inicialmente, que um tem o dobro de capacidade de processamento de bits, o que torna o desempenho de um PC com CPU 64 bits melhor. Além disso, em termos práticos, o processador de 32 bits identifica até 4 GB de memória RAM, enquanto o de 64 bits aceita acima dessa quantia, dependendo das especificações de hardware da placa-mãe.

Apesar dessas diferenças é possível instalar sistemas operacionais 32 bits em máquinas com processador 64 bits. No entanto não é possível instalar um sistema operacional 64 bits em um computador com processador 32 bits.

Como descobrir com programa

De forma simplificada, para você descobrir se seu processador é de 32 bits ou 64 bits, há duas opções de programas para ajudar na tarefa: o CPU-Z e o Everest.

Após baixar e instalar o CPU-Z e executá-lo, vá na guia CPU e veja o item Instructions. Se estiver escrito x86-64, o processador é de 64 bits. Se tiver só x86 e não tiver a instrução descrita anteriormente, o processador é de 32 bits. O software é gratuito e está todo em inglês.

Já o Everest é shareware (pago), porém é possível, mesmo na versão para avaliação, descobrir aspectos básicos do hardware instalado na máquina. Para saber de quantos bits é o processador, com o Everest instalado, vá no item Placa-mãe e clique em Processador. Ao lado direito verifique o item Conjunto de Instruções. Se tiver escrito x86, o processador é 32 bits. Caso esteja escrito x64 ou x86-64, o processador é 64 bits.

Algumas vantagens encontradas em ambientes em 64 bits

* Melhor desempenho do ambiente computacional, quando há suporte do conjunto como um todo;

* Possibilidade de utilizar com maestria maiores quantidades de memória RAM (4 GB ou mais);

* Sistemas também oferecem suporte a aplicativos de 32 bits, sem enfrentar muitos problemas relacionados à compatibilidade.

Fonte: UOL Tecnologia

terça-feira, 23 de março de 2010

Ensino a distância para a área de TI

O bom do ensino a distância é que você estuda em casa e o melhor: no computador.
Fora dos grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, muitas vezes o acesso à educação é limitado e a falta de professores qualificados é grande. Mas, nos últimos anos, a tecnologia trouxe uma alternativa: o ensino à distância. Numa de suas modalidades, os alunos se reúnem em frente a uma TV ou telão e assistem às aulas transmitidas por satélite.

A vantagem de um curso telepresencial é justamente você proporcionar aos alunos de muito longe uma aula de um bom profissional como, por exemplo, um bom professor, de um autor renomado de algum livro.

Mas, essa não é uma via de mão única. Os alunos podem interagir com os professores através da web em tempo real, pode mandar um e-mail para o professor durante a aula e tirar sua dúvida, o professor vai responder o e-mail desse aluno.

Para que tudo funcione direito, duas equipes estão sempre a postos. Uma equipe técnica, que cuida da qualidade o som e da imagem, e uma equipe pedagógica, que dá suporte aos professores, enviando textos e imagens.

Outra modalidade de ensino à distância não usa as transmissões por satélite: tudo é feito via web. Muitas instituições de ensino de todo o pais estão aderindo a esse formato de aula e, além dos cursos, elas mantêm pólos de apoio onde os alunos podem acessar a internet, ter aulas presenciais, além de fazer as provas.



A tecnologia encurtou as distâncias, mas você precisa ficar de olho na qualidade. A primeira dica é conferir se quem oferece o curso foi credenciado pelo Ministério da Educação. O site do MEC disponibiliza o nome de todas as instituições que receberam o seu “ok”.

