sábado, 28 de agosto de 2010

11 ferramentas para facilitar sua vida com o Windows

Deixe seu Windows um foguete de tão rápido.
O Windows é recheado de ferramentas. Contudo, elas têm alguns probleminhas para quem procura facilidade: ficam escondidas, são carentes de recursos e, em alguns casos, oferecem um visual complexo e pouco intuitivo. Abaixo 11 programas que substituem as ferramentas do Windows com competência, os programas, todos gratuitos, têm mais recursos que as aplicações do Windows. Além disso, eles são mais fáceis de usar e contam com atualizações constantes. Conheça-os:

EASEUS Partition Master

EASEUS Partition MasterO EASEUS Partition Master é um software indispensável para quem precisa dividir o HD em duas ou mais partições – ou expandir e diminuir o tamanho de uma unidade do disco.


PeaZip

PeaZipConstruído como código aberto, o PeaZip é compatível com os formatos 7z, ZIP, GZIP, BZIP2, TAR e RAR. Dono de uma interface intuitiva, o programa também tem um método de compactação próprio, com alto poder de compactação.


CCleaner

CCleanerÉ um dos programas mais conhecidos para limpar os arquivos inúteis do Windows. O CCleaner não para por aí: ele também apaga os dados desnecessários do Registro do Windows e dá fim aos arquivos temporários do navegador.


Glary Utilities 2

Glary Utilities 2O software não tem apenas uma interface bonitinha e fácil de usar. Debaixo do capô do Glary Utilities 2 há um motor capaz de analisar o Windows e corrigir possíveis erros que causam lentidão no sistema.


CutePDF

CutePDFTem vezes que precisamos transformar um documento em um PDF. A maneira mais simples de fazer esse trabalho é com o CutePDF, um utilitário que permite a criação de PDF a partir de qualquer programa do Windows.


ArchiveClipboard

ArchiveClipboardO software é um utilitário que não pode faltar no Windows de quem usa muito os comandos copiar (Ctrl+C) e colar (Ctrl+V). O software ArchiveClipboard tem a nobre missão de realizar uma espécie de backup do que é copiado temporariamente na memória do computador.


Revo Unistaller

Revo UnistallerNão consegue remover um programa do Windows? Então baixe o Revo Unistaller, um utilitário que oferece diversos métodos para remover programas do Windows. É uma excelente ferramenta para quem não confia no desempenho do desinstalador do Windows.


Defraggler

DefragglerPrograma bastante robusto e rápido para desfragmentar o disco rígido do PC. Além de uma interface bastante intuitiva, ele é dono de recursos interessantes, como o relatório personalizado e o desfragmentador de pastas. O Defraggler, vale dizer, dá um baile na ferramenta de desfragmentação nativa do Windows.


Comodo Backup

Comodo BackupCom o Comodo Backup, o usuário pode criar um backup das fotos, músicas, documentos ou qualquer outro tipo de dado. O software é capaz de armazenar as informações do backup em pen drives, HDs internos e externos, pastas especificas, diretórios de rede, mídias de DVD e CD e até em um servidor FTP.


VirtuaBox

VirtuaBoxQue tal rodar um Linux dentro do Windows? Essa tarefa é bem simples com o VirtuaBox que permite a criação de máquinas virtuais dentro do sistema da Microsoft.


Recuva

RecuvaDesenvolvido pelos mesmos criadores do CCleaner, o Recuva funciona muito bem na recuperação de arquivos multimídias, como músicas, fotos e vídeos. Nele, o internauta encontra uma boa ferramenta para refinar a busca pelos dados apagados.


Fonte: INFO Online

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Por que os sites saem do ar?

Até os sites mais famosos não estão livres de quedas.Quando o Google, por exemplo, sai do ar, o mundo parece parar e o twitter só fala disso. Segundo especialistas não só os “crashes” podem acontecer a qualquer momento como são inevitáveis.

Mas porque isso acontece? Afinal os websites continuam a passar por “crashes” continuamente, até os gigantes, como o Google. Alguém já não deveria ter arranjado uma solução?

Segundo especialistas, esses problemas acontecem, basicamente, porque os sistemas são controlados por máquinas, e dificilmente podemos prever quando um computador pode apresentar uma falha. E, para piorar, essas máquinas irão falhar eventualmente elas não são perfeitas e a lei de Murphy é certeira: quando alguma coisa pode dar errado, ela vai dar errado.

Para os donos do WordPress (plataforma para blogs), o que torna os crashes problemas maiores ou menores é como a equipe de cada site lida com a situação. Se o site possuir uma estrutura e técnicos eficientes, o crash dura menos.

Mas se os erros são tão comuns porque os sites não saem de ar mais vezes? É porque as empresas que os administram se previnem, estocando a informação que mantém um site funcionando em mais de um “centro computacional”.

Então se, de repente, falta luz na sede da Google, há outra estrutura pronta para fazer o site correr normalmente em uma “subsede”. Isso também impede que algum hacker engraçadinho tenha facilidade em derrubar o site.

Então, caro internauta, sentimos informar que as quedas dos sites continuarão acontecendo, mas veja pelo lado bom: poderia ter sido pior.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Conheça 06 cultos tecnológicos

Os nerds vão herdar a Terra.Chame do que quiser – fanatismo, devoção, obsessão – algumas tecnologias conseguem de alguma forma inspirar seguidores extremamente leais. Esses devotos são tão comprometidos que você pode chamá-los de cultos de tecnologia.

Algumas vezes esses cultos são inspirados em elegantes linhas de código. Em outras é a dedicação a um ideal. Alguns estão buscando transformar a maneira como o software é feito. Outros esperam transformar a própria humanidade. E uns só querem discutir sobre tudo – interminavelmente e de maneira muito metódica.

Abaixo 06 dos principais cultos. Mexa com eles à sua própria sorte:

Culto Nº 1: Os Samurais do Slashdot
Fundação: 1997
Reunião das tribos: www.slashdot.org
Principais divindades: Linus Torvalds, Neil Gaiman
Escrituras sagradas: “O Senhor dos Anéis”; “Programming Perl” (também conhecido como "o livro do camelo")
Sacríficios ritualísticos: Assar novatos em fogo aberto
Mantra: Calças são opcionais

Muito antes de existir guerras de comentários nos blogs, muito antes de Digg e Reddit e todos os outros sites de “mídia social”, existia o Slashdot. O motivo da sua existência: explorar a Internet em busca de coisas de interesse dos "geekerati", a elite entre os geeks, e lhes dar um lugar para discutir.

Quando um artigo ou post recebe uma menção no slashdot, isto é uma benção e uma maldição. Pode levar dezenas de milhares de leitores ao seu site e fazer com que eles questionem tudo, da sua competência à sua descendência. Coitado do tolo que entra alegremente em uma discussão e diz “O que o Linux tem de tão interessante? O Windows funciona muito bem.” Seus restos online serão transportados em caixas de comida chinesa.

“O que separa o culto do Slashdot é que nós éramos os tipos de pessoas que estavam online antes mesmo da Internet se tornar algo comum”, explica o fundador Rob Malda, mais conhecido entre os fiéis como CmdrTaco. “Então nossos ‘rituais’ envolviam ter a Internet presente em nossas vidas de uma forma que a geração anterior considera estúpida e a mais nova toma como algo certo. Nós viemos da época das BBSs e modems, não do Twitter e DSL. Esses jovens chorões da era de mensagens de texto não sabem como as coisas são fáceis atualmente."

Como se reconhece um membro do Slashdot em público? Não se reconhece, diz Malda, porque eles quase nunca saem de casa.

“Por que iríamos a algum lugar?”, ele questiona. “Nós nos encontramos no Slashdot 24 horas por dia e 7 dias por semana.”


