sábado, 31 de julho de 2010

Como arrumar emprego nas redes sociais

Procurar emprego sempre foi um tarefa espinhosa.Superar o trauma de ter perdido o emprego e sair à busca de novo emprego é sempre uma tarefa muito penosa. O tempo de deixar o currículo na porta das empresas ficou para trás. Hoje, com a expansão das redes sociais na internet, as oportunidades aparecem a todo o momento pela web, facilitando um pouco essa “empreitada”, mas é sempre bom seguir algumas regras básicas para se ter sucesso nesta nova maneira de se procurar emprego. Confira algumas dicas abaixo:

Uma idéia na cabeça e um currículo na web

Não adianta fazer parte de várias redes sociais ao mesmo tempo, se o uso delas for de forma errônea. As ferramentas corretas devem ser utilizadas para chamar a atenção dos recrutadores. Demonstrar conhecimento em uma área específica e mostrar-se disposto e capaz de aceitar desafios também contam pontos.

Alguns recrutadores conseguem mais assertividade nos processos de seleção, já que por meio do perfil de uma pessoa nesses sites, são revelados alguns aspectos da personalidade e das características pessoais que podem ser decisivas.

O profissional que busca uma oportunidade está em uma vitrine. Por isso, informações claras e atualizadas, além do bom senso, farão a diferença para alcançar uma oportunidade de carreira. Promover recomendações ou indicações dos contatos da rede, principalmente de ex-colegas ou ex-chefes, pode dar confiabilidade ao perfil.

Todas as informações inseridas na internet, como o público a ser atingido, a vaga desejada, entre outras questões pessoais, devem atender a padrões.

Evite currículos longos

Prefira elaborar um resumo do roteiro profissional. A maior preocupação, não torne cansativo para o leitor. No Orkut, por exemplo, preencha os espaços dedicados a área de atuação, diferentemente do Linkedin, onde essas informações são essencias e devem ser completas.

Modere com vídeo, fotos e áudio

Em conteúdo multimídia, publique somente o necessário, não faça o visitante perder tempo com inserções de tamanho integral. Ninguém vê (ou ouve). Para a coordenadora, o mais importante é ter noção de tempo e de conteúdo.

Com texto, foque no essencial

Quando redigir o texto, mantenha o foco em transmitir notícias, eventos, cursos. Além destes itens, trocar experiências e informações com outros usuários é de grande valia.

Não se exponha com exagero

Nunca se exponha nas comunidades. “Procure a vaga certa e vá direto ao contato do empregador. Não avise para todo mundo que você está desempregado”.

Pondere suas opiniões

O mercado valoriza o bom senso. Você deve tomar cuidado com as opiniões para não ganhar inimigos. Sempre que inserir um conceito, um opinião, faça embasado em fatos ou argumentos sólidos.

Fonte: IDG Now!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

70% das contas do Twitter são inativas

Sem ter o que dizer.São muitos os internautas que levado pela "onda" do Twitter, abrem uma conta no microblog e logo após se vê diante de um dilema: "O que postar?", e passa a engrossar a lista das contas inativas do Twitter. É considero como “usuários ativos” aquele que seguem e são seguidos por pelo menos 10 pessoas.

Menos de 30% das contas do Twitter – 28,87% - são “reais”, ou seja, seguem e são seguidas por pelo menos 10 usuários. Entre os usuários ativos "tuíta" pelo menos uma vez por dia, mas, um em cada 10 deles o faz de 05 a 10 vezes, no mesmo período. Além disso, cerca de 12% deles têm 10 vezes mais seguidores do que estão seguindo.

Apenas 10% dos usuários seguem mais de 100 pessoas e quase metade deles não segue mais do que 05. Além destes números, o relatório indica ainda que 30% das contas do Twitter não são atualizadas nunca e 1,67% delas foram suspensas por uso indevido no primeiro semestre de 2010.

Se você que se livrar, fazer uma limpeza no seu Twitter, dos usuários inativos, que muitas vezes são empresas que apenas criaram seus perfis e os deixam jogados lá, sem nenhum Tweet, e também os usuários que se cadastraram porque o Twitter virou moda e nunca mais voltaram. Para remover esses “Tweeps”, existe o UnTweeps!