Antes de pensar em fazer a matrícula, vale a visita. E, se você procura cursos à distância na área de tecnologia. Dê uma olhada nos links abaixo de renomadas no segmento, que oferecem cursos a distância na área de TI:

Desenvolvimento de Sistemas em Sotware Livre - Universidade Católica de Brasília - DF

Especialização em Governança de TI - SENAC

Administração em Sistemas de Informação - UFLA

Especialização em Informática em Saúde - Unifesp

Especialização em Tecnologias e Sistemas de Informação - UFABC


Fonte: Olhar Digital

segunda-feira, 22 de março de 2010

Diferença entre redes e mídias sociais

Rede social.
"Hora" redes sociais, "hora" mídias sociais, o que me confundia um pouco, não conseguia atinar a diferença. Se não prestarmos atenção é muito fácil de se enganar na hora de falar de mídias ou redes sociais, confesso que cheguei a concluir que são sinônimos. Será? Qual é a diferença entre esses dois conceitos? Seriam a mesma coisa? Então decidir pesquisar na web e conclui:

De maneira bem simplificada, quando falamos em redes sociais, nos referimos as relações entre indivíduos mediadas por computador. Já as mídias sociais, são as ferramentas online construídas para permitir esta interação social, a partir do compartilhamento e criação colaborativa de informação.

A rede social sendo a comunidade que compartilha de um interesse em comum e a mídia social sendo o meio onde este grupo se reúne.

Para ficar mais claro, vejamos a definição de cada um dos termos, conforme a Wikipédia:

Rede social: Rede social é uma das formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres entre si ou entre seus agrupamentos de interesses mútuos. A rede é responsável pelo compartilhamento de idéias entre pessoas que possuem interesses e objetivo em comum e também valores a serem compartilhados.

Assim, um grupo de discussão é composto por indivíduos que possuem identidades semelhantes. Essas redes sociais estão hoje instaladas principalmente na Internet devido ao fato desta possibilitar uma aceleração e ampla maneira das idéias serem divulgadas e da absorção de novos elementos em busca de algo em comum.

Mídia social: O conceito de mídias sociais (social media) precede a Internet e as ferramentas tecnológicas - ainda que o termo não fosse utilizado. Trata-se da produção de conteúdos de forma descentralizada e sem o controle editorial de grande grupos. Significa a produção de muitos para muitos.

As "ferramentas de mídias sociais" são sistemas online projetados para permitir a interação social a partir do compartilhamento e da criação colaborativa de informação nos mais diversos formatos. Eles possibilitaram a publicação de conteúdos por qualquer pessoa, baixando a praticamente zero o custo de produção e distribuição ao longtail - antes esta atividade se restringia a grande grupos econômicos.

Elas abrangem diversas atividades que integram tecnologia, interação social e a construção de palavras, fotos, vídeos e áudios. Esta interação e a maneira na qual a informação é apresentada dependem nas várias perspectivas da pessoa que compartilhou o conteúdo, visto que este é parte de sua história e entendimento de mundo.

Podemos concluir assim que mídia social e rede social são coisas distintas, mas que pertencem ao mesmo universo. A rede social sendo a comunidade que compartilha de um interesse em comum e a mídia social sendo o meio onde este grupo se reúne.

Espero que tenha ficado claro à você, para mim ficou. Como diz o filósofo: "A curiosidade é a melhor ferramenta contra a ignorância."

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domingo, 21 de março de 2010

Loucura! As vendas mais estranhas da Internet

Há muitas esquisitices na internet.
Se você acha que já viu de tudo, precisa continuar a leitura desta postagem. Parece que atualmente nada mais choca quando se trata de esquisitices da Internet. Pessoas do mundo todo navegam nesta rede em busca de diferentes coisas. Relacionamentos, contatos profissionais, diversão e claro: compras. Mas o que muitos não sabem, é que dentro da esfera virtual têm realmente espaço para tudo. Inclusive grandes absurdos sendo vendidos. Veja a lista de vendas mais bizarras da internet. Você compraria algum destes curiosos itens?

Um goleiro em baixa

O ano de 2007 não foi dos melhores para o goleiro Dida. O brasileiro teve seu passe leiloado no eBay. Um torcedor "pediu" 10 milhões de euros pelo ex-goleiro da seleção brasileira.

No site, assegurou que "Dida está em boas condições físicas e psicológicas", mas ressaltou os muitos pontos fracos do goleiro, como "bolas altas, baixas e paradas". Antes de ser removido do leilão, Dida mereceu apenas US$ 97 após 25 lances.