Culto Nº 2: As Sereias de Singularidade
Fundação: anos 1980
Reunião das tribos: A Conferência TED, H+ Summit
Escola teológica: Singularity University (Universidade da Singularidade)
Escritura sagrada: "A Singularidade está próxima"
Principal divindade: Ray Kurzweil
Divindade menor: Ramona, a AI cantante

O objetivo dos membros desse culto não poderia ser mais alto: imortalidade como compreendido em um homem-máquina vivo, um Homem Transcendente, um Humano +.

Esse conceito, articulado pelo autor Vernor Vinge em 1982 e que foi popularizado pelo inventor e futurista Ray Kurzweil nos livros "Era das Máquinas Espirituais" (de 1998, disponível em português) e "The Singularity Is Near" (de 2005, disponível apenas em inglês) traçou ministrantes na casa dos milhares. De acordo com Kurzweil, a “singularidade” vai ocorrer em 2045, quando a tecnologia tiver avançado a um ponto em que humanos e máquinas pensantes finalmente convergem. (Kurzweil também é famoso por se comunicar por meio de um software chamado Ramona, a hostess falante/cantante do seu site KurzweilAI.net.)

“Eu orgulhosamente admito ser chamado de um “Singularitariano”, diz o escritor e pesquisador Brad Acker, que, apesar disso, não fica exatamente feliz em ser considerado como membro de um culto. “Mas a ideia de comparar o conceito de Singularidade, um horizonte de eventos que nunca aconteceu antes na história da evolução como a conhecemos, com fãs do OS/2 ou do Slashdot é algo despropositado."

Ele tem um ponto. Por exemplo, não há muitos cultos que fundaram sua própria universidade, co-patrocinada pelo Google e pelo Ames Research Center da NASA, onde pessoas importantes do mundo da tecnologia se reúnem para "hackear" o próximo estágio da evolução humana.

Como Acker, os Singularitarianos são, bem, dedicados – e muito sérios sobre Kurzwell e seu trabalho. “Esse é um movimento científico que deve ser integrado por mais indivíduos. Pretendemos guiar de forma segura e benéfica nossa evolução rumo a humanos se fundindo com suas ferramentas em um homem transcendente", escreve Acker (em negrito e letras maiúsculas).

Nenhum culto seria completo sem sua facção rival, mesmo que o número de membros não passe de uma casa decimal. O Dr. Stephen Thaler, que chama a si mesmo de um "porcupine-ularitarian" apenas para provocar o público de Kurzweil, argumenta que a singularidade não está próxima, ela já está aqui – e tem estado desde pelo menos 19 de agosto de 1997. Data em que recebeu uma patente dos Estados Unidos (U.S. Patent) por sua Creativity Machine, uma rede neural "consciente" que tem sido usada para desenvolver tudo, desde escovas de dente até satélites militares dos EUA.

“Ao contrário de Kurzweil, eu não sou otimista”, diz Thaler, que enxerga essa tecnologia inevitavelmente caindo em mãos erradas. "Eu construí a primeira forma de AI (Inteligência Artificial) no mundo, e tudo que vejo como resultado disso é conflito e sofrimento."

Thaler diz que vai revelar os segredos da consciência gerada por máquina na WorldFuture Society Conference em julho deste ano (2010). E então, talvez, ele vá inspirar seus próprios seguidores.


Culto Nº 3: Os Sumo-Sacerdotes da Wikipedia
Fundação: 2001
Reunião das tribos: Wikimania, Wikimeets
Escrituras sagradas: Wikipédia:FAQ (Perguntas mais freqüentes)
Santo padroeiro: Jimmy Wales
Ritual bizarro: Discussões intermináveis nas páginas de discussão da Wikipédia

No quesito intriga mortal e lutas de poder, a Wikipédia faz o Vaticano parecer uma discussão na hora do café. Essa enciclopédia aparentemente informal que qualquer um pode editar é na verdade uma “wikicracia” onde experts auto-consagrados competem por controle.

Apesar de a Wikipédia possuir mais de 12 milhões de usuários registrados, seu núcleo interno consiste em cerca de 1.700 administradores que possuem a habilidade de rejeitar edições, bloquear páginas para edições futuras e julgar que artigos ineiros não são bons o suficiente. Mas o poder real está no equivalente da Wikipédia do Colégio dos Cardeais – entre 200 e 300 super administradores que podem banir os transgressores para o resto da vida e traçar a estratégia e direção do site, informa Sam Vaknin, autor do livro “Malignant Self Love: Narcissism Revisited” e outras obras sobre distúrbios de personalidade.

“Essa não é uma rede informal. Ela é completamente rígida, com uma hierarquia, cargos, descrições de trabalho, deveres, e responsabilidades”, diz. “Em 2003, a Wikipédia tinha adquirido todas as características marcantes de um culto: hierarquia, regras enigmáticas, isolamento paranóico, intolerância do diferente, e uma missão cósmica grandiosa.”

Conseguir entrar no círculo interno não é fácil. Uma pessoa ascende ao grupo sagrado por meio da edição de uma grande quantidade de artigos e da dominação das regras confusas da Wikipédia, diz Vaknin. Por isso não é surpresa que o típico membro do site se pareça com um jovem monge: predominantemente são homens, solteiros, sem filhos, abaixo dos 30 anos, e, de acordo com um estudo de 2009 feito por psicólogos israelenses, incomumente irritáveis e de mente fechada.

Questione os métodos ou a confiabilidade do site, e você muito provavelmente será queimado por um dos fiéis da Wikipédia. Viole seu código e você será punido. Até mesmo Jimmy “Jimbo” Wales, co-fundador do site, abandonou alguns dos seus privilégios administrativos após o que alguns membros da Wikipédia consideraram como uma exclusão superzelosa de supostas imagens pornográficas do site.

De sua parte, Wales afirma que não foi forçado a desistir de nada, e ele discorda de praticamente tudo que Vaknin afirma.

“Eu conheci mais voluntários da Wikipédia do que qualquer um no mundo”, diz. “Existem pessoas gentis e atenciosas que realmente trabalham duro para tentar assegurar que a Wikipédia seja precisa. Nós possuímos uma cultura aberta que é altamente democrática e muito tolerante quanto a críticas e opiniões discordantes.”


Culto Nº 4: O Templo do Drupal
Fundação: 2001
Reunião das tribos: DrupalCon
Principal divindade: Dries Buytaert
Escrituras sagradas:The Drupal Handbooks
Ícone religioso: O Drupal Drop

É a maior conspiração da qual você nunca ouviu falar. A General Motors (GM) e a Proctor & Gamble, a Casa Branca e o World Bank, Cristina Aguilera e Mensa – todos se juntaram ao Templo do Drupal, a plataforma de código-aberto de gerenciamento de conteúdo criada pelo programador belga Dries Buytaert, em 2001.

É estimado que 1% dos sites do mundo usem o Drupal, um número que deve aumentar dramaticamente após a finalização do código do Drupal 7, que é esperada para acontecer até o final do terceiro trimestre.

“O que distinguiu o Drupal e permitiu que sua comunidade aumentasse tanto e em tal velocidade é, em primeiro lugar e mais importante, Dries, o cara que o fundou", explica Matt Tarsi, diretor de projetos da Accession Media, uma agência de Web design e marketing que utiliza o Drupal.

Atualmente, Dries é co-fundador e CTO da Acquia, que oferece seu próprio sabor de Drupal e vende suporte a ela.

“Eu imagino que ele realmente sabia como cultivar a comunidade de desenvolvedores desde o início”, diz Tarsi. “Mesmo agora, que o Drupal recebe uma séria adoção corporativa, a companhia abrindo as portas é a Acquia"

Os fiéis se reúnem duas vezes por ano na DrupalCon e o tempo todo em sites como Drupal.org, onde dão as boas vindas aos novatos e educadamente toleram comparações com outros CMSes de código aberto como Joomla e WordPress, diz Tarsi.