Dê um unfollow nos inativos de seu Twitter
Para localizar e parar de seguir (unfollow) os usuários inativos do seu Twitter, faça o seguinte:

Acesse o site UnTweeps.com e digite o seu nome de usuário e senha do Twitter.

Depois determine quantos dias a pessoa deve ter ficado sem tuitar para entrar na lista de exclusão.

Em seguida clique em List Stale Tweeps. Então ele mostrará a lista de Twitters que não tuitaram durante a quantidade de dias que você determinou.

Selecione quais perfis você deseja parar de seguir (unfollow) e clique em Unfollow Selected Tweeps. E adeus Tweeps!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Backup Seguro

Não perca seus arquivos mais importantes.Os arquivos armazenados no PC ou em mídias (CD e DVD) nem sempre estão seguros, há muitos fatores que pode levar a perca destes arquivos. Para driblar esses futuros aborrecimentos a alternativa são os HDs Virtuais. Há vários onde você pode armazenar seus arquivos mais importantes. Entre os gratuitos indicarei 04 deles:

4Shared4Shared

4shared é um site de hospedagem e compartilhamento grátis de arquivos lançado em 2005.[1] Nele, o usuário pode armazenar arquivos por upload, ou seja, pode-se enviar arquivos para o site e distribuí-los para outros usuários. Actualmente, o 4shared está disponível em quatro idiomas: português, italiano, inglês e russo.

Além dos planos pagos que oferecem até 100GB de espaço, o serviço também conta com um plano gratuito com espaço de 10GB. Quando o usuário faz o cadastro, tem direito a usar uma pasta e hospedar os seus arquivos que, se for desejo do mesmo, serão visíveis no sistema de busca do site. Porém, se o usuário não acessar a conta no prazo de um mês, a pasta e todos os arquivos contidos nela são excluídos.

do 4Shared é possível baixar vários tipos de arquivos, asssim como upá-los (fazer o upload deles). Lá é possível encontrar músicas, livros, vídeos, imagens, apostilas e programas, todos em diversos formatos: MP3, WMA, 3GP, MPEG, AVI, FLV, PDF, DOC, EXE e muito mais.


Gmail DriveGmail Drive

É uma extensão do shell que cria um sistema de arquivos virtuais, utilizando a sua conta do Gmail, permitindo que você utilize o Gmail como uma mídia de armazenamento. Pode-se salvar e recuperar arquivos guardados em sua conta do Gmail diretamente do Windows Explorer: ele literalmente cria um novo drive para seu computador abaixo da pasta Meu Computador, onde você poderá criar novas pastas, copiar e arrastar arquivos para ela.

Além disso, ele também adiciona um prefixo GMAILFS no assunto das mensagens que contém seus arquivos, assim você pode criar um filtro no Gmail para automaticamente mandar as mensagens relacionadas para a pasta de arquivos. O autor avisa que se trata de um software experimental e que qualquer mudança feita no sistema do Gmail pode fazer com que seu software pare de funcionar.


Windows Live SkyDriveWindows Live SkyDrive

É um serviço que faz parte da linha Windows Live da Microsoft. Com o Skydrive você pode armazenar até 5Gb de arquivos diversos em seu espaço online e poderá ainda compartilhar esses arquivos com amigos através do envio de um simples e-mail ou simplesmente acessa-los de qualquer lugar utilizando sua conta do Windows Live que, para quem ainda não sabe, é a mesma conta de acesso ao MSN.


ADriveADrive

É um serviço de armazenamento de dados online. Bastante eficaz para pessoas que querem mais espaço em seu computador, ele oferece uma capacidade de até 50GB para você guardar arquivos de foto, vídeo, texto, e música. O desenvolvedor garante que essa é uma solução segura para realizar backups, armazenar, e acessar seu conteúdo de qualquer lugar, a qualquer hora.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