Uma adúltera

A britânica Sharon Osborn, de 43 anos, foi colocada à venda no eBay pelo marido. Foi descrita como "adúltera" e "mentirosa". Em pouco tempo, Paul, 44, recebeu ofertas de até 500 mil libras a R$ 1,6 milhão.

Ele disse que, após bisbilhotar os e-mails dela, teve a certeza de que a mulher tinha um caso com um colega de trabalho. Paul chegou a expulsar a mulher de casa, mas mudou de ideia. Revoltada, ela prestou queixa na delegacia de Bletchley.

Uma guitarra quebrada

Fã que se preza não se incomoda de pagar US$ 100 mil por uma guitarra quebrada. Ainda mais caso ela tenha pertencido ao ex-líder do Nirvana, Kurt Cobain. Um colecionador deu o maior lance em uma Fender Mustang em leilão do Experience Music Project, em Seattle.

O instrumento foi destruído durante um show em Nova Jersey. Aparentemente arrependido, o cantor juntou os destroços do instrumento e, em seguida, os remendou com fita crepe.

Um chiclete mascado

Tudo por uma boa causa. É assim que pode ser descrita a ação do desenhista curitibano Phelipe Mattos, de 21 anos. Foi dele o maior lance num leilão promovido por uma empresa de goma de mascar em novembro do ano passado para arrematar um chiclete usado! E pelo ator Cauã Reymond.

Por ele, Phelipe desembolsou inacreditáveis R$ 349. Para não dar margem a dúvidas, Phelipe fez questão de receber o chiclete das mãos do próprio Cauã Reymond.

Memória pessoal

Quanto vale uma vida? A do britânico Ian Usher, 44, não saiu por mais de 399 mil dólares australianos - o correspondente a R$ 615 mil.

A saga de Usher começou após ele sofrer uma desilusão amorosa. Colocou à venda todos seus pertences. No "pacote", incluiu também o emprego na loja de tapetes e até alguns poucos amigos. De sua antiga vida, o desiludido Usher levou apenas a roupa do corpo, com a carteira de dinheiro num bolso e o passaporte.

País gelado

Aproveitando o pouco que se sabe sobre a Islândia, um gaiato do Reino Unido colocou o país à venda no eBay. Ele afirmava que "o cenário e a fauna são lindos" e pediu: "Favor, retirar pessoalmente". Em três dias, a oferta recebeu 84 lances - o maior deles de cerca de R$ 32 milhões.

Alguns dos interessados perguntaram: "Há seguro contra vulcões e terremotos?", "Posso pagar só quando a encomenda chegar?".

Lenço usado

Você pagaria US$ 5.300 (cerca de R$ 12.500) por um lenço de papel? Mas e se o lenço tivesse sido usado pelo nariz de Scarlett Johansson? Pois então… Um internauta desembolsou o valor acima pelo pedaço de papel sujo usado pela atriz no programa "The Tonight Show", apresentado por Jay Leno, nos Estados Unidos. Na ocasião, Scarlett, que estava promovendo o filme "The Spirit", e estava resfriada.

Bebê chorão

"Vendo bebê semi-novo. Motivo: chora demais”. Foi esse o anúncio que um casal de alemães, que não teve a identidade revelada, colocou no eBay, em maio passado. a oferta inicial era de 1 euro. Logo, o eBay denunciou o caso à polícia, por suspeita de tráfico de crianças.

O juiz da cidade de Krumbach não achou muita graça e retirou a guarda dos pais. Um mês depois, a justiça devolveu o bebê aos pais e deu o caso por encerrado.

Alma

Em 2001, o americano Adam Burtle, 20, colocou sua própria alma à venda no eBay. O lance inicial era de US$ 0,05. Em poucos dias, a alma do rapaz de Woodinville, Washington, foi arrematada por uma mulher de Des Moines, Iowa.

O lance: US$ 400! Antes que Burtle pudesse embolsar o dinheiro, o leilão foi suspenso. O porta-voz do eBay, Kevin Pursglove, alegou que só "objetos tangíveis" poderiam ser colocados à venda.