Normalmente é fácil reconhecer “drupalistas” por aí, ele diz. Eles geralmente possuem adesivos e camisetas com o "Drop" Drupal, uma figura de um Smurf azul com uma cabeça no formato de um bombom da Hershey que se tornou tão icônico quanto o Pinguim do Linux para gerações mais antigas de geeks.


Culto Nº 5: O caminho do Warp (OS/2)
Fundação: 1987
Reunião das tribos: Warpstock
Escritura sagrada: OS/2 Warp Unleashed (1995)
Relíquia sagrada: CD-ROM original do OS/2 Warp (de 1994)
O Anticristo: Steve Ballmer

Eles já foram uma legião. Agora apenas alguns milhares permanecem. E mesmo assim os devotos do OS/2 Warp estão mantendo a chama acesa - unidos por um amor pelos seus recursos, um ódio da Microsoft, e às vezes apenas necessidade.

O consultor de tecnologia Jamie Wells diz que um de seus clientes ainda usa OS/2 para rodar seus sistemas ERP e CRM, só que em vez de PCs, eles rodam isso de maneira virtualizada em Mac Minis.

"Isso lhes dá a aparência de ser um culto, mas eles não enxergam a si mesmos dessa maneira", diz Wells, cuja companhia, a SheerBrilliance Consulting, é especializada em qualquer sistema operacional, desde que não seja da Microsoft. "À medida que a tecnologia tem mudado, integrar esses aplicativos com o mundo lá fora tem ficado mais difícil. Nós tivemos de aprender mais e mais sobre OS/2 para mantê-los funcionando."

O OS/2 já foi declarado morto mais vezes do que conseguimos contar. Mesmo assim, ele vive no eComStation (eCS), um sistema operacional baseado no Warp v4 que foi criado pela Serenity Systems após a IBM abandonar o desenvolvimento do OS/2 no final dos anos 1990. Muitos caixas eletrônicos de bancos (ATM) continuam a rodar OS/2, e o eCS ainda está em desenvolvimento ativo. Alguns "Warp-heads" com muito tempo livre conseguiram rodar Windows no eCS 2.0.

Mesmo assim, o "Caminho do Warp" ainda é um pequeno grupo que não possui muitos dos ornamentos de um culto, como divindades principais ou rituais bizarros.

"Algumas pessoas dizem que o simples fato de usar o OS/2 já é um ritual bizarro", diz Andy Willis, vice-presidente da Warpstock, que organiza encontros anuais dos fiéis na América do Norte e Europa.

Usar o OS/2 mais de uma década após ter sido abandonado por seus criadores é um pouco parecido com operar dentro de uma cápsula do tempo, diz Neil Waldhauer, secretário da Warpstock.

"A maioria dos usuários do OS/2 e eComStation são individualistas fortes que sabem a tecnologia avançou, e realmente não ligam pra isso", explica Waldhaeur. "O OS/2 faz o suficiente para nós, e o faz de um jeito que amamos."

Culto Nº6: Os feiticeiros do Open Source
Fundação: Anos 1980
Reunião das tribos: SourceForge, Open Source Initiative
Principais divindades: Linus Torvalds, Richard Stallman, Eric S. Raymond
Divindades menores: Muitas para nomear
Escritura sagrada: O livro "A Catedral e o Bazar"
Guia espiritual animal: O Pinguim do Linux

Vasto, abrangente e anárquico, o movimento "open source" (código aberto") é talvez o maior e mais anti-autoritário culto do mundo - e é exatamente assim que eles gostam. Seu objetivo: transformar radicalmente o mundo, uma linha de comando por vez.

"Do ponto de vista geek, o que o código aberto te dá é tecnologia limpa", diz Simon Crosbt, CTO da Datacenter and Cloud Division da Citrix, e fundador da XenSource (agora parte da Citrix). "A noção é de que manda o melhor código dos melhores colaboradores. Tem o apelo inerente de elegância tecnológica, independente de baboseiras do mundo corporativo"

Centenas de milhões de pessoas usam diariamente produtos de código aberto, mas o número de desenvolvedores open source é desconhecido. Talvez seja impossível de medir. Geoff Radcliffe, diretor de desenvolvimento administrativo da Raster Media, estima que 70% dos geeks mais ferrenhos são praticantes do culto "open source".

“Esse é um movimento que não será destruído em breve”, diz Radcliffe. “As oportunidades para uma mente esperta se tornar rica, famosa, e popular, a partir do desenvolvimento de código aberto tem evoluído muito desde sua introdução e vão apenas aumentar."

Mas também é um movimento cheio de divisões internas, nenhuma delas mais notável do que a separação entre os seguidores de Richard Stallman, que acredita que os softwares devem ser absolutamente livres, e pragmatistas liderados por eruditos como Linus Torvalds, que pensam que a comercialização é perfeitamente aceitável desde que o código seja bom e acessível para todos. Adicione a isso as dezenas de diferentes licenças de código aberto, cada uma com seus próprios patronos, e o movimento se fragmenta ainda mais.

Como você reconhece pessoas que gostam/trabalham com código aberto? Procure pelas pessoas mais nerds na sala – as que estiverem com algoritmos de segurança Perl impressos em suas camisetas ou com adesivos como “Não há lugar como 127.0.0.1” em seus notebooks, explica Crosby.

Ainda assim os nerds vão herdar a Terra, ele diz.

“Não há dúvida de que o desenvolvimento "open source" transformou profundamente o mundo”, afirma Crosby. “Nenhum dos atuais aplicativos da nuvem – Google, eBay, Amazon, Yahoo, SaaS, ou o iPhone – existiria sem código aberto. Ele liberta as pessoas para fazerem coisas incríveis com software. E elas certamente fizeram.”

Fonte: PC World

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Use a Internet para ler mais

Eu tenho dificuldade para ler textos maiores no PC.A nova era digital está criando uma nova geração de leitores, de um modo diferente. Os recursos de e-mails, Google e twitter, entre outros, têm feito a humanidade voltar a utilizar com frequência a linguagem escrita.

Segundo especialistas americanos, essa tendência é louvável e confirma a importância desses meios. O problema, segundo eles, é com os jovens que não usam a Internet como um meio de leitura, e gastam seu tempo com jogos de computador, televisão, ou outras atividades que não exercitem as habilidades lingüísticas.

Uma dificuldade grave é justamente o excesso de dados, informações e recursos disponíveis na rede mundial. Geralmente, é muito difícil desenvolver uma leitura longa e produtiva na internet, porque o grande volume de sites, redes sociais e outros recursos no computador são sempre uma forte ameaça para distrair o internauta.

Com isso a internet está o tempo todo exaurindo uma grande carga de concentração mental que por vezes não é focada em nenhum objetivo especial. Resultado: o internauta passa horas navegando, em um sem-número de páginas, e acaba não lendo aquilo que deveria ou pretendia.

Ainda assim, a Internet pode ser um grande estimulante ao nosso cérebro se for usada com sabedoria. Os pesquisadores dizem que, apesar de o vídeo game, por exemplo, ter suas vantagens para os jovens (os incita ao uso do raciocínio lógico e rapidez na cognição), a leitura jamais pode ser substituída, porque desempenha um papel fundamental nas relações lingüísticas. Sem ler, de acordo com eles, a pessoa “emburrece” rapidamente.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Como escolher o PC ideal

dica, computador, PC ideal, hardware.

Você não consegue jogar nenhum dos jogos que estão sendo lançados e seu computador trava até mesmo quando você tenta abrir o bloco de notas? É hora de trocar de máquina, não é mesmo? Acompanhe esta postagem e saiba como são os computadores dos sonhos da maioria.


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Processador

Quem não possui um processador com pelo menos dois núcleos não conseguirá acompanhar as novidades lançadas frequentemente.

Para usuários domésticos que utilizam o computador para aplicativos leves, como Messenger, navegadores e jogos em flash, os processadores com dois núcleos são mais do que suficientes para que todos os programas rodem de forma tranquila, sem travamentos que irritam até mesmo aos mais calmos dos usuários.