5 dicas para escrever melhor

Manual para um bom texto.
Escrever não é tão difícil. Já dizia Pablo Neruda: É só começar com uma letra maiúscula e terminar com um ponto final. No meio, você coloca ideias. No meio, você coloca ideias.” O problema é justamente esse, muitas vezes se tem uma boa ideia, mas não conseguimos organizá-la, “colocar no papel”, de uma maneira coerente, correta, clara... Para mim, redigir um bom texto, aquele que me traz satisfação ao término, é um parto, afinal qual é o segredo, como escrever melhor? Seguindo algumas regras básicas, você pode não se tornar um escritor de sucesso, mas tenho certeza que escreverá com mais facilidade e melhor:

► 1. Leia

Os benefícios da leitura são incontáveis e incluem o desenvolvimento de fala mais correta e de uma melhor escrita. Escrever é conseqüência da leitura. Você só vai ter vontade de escrever se ler. Não ligue para o que vão achar. O negócio é ler o que se gosta, sem ambição de agradar qualquer pseudo-intelectual formado em Letras.

► 2. Escreva

Não tenha medo do Word em branco. Escreva sobre qualquer coisa. Não fique à espera da "big idea". Escreva sobre a vida. E sem medo de fazer feio. Alguns escritores chegam a refazer mais de dez vezes cada linha que redigem. Mesmo que você não sonhe em ser o novo Hemingway, escrever vai melhorar sua lógica e o modo como você se expressa, além de enriquecer seu vocábulo. Separe cinco minutos por dia e escreva. Faça isso todo dia. Em menos de um mês, você vai estar se comunicando melhor e, espero, escrevendo mais de cinco minutos.

► 3. Conheça as regras (para poder quebrá-las)

Uma gramática mediana custa uns dez reais. Compre uma. Você nem precisa lê-la inteira. É claro que se conseguir, melhor. Mas seja ao menos curioso. Aprenda a pontuar. Entenda um pouquinho de concordância e estrutura. Não é tão difícil quanto parece. E, depois de conhecer as regras e saber usá-las em seu favor, não tenha medo de quebrá-las. Vale tudo. Inventar palavras, inverter estruturas, pontuar demais, pontuar de menos. O teclado é seu e quem manda nele são seus dedos.

► 4. Anote ideias (no celular)

Eu nem vou falar para você comprar um moleskine. É muito caro. Pode usar o celular mesmo. O importante é não deixar as idéias escaparem. Se você for como eu, cinco segundos depois de ter a ideia que vai mudar sua vida e, quiçá, o mundo, vai esquecê-la. Daí a necessidade de sacar seu celular – que está sempre num(a) bolso(a) próximo(a) – e anotá-la. Claro, você vai ter que fazer sua ideia caber em alguns caracteres. Mas isso tem muito a ver com nossa última dica.

► 5. Sintetize – quem pensa mais escreva menos

É possível abreviar uma (boa) história em uma frase. Claro que você não precisa escrever em todo lugar como se estivesse no Twitter. Mas a escrita é a arte de cortar palavras. Como seria esse post em menos de 100 caracteres? “Para escrever melhor: Leia, Escreva, Conheça as Regras, Anote Ideias e Sintetize”. O que dizer no meio disso é transpiração. Contudo não é tão difícil.

Fonte: Webinsider

terça-feira, 27 de julho de 2010

A informação é poder

A Google vai dominar o mundo.Nelson Mattos, vice-presidente de engenharia do buscador para a Europa, Oriente Médio e África, ele chefia 500 engenheiros espalhados em doze capitais européias. Em entrevista exclusiva dada à swissinfo nos laboratórios da Google em Zurique, ele fala sobre sua carreira, a estratégia da empresa e o futuro da Internet.

Google em ZuriqueOnde se fabricava bebida no passado, hoje se programa o futuro. O moderno complexo de escritórios do recém-inaugurado "Centro Google de Engenharia para Europa, Oriente Médio e África", mais conhecido como "EMEA", foi construído no espaço ocupado por uma antiga cervejaria em um bairro não muito distante do centro de Zurique.

Para o visitante, o prédio lembra mais uma universidade. Jovens com mochilas coloridas entram e saem, uns até com roupas esportivas para correr no parque vizinho.

A líder dos motores de procura não economizou para dar conforto aos seus funcionários: comida gratuita, salões de jogos, salas de estar imitando bibliotecas inglesas e vários espaços de reunião que mais lembram playgrounds coloridos.