Virgindade

Para pagar o curso de pós-graduação. Essa foi a justificativa da americana Natalie Dylan de 22 anos, para leiloar a virgindade pela internet. A ideia partiu da sua irmã, que só concluiu o curso de ciências sociais após, digamos, um "estágio" em um bordel no estado de Nevada.

Desde que o leilão começou, em agosto do ano passado, Natalie recebeu mais de 10 mil propostas. Só uma delas, de um empresário australiano, atingiu a cifra de US$ 3,8 milhões.

Fonte: Portal O Dia

sábado, 20 de março de 2010

Hackers, os espiões cibernéticos

Nunca devemos confundir hacker com cracker.
Eles já entraram nos computadores da Nasa, do Pentágono e de várias instituições brasileiras. Alguns chegam, olham e não fazem nada. Outros destroem programas e arquivos. São os hackers, espiões cibernéticos sem rumo que sabem tudo sobre computadores e se divertem quebrando a segurança dos sistemas. A Internet é um dos caminhos para suas invasões. Por isso, eles estão superanimados com a entrada do Brasil na grande rede. Se você não quer ver seus arquivos particulares devassados, melhor tomar cuidado.

Você guarda no seu computador informações confidenciais e acha que elas estão bem protegidas? Pois saiba que a qualquer momento esses arquivos podem ser bisbilhotados, copiados ou danificados.

Seu computador, como qualquer outro equipado com modem, o aparelho que liga o micro às linhas telefônicas, corre o risco de ser invadido pelos hackers — palavra derivada do inglês hack (fenda) e usada para designar uma espécie de fuçador, que vive em busca dos limites da informática.

Esses personagens invisíveis, agem no chamado ciberespaço, o meio digital por onde viajam os dados produzidos nos computadores. Eles já rondam os micros brasileiros há uma década, mas agora, com a entrada da Internet no país, estão completamente ouriçados.

A rede, que liga mais de 35 milhões de computadores em todo o mundo, é um dos caminhos prediletos para as invasões. Até agora, só tinham acesso a ela instituições acadêmicas e governamentais.

E muitas já foram alvo dos hackers: a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias, a Universidade de São Paulo, a Universidade Estadual de Campinas, a Universidade Federal de Pernambuco e até o governador desse Estado tiveram seus computadores invadidos.

Até o Jockey Clube, no Rio de Janeiro. Seu sistema travou exatamente na hora das apostas do Grande Prêmio Brasil, prova tradicional do turfe. O saldo das brincadeiras inclui a destruição de pesquisas e arquivos importantes.

Mas esses invasores não são hackers, são crackers”, protesta Derneval Rodrigues da Cunha, que faz a primeira revista hacker do Brasil, a Barata Elétrica, distribuída na Internet.

Segundo Cunha, crackers são aqueles que não respeitam a ética hacker — não mexer, não destruir, não deixar pistas. São hackers “seduzidos pelo lado escuro da Força”, ou dark side hackers, nome inspirado no vilão do filme Guerra nas Estrelas (1977). O bom hacker, garante Cunha, é discreto.

Inofensivos ou perigosos, o fato é que eles estão em plena atividade. Tanto que há muitos filmes baseados em suas aventuras: Hackers e The Last Hacker (O Último Hacker). O Exército americano admitiu estar testando técnicas usadas por eles para adotá-las, em caso de guerra, com o objetivo de destruir sistemas de defesa e de comunicação inimigos.

No Brasil, muitos rapazes conhecem e usam essas técnicas. Filhos da classe média, a maioria tem pouco mais de 20 anos e sabe tudo sobre linguagens de computador, codificação de dados e eletrônica. Aparentemente são garotos comuns.

Um deles pode ser seu vizinho, um colega de escola ou aquele rapaz simpático lá do escritório. Quem sabe até seu irmão ou primo. Nem a família costuma saber das atividades do hacker.

Em geral ele age na intimidade do seu quarto, de preferência à noite. E, aí, troca de identidade, assume um codinome, torna-se um transgressor. Com a garantia de que não seriam identificados.