O processador é o cérebro do computador


Um segmento de transição entre os usuários comuns e os gamers é o das pessoas que utilizam os computadores como ferramentas profissionais como os designers. Para esses, os computadores de núcleo duplo são suficientes, mas se a ideia for comprar um que dure mais do que um ano, os multi-core são mais indicados.

E mesmo os de núcleo duplo não são os mais indicados para usuários que desejam montar computadores com capacidade para suportar os games mais recentes. Para esses: quanto mais núcleos melhor! Portanto são recomendados os chips controladores com quatro núcleos.

O que deve ser levado em conta na hora da compra, além da quantidade de núcleos, é o clock de cada um deles. Clock é a velocidade com que cada núcleo do processador trabalha (exemplos: 1.6 GHz, 2.1GHz) e a memória Cache do processador. A memória Cache armazena informações vitais para os processos em atividade, sendo de extrema importância para a rapidez do sistema.

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Memória RAM

Não adianta nada possuir um processador de vários núcleos se o computador não estiver equipado com memória suficiente para suportar todas as tarefas executadas ao mesmo tempo. Pentes únicos de 1 GB, que já foram considerados o máximo do poder computacional, já não podem ser encarados como básico, mas sim como ultrapassados.

Além dos mega e gigabytes presentes nos pentes de memória, o usuário deve ficar atento a alguns outros aspectos na hora de comprar os componentes. As placas-mãe possuem compatibilidades com certos tipos de barramento (DIMM, DDR, DDR2, DDR3, por exemplo) e é necessário que o pente possua o mesmo barramento da placa-mãe.

A memória RAM que decide ser o PC vai ser uma Ferrari ou uma carroçaHoje existem placas híbridas, pois a tendência é que os pentes de memória DDR2 (as mais comuns podem chegar a 800 MHz) sejam gradativamente substituídos pelos pentes de memória DDR3 (que se iniciam nos 800 MHz e podem chegar aos 1600 MHz).

Usuários domésticos podem se contentar com 2 GB DDR2 e ainda conseguirem obter bons resultados pelo menos até o final de 2011, pois não há previsões de que navegadores como Opera, Chome, Firefox e Internet Explorer, nem de que outros softwares muito utilizados por esse perfil de usuário (como widgets, jogos leves e reprodutores de vídeo) vão sofrer atualizações drásticas que exijam ainda mais memória.

Quem utiliza o Windows XP não precisa se preocupar com mais de 1 GB, as indicações acima são referentes aos usuários que possuem o Windows Vista ou Windows 7.

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Placa de Vídeo

As placas de vídeo devem ser compradas com um cuidado especial. A quantidade de memória liberada pelo chip gráfico é importante, mas é essencial que seja analisado o processador embutido à placa. As velocidades de processamento (GPU) são essenciais para o bom aproveitamento dos softwares que exigem recursos gráficos.

Se o usuário quiser economia na hora de montar o computador, placas-mãe com bons chipsets são mais indicadas do que placas gráficas, mas é necessário saber que possivelmente algumas aplicações ficarão bastante travadas, a menos que o usuário utilize somente softwares leves, mais voltados à internet.

Para quem quer jogar no PC é imprescindível uma placa de vídeo

Não importa o perfil dos usuários, as fabricantes de placas gráficas mais indicadas continuam sendo ATI e nVidia. A ATI e os chipsets Radeon HD 5000 Series (com 850 MHz e 1 GB) prometem esquentar a briga com as placas GeForce 300 Series (que serão lançadas ainda nesse ano). O preço médio delas é bastante salgado, mas a qualidade é excelente.

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Discos Rígidos (HD)

Assim como as placas gráficas de 128 MB, discos rígidos de 800 MB já foram o ápice da evolução tecnológica. Hoje, comprar discos rígidos com menos de 300 GB é perda de dinheiro, pois para guardar todos os documentos que os usuários baixam e criam, além dos programas cada vez maiores, 160 GB podem ser insuficientes.

Não devemos esquecer que o HD também tem velocidade

Deve-se levar em consideração também, outros fatores além da capacidade de armazenamento do HD. Ao comprar um disco rígido, o usuário poderá perceber que há definições de RPM nos componentes, esse RPM, diz respeito à velocidade de processamento de dados no HD.

Discos com 7200 RPM são mais indicados do que discos com 5400 RPM, pois processam as informações de maneira mais rápida e portanto, podem executar mais tarefas simultaneamente. Além disso, há outra forma de melhorar o desempenho do disco rígido, trata-se da tecnologia RAID, mas para utilizá-la é necessário possuir mais de um disco.

Utilizando o RAID (Conjunto Redundante de Discos Independentes) o usuário pode distribuir tarefas entre os dois HDs, assim evitando a sobrecarga de tarefas sobre um disco rígido apenas e aumentando a funcionalidade de ambos.

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Drives Óticos

Drives de leitura ótica são de suma importância para diversos tipos diferentes de usuários. Gravadores de DVD são itens básicos para qualquer computador que seja montado hoje em dia, tanto pelo volume de dados que são suportados pela mídia, quanto pelas vantagens de se poder assistir a filmes diretamente do PC.

Os usuários domésticos, o que inclui o segmento de usuários que transforma o computador em uma estação de laser multimídia, que puderem gastar um pouco a mais devem adquirir drives leitores de mídia Blu-ray. Isso devido ao fato de que muitos filmes estão sendo lançados nesse formato, assim como muitos jogos, o que torna o drive necessário também para gamers.

O driver ótico pode ser usado para fazer backup dos arquivos mais importantes

Embora ainda seja considerado uma extravagância, um drive gravador de Blu-ray também é recomendado para quem dispuser de recursos financeiros suficientes. Com um desses, será difícil que surja a necessidade de trocar o driver nos próximos anos, salvo em casos de defeito.

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Placa-mãe

A placa-mãe é um dos componentes críticos na montagem dos computadores, pois é ela quem definirá as limitações da máquina como um todo. O usuário deve prestar muita atenção em uma série de detalhes na hora de escolher sua motherboard, sendo os principais deles:

• Compatibilidade com pentes de memória: se não houver compatibilidade com DDR3, é provável que dentro de poucos anos o componente fique estagnado, por não poder ganhar mais upgrades.

• Pinagem do processador: os processadores ganham a cada ano, novas arquiteturas e por isso precisam de novos slots nas placas-mãe. Ficar atento para não comprar uma placa-mãe que não suporte o processador escolhido, é primordial.

• Slots disponíveis para placas offboard: placas de vídeo offboard, placas de som e outros dispositivos exigem slots (geralmente PCI-Express, hoje raros são os dispositivos AGP) disponíveis para a instalação. Sem eles, não há como fazer a comunicação entre placa offboard e sistema operacional que o reconhecerá.

Uma placa - mãe de última geração é o melhor upgrade que se pode dá num PC

• Chipset: usuários que não quiserem instalar placas de vídeo offboard, devem ficar ainda mais atentos para esse detalhe. Os chipsets são responsáveis pelo processamento das informações gráficas onboard. São recomendadas as placas-mãe com chipset ATI e Intel.

• USB: se antes as USB 1.1 eram ultrapassadas, agora os usuários devem tomar cuidado com as USB 2.0, não que elas estejam sendo abandonadas, muito pelo contrário, mas é recomendado que já sejam começadas a serem escolhidas as placas-mãe com USBs 3.0.

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Fonte de Energia

A fonte é uma das peças vitais para o computador, apesar de não ser levada muito em consideração pela grande maioria dos usuários. As fontes comuns costumam possuir potências de 200 a 450 W, sendo muito fracas para usuários que instalam componentes que consomem bastante energia, como placas gráficas.

Existem placas de até 1000 W reais, mas essas são indicadas apenas para quem deseja colocar duas placas de vídeo com alta taxa de transferência de dados e clocks de memória, pois assim a energia seria realmente utilizada.