Nesse ambiente aparentemente descontraído, Nelson Mattos recebe o repórter. Formado nos anos 80 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em ciências da computação e com doutorado em Kaiserslautern, na Alemanha, ele vive há mais de 16 anos no exterior.

Depois de passar pela IBM, onde chegou ao cargo de vice-presidente de tecnologias de usuários e informação no IBM Research, o brasileiro foi convidado pela Google para chefiar sua pesquisa européia em doze laboratórios espalhados por capitais tão diversas como Londres, Moscou, Tel Aviv, Irlanda, Munique ou Zurique.

Uma curiosidade de jornalista: qual foi o primeiro computador que você teve?

Nelson Mattos: O primeiro computador que eu trabalhei foi no período da ditadura militar, quando o Brasil estava tentando criar uma indústria nacional. Era um computador da Nixdorf, de tecnologia alemã e produzido no Brasil. Era um computador médio, pois ainda não existiam PCs. Ele rodava o basic, a linguagem principal de computação, e o assembler. Nessa época eu estava estudando na Universidade do Rio Grande do Sul.

Ao se formar, por que você saiu logo do Brasil?

Nelson Mattos: Eu saí do Brasil imediatamente ao terminar o mestrado. Foi em fevereiro de 1984. No final de março vim para a Alemanha com o objetivo de fazer o doutorado. O plano inicial era retornar ao Brasil depois de 04 ou 05 anos do doutorado. Mas ai eu recebi uma proposta de ficar trabalhando como professor na universidade alemã. Então eu pensei: por que não? Essa era uma oportunidade única de continuar pesquisando minha área. Era um trabalho excelente. A Universidade de Kaiserslauten havia recebido um financiamento do governo alemão para estender o meu trabalho de doutorado. Para mim foi uma oportunidade única de liderar um grupo enorme na minha área de pesquisa.

E ao terminar o doutorado quais eram as perspectivas de trabalho?

Nelson Mattos: Depois de três anos fazendo isso, eu e minha família já estávamos de malas prontas para voltar ao Brasil, onde eu já havia me inscrito para um concurso de professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. Então eu recebi uma proposta de passar dois anos no laboratório de pesquisa da IBM na Califórnia que, na época, era o "must" da área de pesquisa em banco de dados. Eu e a minha esposa achamos que era uma idéia magnífica passar um ou dois anos fora a caminho do Brasil. Aconteceu que esses dois anos viraram dezesseis...

Em artigo na imprensa especializada li que você chegou a ter treze patentes no tempo da IBM. É verdade?

Nelson Mattos: Sim. Até entrar na Google, eu trabalhei a minha carreira toda com banco de dados. A maioria das minhas patentes é nessa área. Essa indústria se expandiu vertiginosamente nos últimos anos, sobretudo em áreas como "business intelligence", "analytics" ou "content management". A metade dos 16 anos na IBM foi especificamente dedicada a ela. Eu fui parte do grupo que desenvolveu o DB2 para plataformas baixas, ou seja, o grupo que criou o banco de dados da IBM em plataformas baixas para Unix e Windows. Mas depois disso saí e comecei a trabalhar em outras áreas dentro do ramo do que hoje em dia se chama "information management", mas não especificamente em bancos de dados.

Na IBM você chegou ao cargo de vice-presidente de tecnologias de usuários e informação na área de pesquisa da IBM. Qual era o seu trabalho?

Nelson Mattos: Dos últimos seis anos de trabalho na IBM, eu ocupei cinco montando um "business" para a empresa: o portfólio de "informação e integração", onde criamos vários produtos internos e fizemos várias aquisições como a da Accenture, um negócio de mais de um bilhão de dólares que foi costurado por mim. Foi no último ano na IBM que eu voltei para a pesquisa. Eu era responsável pela metade de toda a pesquisa nos laboratórios da IBM no mundo inteiro na área de software. Era a área de "information management", "tecnologias web", motores de busca e outros.

E como você foi parar na Google?