Empresa cala para não parecer frágil

“É isso aí!”, bradou “Curinga”, 21 anos, apelido emprestado do inimigo do Batman, quando invadiu os computadores da Coca-Cola, no Brasil, há 08 anos. Na verdade, Curinga não sabe em que escritório da empresa entrou. Há 25 distribuidores do refrigerante no país. O de São Paulo, a Spal, garante que seus sistemas não podem ser invadidos, pois não são abertos.

Curinga, no entanto, dá detalhes da invasão. Segundo ele, foram gastos três meses explorando a Internet com um programa especializado em farejar senhas. Até que encontrou a de um funcionário.

Um universitário que passou a infância jogando videogames, Curinga se diverte explorando os limites do computador. Ele próprio cria os programas usados nas invasões. “Se sua vida estiver em jogo você não vai deixar que outro dobre o pára-quedas para você saltar”, brinca.

Normalmente, garante, não mexe nos sistemas invadidos. Mas daquela vez não resistiu. Quando viu listas de endereços para distribuição de refrigerantes incluiu o de um amigo. Mandou-lhe duas caixas. Coisa pouca, para quem poderia ter arruinado o sistema da empresa, causando enorme prejuízo.

Para Lafayete Galvão, coordenador de informática da Polícia Federal, em Brasília, mesmo que todos os distribuidores da Coca-Cola negassem a invasão, isso não significaria que ela não ocorreu. Segundo ele, as empresas não denunciam os ataques dos hackers com medo de perder a credibilidade.

De fato, é um risco. Mas é mesmo difícil escapar desses jovens persistentes. Um deles, o alemão Markus Hess, que trabalhava para a KGB, a polícia secreta da antiga União Soviética, conseguiu até entrar nos computadores da Força Aérea americana, em 1990. Só foi descoberto porque outro hacker deu o alarme.

Internet abriga submundo dos computadores

Em geral, os hackers começam a trabalhar cedo. Com computadores, claro. Empregam-se como analistas de sistemas ou nas áreas de suporte técnico e a primeira coisa que fazem é descobrir as senhas dos colegas. Foi assim com “Maverick”, 25 anos, apelido inspirado no personagem do filme Ases Indomáveis (1986), que trabalha numa grande empresa de São Paulo. “Descobri todas as senhas do departamento.

Só para mostrar a um amigo como é fácil”, afirma. Para isso, usou o que chama de “engenharia social”. Ainda no colégio, uma escola cara da capital paulista, Maverick conheceu a sofisticada linguagem de programação de computadores C++ (lê-se “cê mais mais”). Com ela, conta, criou um “cavalo de Tróia”, programa que lhe permitiu invadir, em 1993, a matriz brasileira de uma multinacional do setor automobilístico. Entrou, olhou e saiu. “Não queria fazer nada, só mostrar que dava para entrar.”

Maverick adora surfar na Internet. Seus endereços favoritos são aqueles que falam do computer underground, o submundo dos computadores. “A rede é o grande meio dos hackers”, afirma. “Alguns grupos de discussão, como o alt.hackers.malicious, dão dicas sobre como encontrar, na própria rede, programas para hackear. Quem quiser, acha livros completos sobre o assunto”.

Além de trocar informações na Internet, os hackers a usam para aprontar das suas. Dois estudantes do Instituto Real de Tecnologia, na Suécia, invadiram os computadores da escola e, usando uma senha de funcionário, espalharam pela rede programas de computador patenteados, como o popular Word, da americana Microsoft. Em três semanas, os programas foram copiados 3 150 vezes. Se os usuários fossem pagar, a conta sairia por 1,7 milhão de dólares. A Microsoft, é óbvio, não achou graça.

Senha esdrúxula é mais segura

Há formas de dificultar a ação dos hackers. Segundo Carlos Campana Pinheiro, da Rede Nacional de Pesquisas (RNP), órgão público que regulamenta a atuação da Internet no Brasil, “cerca de 90% das invasões se devem ao uso de senhas fáceis”. Como as palavras senha, password (senha, em inglês) ou guest (visitante), nomes ou datas. O ideal, diz ele, é criar palavras esdrúxulas ou em outra língua, ou misturar letras e números.