Para usuários comuns, 500 W são mais que suficientes para evitar dores de cabeça por muito tempo. Gamers que quiserem ter sossego por um bom tempo, podem escolher entre 650 e 750 W reais. As marcas mais recomendadas são Corsair, Zalman e Satellite.

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Monitor


Os monitores de LCD não custam mais os valores de quando ainda eram novidades, além disso, têm qualidade extremamente superior. Os usuários só precisam decidir o número de polegadas que satisfaça as necessidades pessoais.

O monitor é praticamente a aparência do PCAinda existem as telas de formato padrão, mas a tendência é que elas sejam gradativamente substituídas pelos formatos widescreen, pois são mais compatíveis com vídeos e disponibilizam mais espaço para que a tela seja dividida entre várias tarefas simultâneas.

Monitores com a tecnologia LED Backlight carregam uma série de vantagens para o meio-ambiente e para os usuários que optam por eles. Com a luminosidade aprimorada, fica mais fácil visualizar as informações na tela, mesmo em ambientes com bastante claridade, sem falar na economia de energia, que é boa para o bolso e para a natureza.

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Novas Tecnologias

USB 3.0

Após a obsolescência de tecnologias como o USB 1.0 e 1.1, foram lançados em 2000 os primeiros dispositivos compatíveis com a, então novíssima, tecnologia USB 2.0, que permitia transferências de arquivos em velocidades máximas de 60 MB/s.

Dez anos depois, começam a ser lançadas as primeiras placas-mãe com suporte para o USB 3.0, que deve garantir até 600 MB/s, dez vezes mais rápido do que a tecnologia antecessora. Essas novas velocidades deverão suprir a demanda por velocidade e qualidade na transferência de arquivos grandes, como vídeos em alta definição e afins.

TransferJet

Provavelmente você ainda se lembra de como funcionava a transferência de dados pelo infravermelho dos Game-boy Colors. Pois algo semelhante ocorre com a tecnologia TransferJet, lançada pela Sony no final de 2009.

No mundo da tecnologia é uma novidade por dia

Os eletrônicos equipados com o TransferJet (como as novas Cyber-shot e os novos Vaio, apresentados na CES 2010) poderão realizar trocas de dados sem a necessidade de cabos ou conexões entre eles. Com apenas a aproximação de ambos os dispositivos, criam-se redes de transferência e o usuário pode acessar os dados e os transferir.
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Configuração Ideal

Após ler esta postagem, você ainda possui dúvidas quanto a que componentes escolher para poder desfrutar o máximo de um computador moderno que se adapte às suas necessidades? Então confira a tabela resumida com os componentes ideais para cada perfil de usuário.

Todos tê sua configuração dos sonhos para seu PC

Esta postagem foi escrita para elucidar quais os melhores componentes que devem ser comprados para que o PC fique tinindo e execute todas as funções que o usuário desejar.

Logicamente, não existem apenas três perfis de usuários, mas esses são os segmentos padrão para classificá-los. Se você se julga em uma intersecção de grupos, analise-os, combine-os e com certeza vai encontrar o melhor para você.

Vale lembrar que, segundo estimativas norte-americanas, alguns componentes de computador ficarão mais caros. O problema é que se o Brasil seguir a tendência mundial, os preços dos componentes eletrônicos vendidos aqui também irão subir, isso após seis anos de constantes quedas nos preços cobrados pelas fabricantes.

Alguns dos segmentos que serão mais atingidos pelos aumentos, são o de memória RAM (pois com as empresas implantando mudanças e fabricando tanto pentes de memória DDR2 como DDR3, os dois modelos passam a ser fabricados em menores quantidades) e os segmentos de LCDs e de discos rígidos.

Mesmo com as previsões se concretizando e os preços sendo elevados, uma série de novidades tecnológicas promete manter o mercado aquecido, portanto pense bastante, analise seus orçamentos, finanças e necessidades, após isso, você com certeza saberá qual a melhor decisão a tomar.

Fonte: Terra Tecnologia

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Conselho é bom e é de graça

Tags: Gisele Bündchen, Marina Silva, Zilda Arns, Drauzio Varella, José Serra, Paulo Coelho, Lázaro Ramos, Juliana Paes, Dilma Rousseff, Lars Grael, MV Bill, Felipe Massa.Uma das primeiras fontes de conselhos de que há registro foram os oráculos da Grécia Antiga. A eles recorriam reis e generais antes de tomar decisões de vida ou de morte. O mais famoso de todos os oráculos era o de Delfos. Ao pé do Monte Parnaso, era considerado pelos gregos o centro do Universo. Lá, as sacerdotisas de Apolo revelavam suas profecias. Ao perguntar se deveria atacar os persas, o rei Creso, de Lídia, recebeu o seguinte conselho: “Se você o fizer, destruirá um grande império”. Creso lançou-se à batalha sem entender que o império derrotado seria o dele. Não basta, portanto, receber um bom conselho. É preciso interpretá-lo de forma correta.

Abaixo 21 personalidades brasileiras de sucesso revelam as ideias que nortearam sua vida. Eles também contam de quem receberam o conselho e em que situações ele foi útil. Muitos dos conselhos a seguir são universais e eles decidiram compartilhá-los com você:

Gisele BündchenPare e respire
"Um profissional naturopata (que trabalha com medicina natural) me disse: ‘Pare e respire’. Ele me mostrou a importância que essa atitude tinha. Isso foi há 05 anos. Desde então, aprendi quão valioso é parar e estar consciente sobre minha respiração. Quando estamos muito ansiosos, não conseguimos nos centrar. Ao nos concentrarmos na respiração, vivemos muito mais o momento e temos mais consciência de nossas atitudes e de nosso corpo. Com certeza, a respiração correta ajuda a nos manter em equilíbrio. Hoje em dia, uso essa prática e sinto a diferença. Controlo mais a ansiedade, minhas emoções e aproveito muito mais cada momento da minha vida."

Gisele Bündchen, 29 anos, gaúcha, top model




Eike BatistaCumpra metas traçadas com disciplina e constância
"Minha mãe, Jutta Batista, me fez entender que ter disciplina faz uma enorme diferença na vida. Eu tinha por volta de 13 anos quando ela conversou comigo sobre o assunto. Acordar cedo, cumprir as tarefas, os horários, ser sempre pontual nos compromissos. No fundo, tudo é disciplina, e ela me ajudou em todos os aspectos. Eu sofria de asma quando criança. Minha mãe sabia que uma das maneiras de me curar era nadando. Então, ela me incentivou na natação, me fez ter disciplina e dedicação. Segui o conselho e me curei da asma. O que ela me ensinou também foi absolutamente vital para meu trabalho, como empreendedor e criador de novos negócios. Cumprir as metas traçadas, com disciplina e constância, e executar os projetos até o fim. Cumprir todas as regras, sem pular etapas. Graças a esse conselho, também continuo a fazer exercício pelo menos duas vezes por semana. Tenho 52 anos e uma saúde de ferro."

Eike Batista, 52 anos, carioca, empresário



Roger AgnelliNada acontece sem esforço
"O melhor conselho que recebi veio do meu pai. Eu sempre uso a frase que ele me dizia: ‘Peça a Nossa Senhora e não saia correndo atrás, para ver o que acontece’. Não acontece nada se a gente não se esforçar, se não trabalhar, não tiver um planejamento. Ou seja, só ficar na expectativa e não mergulhar, não encarar, não enfrentar os problemas. Minha primeira atitude é sempre correr atrás, não fugir do problema, ir atrás dele para resolvê-lo. Eu sempre procuro entender as questões com profundidade e ver quais são as soluções. Procuro adotar uma estratégia para resolver, ver todas as formas e os ângulos de determinado problema para depois pedir a Nossa Senhora e sair correndo atrás. Outra frase que meu pai dizia é: ‘Nunca chame o lobo para se defender do cão’. Se você não é suficientemente apto para lidar com um problema, não se meta nele. Não pense que, ao chamar alguém mais esperto do que você, ele vai te ajudar. Pode até atrapalhar."