Nelson Mattos: Eu fui contatado pela Google, que mostrou seu interesse em que eu viesse para a Europa chefiar os centros de pesquisa e desenvolvimento na Europa, Oriente Médio e África. Obviamente, sendo Google, me chamou muito a atenção. É uma estrutura empresarial completamente diferente. O que também me chamou atenção foi a possibilidade de assumir um cargo de liderança fora dos Estados Unidos. Aí eu conversei com a empresa a acabei aceitando a proposta.

Na IBM você trabalhou intensamente em uma área da informática muito importante chamada "web semântica". O que isso significa?

Nelson Mattos: Quando voltei a pesquisar na IBM, um dos projetos nessa área era o "WebFountain". Ele também estava sob minha responsabilidade. A IBM tem vários projetos em web semântica. No caso do WebFountain, o objetivo era analisar todo o conhecimento que está disponível na Internet e, com isso, tentar descobrir tendências. Um exemplo: se você é um artista que lançou um novo CD e quer tentar descobrir o que os usuários pensam a respeito do trabalho. Se você conseguir analisar um grande volume de dados que está disponível em blogs, páginas da Internet, nos "chat rooms" e coisas do gênero, então você terá condições, de uma forma geral, de saber quais são as tendências, ou seja, o que está se falando sobre um determinado tema.

Trata-se então de uma tecnologia que cruza todas as informações disponíveis na Internet para tirar conclusões?

Nelson Mattos: Exatamente. O Fountain era um projeto que tinha, do ponto de vista de processamento de dados, a necessidade de avaliar um volume extremamente grande. Imagine a quantidade de dados que está hoje disponível na Internet...

Foi essa experiência e conhecimentos que tornaram você uma pessoa interessante para a Google?

Nelson Mattos: O negócio que eu montei para a IBM nos meus últimos anos de trabalho, o setor de informação e integração, começou a se expandir na área de busca e análise de dados não estruturais. A web é formada por dados não estruturais, ou seja, texto, vídeo, imagens ou "blogging". Todos eles têm uma estrutura que não é rígida como nos sistema de bancos de dados relacionais. Então eu já comecei a trabalhar nessa área. Nós chegamos até a lançar pela IBM o "Information Integration Omnifind", um produto na área de busca para o ambiente empresarial, não o ambiente de usuário final que a Google trabalha. Quando fui para área de pesquisa, então me envolvi ainda mais com o tema. Foi aí que eu comecei a me envolver tecnicamente com áreas em que a Google já trabalhava. Obviamente que a Google não está só voltada para a Internet, de uma maneira geral, mas dado o volume de dados encontrados na web, o volume de consultas só na parte de busca já é algo fenomenal. Primeiro, a quantidade e diversidade de dados e, segundo, o volume de consultas de usuários no mundo inteiro, que lançam milhões de consultas a cada segundo.

O cargo de vice-presidente de engenharia da Google para Europa, Oriente Média e África tem a ver com a estratégia de regionalização da Google?

Nelson Mattos: O Google trabalha no mercado consumidor - se você olhar, todos os produtos da Google estão voltados para o usuário final como os produtos de busca, o "Google Maps" ou o "Google Earth". Quem interage com esses produtos é o usuário final. Obviamente o usuário final é diferente em cada lugar do mundo. O tipo de consulta que os brasileiros fazem é diferente do tipo de consulta que os suíços fazem na Suíça. O comportamento dos russos ou chineses também difere. Por isso é importante que a Google tenha a percepção das diferenças que existem entre seus usuários. Por exemplo: a gente sabe que o adulto no norte da Europa lê, em média, três jornais por dia. Já na Suíça essa média é de um jornal por dia. Obviamente a maneira pela qual uma pessoa da Noruega utiliza a internet é muito diferente da maneira que um suíço utiliza.

É por isso que a Google desenvolve seus produtos em diferentes países?

Nelson Mattos: Sim. Desde o início, a Google tinha a visão de que para você poder criar produtos que são relevantes a cada usuário no mundo inteiro, é necessário ter engenheiros de desenvolvimento que tenham um bom conhecimento do comportamento e das necessidades de cada usuário. E isso é impossível de fazer se você tem todo o desenvolvimento centralizado na Califórnia. Afinal, o pessoal que está sentado na Califórnia vai obviamente entender muito bem as necessidades da população americana. Mas você acredita que eles entenderiam a necessidade dos brasileiros, dos chineses ou dos noruegueses? Obviamente que não! Por isso, já há bastante tempo, a Google criou essa estratégia de abrir centros de pesquisa e desenvolvimento em vários países do mundo.