As empresas devem instalar programas de segurança, os firewalls (paredes de fogo). Com eles, além de dar a senha, o usuário precisa fazer uma operação qualquer, como abrir um programa, antes de ter o acesso. Outra dica é nunca mandar nada confidencial pelo e-mail, o correio eletrônico da Internet.

Fonte: Superinteressante

sexta-feira, 19 de março de 2010

E se a internet pifar? 5 cenários de apocalipse tecnológico

O ciberterrorismo pode deixer de ser ficção a qualquer momento.
A tecnologia comanda praticamente tudo que fazemos, e essa influência não se resume às coisas do trabalho. De bancos a hospitais, somos quase totalmente dependentes de tecnologia. Cada vez mais sistemas funcionam de forma interconectada, e muitos deles são vulneráveis. Provas disso surgem quase todo dia.

Mas e se, no lugar dos ataques de negação de serviço que derrubam alguns sites de vez em quando, a internet inteira parasse de funcionar de repente? E se o Google não pudesse mais ser acessado? E se, em vez de um desses vazamentos de dados, nossos bancos fossem atacados por uma arma que dizimasse todas as transações financeiras? E se hackers infiltrassem seus códigos maliciosos nos sistemas que controlam a rede nacional de eletricidade?

E se Deus, demonstrando estar cheio da humanidade, enviasse à Terra uma gigantesca tempestade solar?

Quem pensa que tais coisas não podem acontecer precisa rever sua posição. Saiba que algumas delas até já ocorreram, só que em escala menor. Mas não deixa de ser interessante, mesmo que por brincadeira, exagerar um pouco e imaginar o que poderia acontecer casos esse “dia do juízo final” tecnológico acontecesse de verdade.

Quer saber o que pode dar errado? Confira os cenários descritos a seguir.

Cenário apocalíptico 1: Apagão nacional

Notícia urgente: ataque hacker contra instalações de distribuição de energia provoca enormes apagões pelo país e deixa milhões de pessoas sem eletricidade.

Acredite: o sistema que controla as usinas geradoras de energia dos EUA foi construído há cerca de 40 anos, quando a internet era apenas um punhado de universidades ligadas por modems de 300 bps.

“Antigamente, todo sistema de energia em qualquer parte do mundo era considerado uma ilha”, diz Robert Sills, CEO da RealTime Interactive Systems, que oferece soluções de segurança para aplicações de controle industrial. “Não havia tecnologia disponível para conectá-los. Agora existe.”

O lado negativo dessa conectividade toda é que, se uma subrede for sobrecarregada, as outras poderão cair como dominós. Isso aconteceu nos EUA em agosto de 2003; 55 milhões de americanos e canadenses ficaram sem luz.

E nem é preciso ter um Homer Simpson no controle. Pode ser um funcionário contrariado em busca de vingança – como o engenheiro de software da empresa de esgoto da Austrália que, em 1991, despejou 1 milhão de litros de detritos em água limpa.

Ou pode ser um invasor externo que usa as portas de manutenção do sistema para ganhar acesso à rede. Sills diz que a maioria das subestações de força é vulnerável a ataques desse tipo. Uma vez dentro dele, o hacker poderia simplesmente alterar algumas configurações e deixar os sistemas automáticos de recuperação de incidentes fazer o resto.

Cenário apocalíptico 2: E-bomba afunda sistema financeiro

Notícia urgente: arma eletromagnética paralisa centro financeiro de Nova York, causando danos a equipamentos e interrupções no fornecimento de energia em grande escala; mercados deixam de operar.

Não é preciso detonar uma bomba nuclear para criar um pulso eletromagnético forte o bastante para causar danos sérios. Existem aparelhos que emitem sinais de alta freqüência capazes de fritar equipamentos eletrônicos, e de estragar qualquer informação que não esteja gravada em mídia magnética ou óptica. Essas “bombas” não são facilmente rastreáveis porque a própria máquina destrói as provas de seu uso.