Roger Agnelli, 50 anos, paulista, empresário



Rubem AlvesNunca se explique
"Era 1964. Eu tinha 30 anos e estava fazendo pós-graduação nos Estados Unidos. No Brasil, o golpe militar trouxe um clima em que qualquer coisa era subversão. Não era preciso fazer nada para ir preso. Muitos amigos meus foram assassinados. Eu escrevia artigos falando de liberdade, nada explícito contra o regime, mas é claro que eu era contra ele. E assim ganhei inimigos. Eu tinha sido pastor. Pessoas que não gostavam de mim dentro da igreja começaram a me fazer acusações. Nada era claro. Nunca sabemos direito como são as coisas. Chegavam mensagens do tipo ‘consta que existe um documento contra você’ e tal. Eram ameaças. E, naquela época, até provar que focinho de porco não era tomada elétrica... Eu quis me defender. Publiquei artigos em revistas americanas para me explicar. Não houve repercussão. Foi então que meu professor de filosofia na universidade, muito sábio, me deu o melhor conselho que já me deram na vida. Ele me disse: ‘Rubem, nunca se explique. Para seus amigos, não é preciso se explicar. Para seus inimigos, é inútil se explicar’. Eu tentei seguir o conselho. Sempre tento, mas muitas vezes eu desobedeço. Ninguém segue conselho, né?"

Rubem Alves, 76 anos, mineiro, escritor, educador


Marina SilvaO estudo traz uma releitura da vida
"Dos 5 aos 14 anos, morei com minha avó Julia, em Mecejana, no Ceará. Eu morava numa casinha de palha, a 10 quilômetros da casa do meu pai. Ficava numa capoeira. Minha avó era uma pessoa muito inteligente, capaz de decorar um livro inteiro de cordel apenas de ouvir a história umas duas vezes. Como ela não sabia ler, meu pai lia para ela, e ela me contava as histórias. Ou as cantava em forma de cantoria, como os repentistas. Foi com ela que aprendi os rudimentos do cristianismo. Ela tinha um catecismo feito de papel-cuchê, com umas ilustrações belíssimas da Capela Sistina, que mostrava desde a Criação até o Apocalipse, o fim do mundo. O livro não tinha escrita, só ilustração. Era feito para analfabetos. Minha avó dizia que no Ceará havia padres, freiras e tudo isso. No meu imaginário de criança, ao ouvir tudo isso, eu comecei a dizer que, quando eu crescesse, seria freira. Todas as vezes que eu dizia isso, ela me aconselhava a estudar. Dizia que freira não podia ser analfabeta. E cresci com esse conselho. Quando fiquei doente, resolvi cuidar da minha saúde e ser freira. Fui para um convento, onde fiquei dois anos e oito meses. Foi assim que comecei a estudar. Para ser freira, eu tinha de aprender a ler. Eu tinha 16 anos e meio quando fui para Rio Branco para ser freira. E continuo tentando me curar do analfabetismo até hoje. Analfabeto é também quem não consegue fazer uma leitura em relação aos tempos que está vivendo, quem não consegue ler os valores que se quer reforçar ou outros que a gente precisa mudar. Enfim, a alfabetização é um processo contínuo; é dar outra significação à vida."

Marina Silva, 51 anos, acreana, senadora


Zilda ArnsPense em como ajudar as crianças
"Eu era viúva havia 05 anos e estava tomando lanche com meus 05 filhos à noite, quando o telefone tocou. Era maio de 1982. No telefone, estava o meu irmão dom Paulo Evaristo Arns, na época o cardeal de São Paulo. Ele me contou que vinha de uma reunião da ONU. Eles pediram a dom Paulo que pensasse sobre como a Igreja poderia ajudar a expandir o uso do soro oral para as mães, com o intuito de evitar a desidratação, causada pela diarreia. E ele me aconselhou a pensar em como fazer isso. Foi, para mim, um momento de muita emoção. Na ocasião, eu era diretora da Saúde Materna Infantil do Estado do Paraná e o partido político no governo havia mudado. Apesar de eu não pertencer a nenhum partido político, eles me tiraram da direção da Secretaria da Saúde. Eu me sentia subutilizada quando dom Paulo me telefonou, parecia que Deus estava me abrindo uma grande porta: ensinar as mães a cuidar melhor de seus filhos. Depois que meus filhos foram dormir naquela noite, eu planejei a Pastoral da Criança inteira. Eu queria salvar vidas."

Zilda Arns, 75 anos, médica, sanitarista


Drauzio VarellaCuide mais das qualidades
"Certa vez, eu estava conversando com o Robert Gallo, que descobriu o vírus da aids, e ele disse: ‘Você é um rapaz criativo. E nós, pessoas criativas, temos de tomar mais cuidado com nossas qualidades que com nossos defeitos’. Porque os defeitos você sabe quais são e pode se defender deles, mas, das qualidades, não. Os criativos criam tantas coisas que depois não conseguem levar adiante o que criam, e isso pode ser uma arma contra a própria pessoa. O Gallo me disse isso na casa dele, num almoço, em 1995. Ele me conhece, sabe sobre meu trabalho aqui no Brasil, e a gente vivia trocando ideias. Ele falou por experiência própria, porque, esse tipo de conselho, nunca ouvi em lugar nenhum. Ele é muito entusiasmado com suas ideias e toma esse conselho para si mesmo. Eu também tenho essa tendência de pensar coisas diferentes, de ser empreendedor, de pensar assim: ‘Vamos fazer’. Ao mesmo tempo, reflito: ‘Será que tenho condição de levar até o fim?’. Se você é preguiçoso, toma precauções contra a preguiça. É mais fácil. Agora, se você é generoso, essa generosidade pode te destruir também. Hoje, sou muito cuidadoso e, quando surge algo novo, penso no tempo que aquilo me tomará e de onde eu vou tirar tempo para aquilo. Porque pode chegar uma hora em que não haja tempo para mais nada. Então é preciso decidir, pensar bem."

Drauzio Varella, 66 anos, médico


José SerraNa vida, às vezes o ótimo é inimigo do bom
"Quando eu era presidente da UNE, em 1963, conheci o Juscelino e visitei-o algumas vezes. Ele pretendia se candidatar a presidente em 1965 e, numa das conversas, puxou o assunto. Eu disse, e estava certo, que a UNE e o movimento estudantil não tinham maior importância eleitoral (apesar de que, na época, eram muitíssimo mais fortes do que hoje), nem se engajavam em eleições, mas que, se isso fosse acontecer, nosso candidato seria o Miguel Arraes, então governador de Pernambuco. Ele comentou, muito amavelmente, sorrindo: ‘Na vida, às vezes, o ótimo é inimigo do bom. O Arraes é ótimo, eu sou bom. Cuidado que podemos ficar sem os dois. Ficar com o ruim’. Aludia a Lacerda, a quem combatíamos diariamente. Se fosse mais pessimista, poderia ter aludido ao golpe e à ditadura que o cassou (e me condenou e exilou). Não foi bem um conselho, foi uma reflexão, que assimilei na hora, até porque correspondia à minha forma de analisar e fazer política."