Qual é o papel dos diferentes centros de pesquisa espalhados no mundo dentro da estratégia da Google?

Nelson Mattos: A idéia, quando se começou a criar esses centros, é que cada um deles teria duas funções: trabalhar em produtos e iniciativas que vão ter impacto global - por exemplo, o Google Maps, cujo grande parte do desenvolvimento é feito em Zurique, mas que é utilizado no mundo todo - e, finalmente, adaptar os produtos da Google, desenvolver novas extensões ou mesmo novos produtos que são específicos para um mercado local. Um exemplo disso é o "Google Transit", uma extensão no "Google Maps" que permite obter informações sobre meios de transportes públicos para ir de um local ao outro, seja de ônibus, trem, metrô ou caminhando. Obviamente essa é uma extensão extremamente popular na Europa. Inclusive, recentemente, a gente lançou uma extensão que reúnes todos os dados das companhias de trens e bondes aqui da Suíça.

Mas por que alguns produtos da Google "pegam" em alguns mercados e outros não?

Nelson Mattos: Nós concluímos que muitas dessas extensões, feitas para um mercado local, podem ter aplicação em outros lugares. Se você pegar o "Transit", que é extremamente utilizado em alguns países da Europa, ele também é utilizado nos Estados Unidos, sobretudo em grandes cidades com bons sistemas de transporte. Porém se você olhar as áreas rurais nos EUA, praticamente ninguém utiliza esse serviço.

Essa lógica explica por que o "Orkut", uma rede social criada por um funcionário de vocês nos Estados Unidos, um informático turco, só ter sucesso no Brasil?

Nelson Mattos: Sim, esse é um bom exemplo. Trata-se de um produto que teve uma receptividade extremamente forte no Brasil, mas também na Índia. Essa situação cria um círculo de desenvolvimento interessante. Nesse caso, poderíamos falar no ciclo de desenvolvimento de produtos, algo que é extremamente curto na Google. Ele vai de dois a três meses. A idéia é lançar alguma coisa no mercado e ver como os usuários vão reagir. Pelo fato de trabalharmos diretamente com o usuário final, ao lançar um protótipo, algo simples, podemos saber imediatamente se ele está gostando ou não e o que está faltando para melhorar o produto. Isso cria novos requerimentos que são colocados no desenvolvimento. Em três meses eu posso lançar mais alguma coisa e satisfazer aquelas exigências. Com isso eu recebo mais feedbacks e assim continua a história.

Quer dizer que o próprio usuário termina participando no desenvolvimento dos produtos da empresa?

Nelson Mattos: O fato de o Orkut ter sido bastante popular no Brasil fez com que a gente recebesse cada vez mais feedbacks da população brasileira. Isso fez com que ele se tornasse cada vez melhor para aquele ambiente no Brasil. Porém o Orkut não se tornou popular em outros países. Isso é um exemplo bem interessante, porque mostra a importância de você ter centros de desenvolvimento no mundo todo. Eu até diria que essa é uma das grandes diferenças entre a Google e outras empresas com centros de desenvolvimentos centralizados. Com isso temos condições de criar produtos específicos, que possam satisfazer as exigências de cada usuário e entender culturalmente o que aquela população precisa.

Assim como a Internet, a Google também parece ser uma empresa em constante transformação. Quais são os futuros desafios?

Nelson Mattos: Nosso objetivo, a missão da Google, é organizar toda a informação do mundo. Em segundo lugar, fazer com que essa informação esteja disponível a qualquer usuário e que seja útil para ele. Trata-se de um desafio, pois nem toda a informação no mundo é baseada em texto. O volume de imagens, vídeos e áudios que cresce na internet é algo fenomenal. Apesar de dispormos de produtos que já têm condições de buscar imagens, textos, etc com uma única consulta, ainda temos muitas desafios pela frente. No "universal search" da Google, por exemplo, com uma única consulta você pode receber resultados que são textos, páginas web, imagens, vídeos, áudios e assim por diante.