Um furgão com um aparelho desses na traseira poderia derrubar boa parte da economia de um país, caso fosse ligado em centros financeiros como Manhattan, diz Gale Nordling, CEO da Emprimus, empresa que ajuda corporações a se proteger contra ameaças de pulsos eletromagnéticos de origem não nuclear. Parar um país inteiro, no entanto, exigiria uma bomba nuclear.

Uma vez que a máquina fosse ligada, PCs e data centers teriam ido para o espaço. Celulares poderiam funcionar, mas sem as torres das operadoras eles seriam inúteis. O carro não daria partida. Controles automatizados de estações de água e energia não funcionariam. E, se a bolsa de valores de Nova York parasse, as ondas de choque iriam se alastrar por todo o planeta.

Cenário apocalíptico 3: Google fora do ar

Noticia urgente: milhões de internautas que tentaram acessar o maior site de buscas do planeta receberam mensagem de “página não encontrada”; todos os serviços do Google estão inacessíveis.

O Google entrou de tal forma em nossas vidas que já não imaginamos o mundo sem ele. Especialistas afirmam que, para derrubar uma empresa tão bem entrincheirada, seria preciso alguém de dentro – não necessariamente um funcionário mal intencionado, apenas alguém estúpido (se é que existe tal pessoa por lá) com os devidos privilégios de acesso.

E olhe que não é algo de todo impossível. Em dezembro, invasores convenceram funcionários do Google a visitar um site malicioso, que explorou uma vulnerabilidade do Internet Explorer para instalar uma “porta dos fundos” na rede do Google. De lá, eles acessaram o Gmail de dissidentes chineses.

“O principal vetor de obtenção de acesso ao interior de organizações hoje são aplicações maliciosas instaladas na rede”, diz Nir Zuk, fundador e CTO da Palo Alto Networks, empresa de segurança de rede.

No pior cenário, um empregado do Google simplesmente instala uma aplicação na rede, e por meio dela invasores externos enganam o firewall da empresa.

Uma vez lá dentro, os invasores poderiam vasculhar a rede até encontrar os centros de comando e controle dos data centers do Google. Daí, eles poderiam desligar tudo, não sem antes deixar uma bomba lógica para corromper os bancos de dados da empresa.

Cenário apocalíptico 4: Desligaram a internet

Notícia urgente: a internet entrou em colapso hoje quando milhões de internautas foram redirecionados para sites errados, causados por problemas com o sistema de nome de domínio.

Pode a internet sair do ar? Muitos especialistas dizem que não, com o argumento de que há muitos canais de comunicação, muitas redundâncias, e uma arquitetura projetada para contornar pontos de falha.

“É muito difícil derrubar a internet inteira, a menos que ocorra um incidente global de pulso eletromagnético que acabe com tudo de uma vez”, avalia o Dr. Ken Calvert, membro do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Kentucky. “Há uma variedade de tecnologias para tráfego de bits em todos os níveis, como satélite, fibra ou ondas. Há muita redundância.”

Mesmo que a internet não possa ser desligada totalmente, exceto por um ato de Deus (sobre isso, veja o Apocalipse 5), hackers poderiam provocar o caos se atacassem um ponto fraco: o sistema de nomes de domínio. Ao sequestrar o tráfego destinado a diferentes domínios, os hackers podem levar internautas ingênuos a visitar sites maliciosos, ou derrubar qualquer site com uma inundação de tráfego, ou simplesmente enviar todo mundo para um único site, como o Google.com ou o Yahoo.com – tornando a internet sem uso para um grande número de pessoas.

“Todo mundo confia no DNS, mas ele não é realmente confiável”, diz Rod Rasmussen, presidente e CTO da empresa de serviços antiphishing Internet Identity. “O sistema em si não é bem protegido. E tudo que você precisa é de um nome e uma senha para assumir o controle de um servidor DNS ou de um domínio particular.”

Os invasores não precisariam nem atacar servidores DNS, nem envenenar seus caches. Eles poderiam fazer o mesmo estrago tomando o controle de grandes empresas de registro de domínios. Uma infiltração bem-sucedida na Network Solutions, por exemplo, poderia colocar os invasores no controle de mais da metade dos domínios de todas as instituições financeiras dos EUA, diz Rasmussen.