José Serra, 67 anos, paulistano, ex-governador do Estado de São Paulo


Paulo CoelhoA magia está nas coisas simples da vida
"J., meu mestre e amigo, no início do ano de 1986 me disse para fazer o caminho de Santiago de Compostela. Até aquele momento, eu achava que o mundo do oculto era cheio de mistérios, merecia uma vida inteira de dedicação e um considerável afastamento da realidade. Quando comecei a peregrinação, acreditava que estava prestes a realizar um dos maiores sonhos da minha juventude. Meu guia, Petrus (nome fictício), era para mim o bruxo D. Juan, e eu revivia a saga de Castañeda em busca do extraordinário. Petrus, entretanto, resistiu bravamente a todas as minhas tentativas de transformá-lo em herói. Isso tornou muito difícil nosso relacionamento, até que entendi que o extraordinário reside no caminho das pessoas comuns. O mágico reside nas coisas simples da vida – é apenas uma questão de estar aqui e agora, conectado com tudo o que nos rodeia. Hoje em dia, essa compreensão é o que possuo de mais precioso, me permite fazer qualquer coisa, e vai me acompanhar para sempre."

Paulo Coelho, 62 anos, carioca, escritor


Mara Cristina GabrilliSeja política
"Quando minha mãe, Cláudia, entrou no meu quarto numa manhã sugerindo que eu me candidatasse a vereadora, dei risada. Nove anos depois de sofrer o acidente de carro que me deixou tetraplégica, dedicava quase todo o meu tempo à ONG Próximo Passo, que criei para promover pesquisas para a cura de paralisias. E eu odiava política. Era daquele tipo de leitor que pulava a seção de política do jornal. Minha mãe passou quase um ano repetindo aquele que, descobri tempos depois, foi o conselho mais importante da minha vida. Acabei me filiando ao PSDB apenas para agradá-la e ver se ela se esquecia do assunto. Ao contrário, ela passou a insistir mais. Comecei a campanha só 40 dias antes da eleição. Todo o material que eu tinha eram uns santinhos impressos por ela. Eu mesma distribuía nas calçadas de São Paulo, com alguém me empurrando na cadeira de rodas. Acabei tendo votos o bastante para ser a terceira suplente do partido. Dois anos depois, ocupei uma cadeira na Câmara. E percebi que poderia ampliar o meu trabalho com a política. Hoje, já sou autora de três leis para melhorar o acesso aos 3 milhões de deficientes que vivem em São Paulo. Em 2008, me candidatei a vereadora outra vez. Fui a mulher que conquistou o maior número de votos, 79.912, em disputa para a Câmara dos Vereadores do Brasil. Tudo por causa da insistência da minha mãe."

Mara Cristina Gabrilli, 41 anos, psicóloga, publicitária e vereadora paulistana



Lázaro RamosSucesso ou fracasso não são para sempre
"Em 1998, eu fazia um espetáculo chamado Um tal de Dom Quixote, com a Companhia Bando de Teatro Olodum. Meu papel era o de Sancho Pança. Quando a crítica do espetáculo saiu na imprensa, me fazia enormes elogios. Disse que eu havia roubado a cena. O título era: ‘Um tal de Sancho Pança’. Fiquei exultante e fui mostrar a crítica à minha diretora, Cica Carelli. Ela me disse: ‘Mas por que você está comemorando tanto? Saiba que não existem nem sucesso nem fracasso permanentes’. Na hora, fiquei chateado por ela ter cortado a minha onda. De lá para cá, vi que é exatamente assim. Devemos ser comedidos nas alegrias e nas tristezas da profissão. O conselho que ela me deu, na verdade, formou parte de minha personalidade, pauta quem sou hoje. Depois de fazer televisão e de ficar mais popular, com novelas de grande sucesso, sempre penso nisso e comento sobre o que faço com o máximo de normalidade. Eu me tornei realmente consciente da possibilidade desses altos e baixos. Isso me ajuda muito a ter equilíbrio no trabalho e na vida."

Lázaro Ramos, 30 anos, baiano, ator


Juliana PaesSomos todos seres iguais
"Certa vez, eu estava melindrada por ter de conversar com o reitor da universidade onde estudava. Eu tinha 19 anos, e meu pai me disse: ‘Nunca tenha medo ou timidez ao falar com quem quer que seja. Lembre-se sempre de que somos todos homens mortais, iguais, acima de qualquer cargo, profissão e status. Mesmo se estiver diante da maior autoridade que você reconheça, encare-a de igual para igual. Nem de cabeça baixa, pois não deve ter vergonha, nem de nariz em pé, pois tem de manter a humildade. Encare-a de frente, como iguais que são’. Essas palavras me acompanham sempre, são como um eco do meu pai em mim. Sempre fui muito respeitosa, quase tímida quando mais menina, e sempre tive medo de dizer não, de desagradar. Uma terapeuta me disse uma vez que eu sou uma pessoa que gosta de agradar. É verdade. Mas o conselho do meu pai me ajuda até hoje a não ter medo de me colocar, de questionar. Ele me fez ser mais forte e confiante."

Juliana Paes, 30 anos, fluminense, atriz


Dilma RousseffSó você pode se derrotar
"Na época da ditadura, eu estava presa no Dops, em São Paulo. Como as celas estavam lotadas de presos políticos e havia menos mulheres do que homens, botavam a gente nas solitárias. Então, fui parar em uma solitária. Estávamos eu e uma jovem de 21 anos chamada Leslie Denise, a Lelé. Um dia bateram na nossa porta com uma caneca. Pela janelinha, vimos um velhinho de olhos azuis. Com bandagens nos pulsos, ele disse assim: ‘Oi, meu nome é Jacob Gorender. Como é que vocês se chamam?’. Entre os presos havia dois estrangeiros do Al Fatah (facção palestina). Um deles nos contou que o velhinho era o doutor Jacob Gorender. Fizeram barbaridades com ele e passamos a cuidar dele. Lavávamos sua roupa, amassávamos abacate, botávamos açúcar, limãozinho. Ficamos amicíssimas dele. A gente o achava velho, mas ele tinha 47 anos. Um dia, ele me deu um conselho: ‘Só tem uma coisa que você não pode fazer’, disse para mim e para Lelé. ‘Vocês não podem achar antecipadamente que eles (do Dops) sabem tudo, porque, se você achar que eles sabem tudo, que entendem tudo e são tão poderosos, vocês já se derrotaram’. Então, na vida, você não pode achar nunca que as pessoas sabem tudo ou são tudo. Se você não for capaz de entender o que a outra pessoa quer de ti, como é que ela te atinge, se você não for capaz de fazer isso, você já perdeu. E a frase dele era a seguinte: ‘Cuidado. Só você pode se derrotar’."

Dilma Rousseff, 61 anos, mineira, ministra-chefe da Casa Civil


Vik MunizA vida é o trabalho do artista
"Minha carreira como artista plástico estava prestes a acabar em 1994. Logo após a dura recessão dos anos 90, a decisão de me reinventar como fotógrafo parecia não me levar a lugar nenhum. Embora trabalhasse intensamente, estava sem galeria em Nova York, e o que ganhava mal dava para sobreviver. Além disso, torturava-me imaginar como sustentar e educar meu filho, na época com 4 anos. Eu era também professor de fotografia e desenho na New School for Social Research, em Nova York. Lembro-me claramente do dia em que comentei com a amiga e curadora americana Tricia Collins que eu estava pensando em dar mais aulas e encarar uma carreira como educador e abandonar esse sonho de viver de arte. Tricia me disse que a pior coisa a fazer é deixar de ser o que somos para ser algo para nossos filhos. Que o meu filho seria mais orgulhoso de mim como artista do que como o infeliz que deixou de ser o que queria ser por sua causa. Ela também me ofereceu um projeto na pequena sala alternativa que dirigia no Soho. Eu disse a Tricia que trabalharia como um louco para seu projeto. Aí ela me deu um conselho: ‘A vida é o trabalho do artista. Saia de férias!’. Segui seu conselho à risca e embarquei para o Caribe, onde conheci as crianças da série de fotografias que me consagraram. As fotos também fizeram parte da minha primeira retrospectiva, em Nova York, estabelecendo definitivamente minha identidade pública como artista plástico e fotógrafo. Meu filho, hoje com 19 anos, é o meu maior fã e amigo."