Fonte: swissinfo.ch

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ferramentas para fazer sucesso no Twitter

Ninguém me segura!Para usar o Twitter com eficiência, você tem que conhecer ferramentas que complementam o Twitter e ajudam a usar melhor esta ferramenta de comunicação on-line. O Twitter, como muitos sites de mídias sociais, permite agregar aplicações de terceiros. Assim outras empresas podem desenvolver softwares para o Twitter e criar aplicações adicionais para a ferramenta. Abaixo algumas ferramentas para você ficar muito popular no Twitter:

Para usar o Twitter : Embora você possa usar o seu navegador para acessar o Twitter, existem duas ferramentas que servem para você acessar o Twitter, com a tecnologia Adobe Air, diretamente do seu computador : o Twhirl e o TweetDeck. Para quem usa o navegador Firefox, há um plugin chamado Twitbin. São gratuitos e você baixa e instala no seu computador, e pode usar o Twitter de uma forma mais eficiente, visualizando ao mesmo tempo os tuits que você segue, as pessoas que respondem a você, ver perfis, e mensagens diretas, sem ter que mudar de página como no navegador.

Para pesquisar no Twitter : Use o Twitter Search, Twitdir ou o Tweetscan para pesquisar e saber o que estão falando de você, do seu blog, ou de um tópico de seu interesse.

Para seguir conversas no Twitter: O Friendfeed permite concentrar todo o conteúdo disponível em RSS em uma única página. A aplicação também permite que se responda diretamente, sem a necessidade de navegar pelo Twitter. O meu Friendfeed.

Para o Trending Topics: Também chamados de hashtags, o uso do símbolo # antes da palavra, permite acompanhar um tema que você ou outro usuário criou. Seu uso permite uma série de aplicações complementares ao Twitter.

Para usar o Twitter localmente : Se você está interessado em uma região específica, por exemplo o local onde mora, o Twitterlocal filtra os tuits baseado no perfil do usuário e seu local de origem.

Para seguir o Twitter com Alertas: Muitas vezes conversas que começam no Twitter acabam indo para os blogs e outras redes sociais. Para acompanhar isso você pode usar o Google Alerts com o seu Twitter. Assim o Google irá enviar para seu e-mail atualizações periódicas sobre as referencias a seus tuits na rede.

Para integrar o Twitter com outras mídias: Existem inúmeras ferramentas importantes para integrar o Twitter com outras mídias. O TwitPic é uma ferramenta que permite que você tuite fotos. Seus seguidores vêem a descrição e o link para a foto. O meu Twitpic . Já o Migre.me e o bit.ly são uma ferramentas que permite transformar URLs grandes, em pequenos links, que aparecem no Twitter, economizando os escassos 140 caracteres.

sábado, 24 de julho de 2010

5 programas para ver TV no PC

Duas paixões juntas: TV e PC.
Gratuitos, eles não têm a resolução e nem a qualidade de som de uma TV tradicional, mas podem quebrar o galho numa situação emergencial – e, claro, sintonizar canais de outros países. Abaixo um conjunto de programinhas para assistir televisão na tela do PC:

Megacubo – é um dos programas mais baixados para ver televisão no PC aqui no Brasil. Tem um motivo: ele oferece uma boa gama de canais brasileiros.

Radeon TV Movie Radio Player – o forte desse programa é o agregador de canais por tema. Portanto, no dia de futebol, será fácil encontrar nele um canal para ver as partidas. Além de TV, o Radeon TV também tem um sintonizador de rádios.

InternetTV – o software separa os canais por países. Com ele, então, é possível tentar sintonizar emissoras de outros países.

TV-Fox – plug-in para o Firefox que sintoniza, dentro do navegador, canais de várias partes do mundo, inclusive do Brasil. Por ser apenas um complemento, o TV-Fox pode ser uma solução bem útil para quem não consegue instalar programas no PC.

FreeZ Online TV - O aplicativo utiliza o Windows Media Player para sintonizar os canais disponíveis. A facilidade de uso está no menu lateral que organiza os canais em categorias em uma estrutura de árvore.

Fonte: INFO Online

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