De lá, os invasores poderiam redirecionar internautas para sites falsos e, mais tarde, usar suas senhas para fazer a conexão e roubar suas contas. Ou eles poderiam simplesmente ter como alvo grandes domínios com bastante tráfego, ou promover o caos bagunçando os servidores de tempo da internet.

Cenário apocalíptico 5: Ira de Deus

Notícia urgente: esta reportagem tem sido espalhada boca a boca, porque nada mais está funcionando. Cientistas acreditam que uma enorme explosão solar atingiu a atmosfera da Terra, causando pane nas redes de eletricidade e de comunicação de todo o mundo. Também recebemos notícias de terremotos e tufões, mas que ainda não foram confirmadas.

Pense nisso como a mãe de todas as sobrecargas elétricas. O sol cospe uma enorme nuvem de plasma superaquecido de tamanho diversas vezes superior ao da Terra, e que bate em nossa atmosfera. Partículas supercarregadas viajam pela superfície do planeta, fritando todos os transformadores de energia que encontrar pela frente. Resultado: blecaute mundial instantâneo.

Parece um roteiro de Hollywood. Mas foi exatamente isso que aconteceu em Quebéc, no Canadá, em 1989. Naquele ano, uma tempestade solar de pequenas proporções deixou 6 milhões de pessoas sem energia.

“A probabilidade de a internet parar totalmente é quase zero, mas se tem algo capaz de derrubar a rede mundial é uma tempestade solar”, diz o consultor de segurança Robert Siciliano. “Uma bola de plasma atinge os campos magnéticos da Terra, e os transformadores que gerenciam nossa rede elétrica fritam. Seria literalmente uma tempestade perfeita, de proporções cataclísmicas, que derrubaria a eletricidade e a internet ao mesmo tempo.”

Fonte: IDG Now!

quinta-feira, 18 de março de 2010

PC lento? Nunca mais!

PC lento dá nos nervos.
Nem todo mundo tem dinheiro para comprar um novo computador a cada dois ou três anos. Mas, o fato do seu PC não fazer mais parte do topo da cadeia não quer dizer que ele precise ficar jogado no canto, juntando poeira. Com algumas dicas e softwares específicos, é possível incrementar performance e fazer com que ele trabalhe melhor. Com alguns programas certos e boas dicas pode ter certeza: o seu computador ganhará bastante performance:

Todas as vezes que você instala um software qualquer, algumas informações são adicionadas nas pastas comuns do Windows. Com o tempo, muito lixo vai sendo acumulado ali, mesmo que você não tenha conhecimento dele. Além de ocupar espaço, esses dados afetam a velocidade da sua máquina. Para excluir tudo de vez, existe um programa chamado CCleaner. Basta executá-lo e pronto você já vai perceber um ganho de performance, de cara.

É bom rodar também o SmartDefrag, que desfragmenta as informações do seu HD. É como se ele organizasse as gavetas do seu computador, fazendo com que ele encontre as informações mais facilmente.

Pronto. Agora que a casa está em ordem, que tal dar uma incrementada em seu sistema operacional? A primeira dica é ativar os updates automáticos do Windows. Isso faz com que todas as correções de bugs, atualizações de segurança e de software sejam adicionados ao seu sistema, sem que você nem mesmo se preocupe. Para fazer isso, clique em Iniciar, Painel de Controle, e depois no ícone Atualizações Automáticas. Aqui, selecione a opção “Automática”.

Mais uma dica: já viu que, quanto mais programas são inicializados junto com o sistema operacional, mais ele demora, certo? Pois com este programa aqui, o StartUp Delayer, você consegue fazer com que estes programas sejam inicializados de uma forma diferenciada. Assim, o sistema operacional é liberado para o uso mais rapidamente, e os programas secundários vão sendo inicializados aos poucos, sem comprometer toda a capacidade do sistema. É como se ele organizasse uma fila para a inicialização, e só começasse a atender o próximo programa quando o primeiro já estivesse concluído.

Fonte: Olhar Digital

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