Vik Muniz, 47 anos, paulistano, artista plástico


Marcelo GleiserCelebre sua comunhão com o mundo
"Entrei em crise aos 20 anos. Eu havia sofrido muitas perdas e acreditava que precisava de psicanálise para resolver minhas questões. Para mim, era hora de olhar para dentro. Fui atrás de terapia e consegui uma entrevista com o famoso Hélio Pellegrino, psicanalista e intelectual brilhante. No dia marcado, fui feliz da vida a seu consultório, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Por uma hora, desfilei todos os problemas que tinha e outros que achava que tinha. A conversa foi ótima, e eu, ainda estudante, acabei contando para ele sobre minha paixão pela física e pela natureza. No fim, me surpreendi com o que ele me disse: ‘Marcelo, acho que você não precisa de análise. Para mim, a análise é a pró-cura. E você, através de sua procura, vai se autocurar. E você está já no seu caminho de busca. Continue nutrindo essa paixão, buscando e celebrando sua comunhão com o mundo, que estará sempre bem’. Eu nem cheguei a me deitar no divã. Passados 30 anos, eu posso dizer que encontrei meus caminhos e que ele tinha toda a razão."

Marcelo Gleiser, 50 anos, carioca, astrofísico, professor, escritor e roteirista



Lars GraelMostre suas glórias com simplicidade e humildade
"Estava à beira-mar, numa praia de Varberg, na Suécia, aguardando o início de uma regata. Era final de manhã e ventava muito. Eu tinha 20 anos e acabara de participar da minha primeira Olimpíada (Los Angeles, em 1984). O dinamarquês Paul Elvström, o velejador mais importante de todos os tempos, tinha então 57 anos. Sua simplicidade – apesar das quatro medalhas de ouro olímpicas e dos 13 títulos mundiais – chamou minha atenção e eu resolvi lhe fazer um elogio. Paul respondeu que o mais importante na vida de um campeão não deve ser ostentar seus grandes resultados. E que as glórias de um vencedor podem ser mostradas com simplicidade e humildade. Hoje, Paul está com mais de 80 anos e ainda mantemos contato. Provavelmente, ele não sabe quanto esse conselho foi importante na minha vida. E procuro passá-lo adiante. Faço palestras por todo o Brasil e, quando alguém me trata como celebridade, tento mostrar que estamos no mesmo patamar e que a simplicidade é um valor fundamental na vida de qualquer ser humano. Isso não deve se aplicar apenas aos campeões no esporte. Mas também àquelas pessoas que se destacam, seja na política, na economia ou em qualquer outra área."

Lars Grael, 45 anos, velejador, campeão olímpico


MV BillPlaneje sua vida
"Eu tinha 16 anos e meus pais tinham se separado. Minha mãe assumiu praticamente sozinha minha criação e a de minhas irmãs. Como qualquer garoto da minha idade, comecei a namorar muito. Ela via aquilo e temia que eu engravidasse alguma das moças. Na minha família e na minha comunidade, era muito comum os jovens terem filhos cedo, perdendo muitas oportunidades na vida. Meu pai parecia não ligar para isso. Ele teve, ao todo, 12 filhos com mulheres diferentes. E sempre repetia que queria que eu desse muitos netos a ele. Minha mãe pensava diferente: ela queria que eu fosse além. Um dia cheguei tarde em casa e ela foi enfática. Me disse: previna-se sempre, planeje sua vida. E comentou sobre todos os nossos conhecidos que haviam estragado o futuro por causa de uma gravidez indesejada. Senti que a coisa era séria e percebi tudo o que ela havia superado para falar daquele assunto comigo, já que sexo e drogas eram tabus na minha casa. Por isso, sempre pensei nela e me cuidei. Pude seguir meu caminho sem barreiras. Tive liberdade para investir na minha carreira, arriscar, sem a preocupação de ter de sustentar uma criança, que é algo de uma enorme responsabilidade. Na hora certa, vou planejar ter um filho. Tenho três sobrinhos e adoro crianças. E vou ser o maior pai babão, com toda a tranquilidade."

MV Bill, 35 anos, carioca, compositor, rapper, escritor


felipe MassaDeixe de lado a opinião dos outros
"Desde que decidi ser piloto, recebi orientações bastante úteis. Meu pai logo me alertou que eu precisaria abrir mão de muita coisa se quisesse realmente chegar aonde pretendia. Na minha adolescência e juventude, cansei de abrir mão de festas e baladas. Mas acredito que o melhor conselho partiu do piloto Michael Schumacher. Eu já o conhecia bem desde 2003, ano em que passei como piloto de testes da Ferrari. Em 2006, fui seu companheiro de equipe na sua despedida da Fórmula 1. Eu correria ao lado simplesmente do cara que virou uma lenda e quebrou praticamente todos os recordes da categoria. Foi quando ele disse para jamais me preocupar com o que as pessoas, e principalmente a imprensa, falassem a meu respeito: ‘Eles vão falar bem um dia e falarão mal depois, mas você não deve dar importância. O que vale mesmo é se concentrar em fazer o seu trabalho da melhor forma possível, deixando de lado a opinião dos outros’. Foi o que passei a fazer a partir de então. Essa postura me deixou mais forte mentalmente e me ajudou a superar os momentos difíceis na F-1."

Felipe Massa, 28 anos, paulistano, piloto de F-1


Ivete SangaloO tempo atenua a dor
"Eu tinha uns 11 anos quando uma amiga muito próxima perdeu a mãe. Foi triste demais. Ela estava muito triste, e eu não sabia o que escrever para atenuar sua dor. Chamei meu pai, e ele mandou que eu escrevesse que, para aquela dor, não havia remédio e que o tempo traria um conforto da saudade. Tomei isso para minha vida. Daquilo que não pode ser resolvido, imediatamente o tempo dará conta."

Ivete Sangalo, 37 anos, baiana, cantora



Alexandre HerchcovitchDecisões, só de cabeça fria
"Um dos melhores conselhos que já recebi foi de um grande amigo, Paulo Borges. Ele me disse para nunca decidir nada no calor das emoções. Sempre diga: ‘Vou pensar e respondo amanhã’. Junto com esse conselho, que lembro sempre, ele me apresentou sua advogada, que passou a advogar para mim também, isso 12 anos atrás. Ela reforçou o conselho dado por Paulo e acrescentou: ‘Nunca assine nada sem eu ler’. Sigo os dois conselhos e sou muito feliz."

Alexandre Herchcovitch, 38 anos, paulista, estilista


Antonio MenesesInvista no seu potencial
"Minha professora de violoncelo, Nydia Otero, me disse para estudar na Europa. Muitos foram contra minha saída do país aos 16 anos. Eu nem tinha terminado a escola. Ela foi firme em me convencer a ir para a Alemanha, estudar com o italiano Antonio Janigro. Na época, eu era músico profissional de orquestra. Ela achava que, se eu ficasse no Brasil, entraria numa rotina brasileira e não chegaria ao máximo do meu potencial. Segui seu conselho. Meu pai me apoiou porque via essa possibilidade como a melhor. Minha mãe foi contra. Era o receio típico de mãe, de ver o primogênito ir embora, sem saber falar alemão, inglês. Eu não tinha bolsa de estudos. Por dois anos, trabalhei na Orquestra Sinfônica Brasileira. Todo o dinheirinho que ganhava, poupava. Foi com isso que vivi durante os primeiros meses fora. Depois, tive de me virar. Meu pai mandava o que podia, mas era pouco. Toquei em enterros, casamentos, onde era necessário um violoncelista, eu tocava. A vida era cara, mas nem por um segundo eu me arrependi. O único momento em que fiquei receoso foi quando o avião começou a subir. Olhei para baixo e comecei a chorar. Estava indo embora e não voltaria tão cedo. Se tivesse ficado, minha vida teria sido outra."

Antonio Meneses, 52 anos, recifense, músico e compositor


Fonte: Época

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