sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

10 hackers famosos e seus feitos

Eu quero ser um hacker famoso.
Heróis para alguns, bandidos para a maioria, sendo “white hats” (chapéus brancos, os mocinhos) ou “black hats” (chapéus pretos, os bandidos), os hackers fazem história na Web, muitas vezes causando até uma pontinha de inveja nos internautas comuns, que no fundo gostaria de ser um hacker, pelo menos ter seus conhecimentos. Confira abaixo uma seleção dos 10 piores/melhores hackers de todos os tempos:


Adrian Lamo
1. O renegado
Adrian Lamo, 29 anos, se tornou o mais famoso “hacker do chapéu cinza” da década passada. Em 2003, invadiu o sistema do jornal The New York Times apenas para incluir a si mesmo na lista de colaboradores.

O jornal não achou graça na brincadeira e denunciou Lamo ao FBI. Em 2004, ele se declarou culpado da invasão e de também ter acessado os sistemas do Yahoo, Microsoft e WorldCom, recebendo sentença de seis meses de prisão domiciliar na casa dos pais e mais dois anos de liberdade vigiada.

Seis anos depois, ele se tornou, em junho, um renegado na comunidade hacker. No último dia 8 veio à público que Lamo denunciou ao FBI o soldado Bradley Manning, 22 anos, analista de inteligência do exército americano, como o responsável pelo vazamento de informações confidenciais sobre a Guerra do Iraque, inclusive do polêmico vídeo, divulgado em abril, em que um helicóptero Apache dispara contra civis.

Manning, que aparentemente agiu contra a guerra, procurou Lamo após a publicação, em abril, pela revista Wired, de que o ex-hacker é portador da Síndrome de Asperger, uma forma de autismo, em busca de apoio. Considerava os dois “almas irmãs”, mas Lamo não pensou assim, alegando que com a denúncia salvaria vidas de militares americanos em combate.

Caiu, a partir de então, em desgraça com os ex-fãs. O site sueco Wikileaks, que publica informação confidencial de governos e empresas e pôs na internet o vídeo do ataque de helicóptero, chamou-o de "notório ladrão de informação e manipulador".

Lamo, hoje um consultor de segurança de empresas, também vive a situação inusitada de ser cumprimentado, graças a seu “patriotismo”, por pessoas que antes o criticavam pela vida de hacker.

Albert Gonzalez
2. O milionário
Albert Gonzalez, 29 anos, teve uma vida de riqueza graças às habilidades de hacker. Sua casa em um condomínio de Miami, na Flórida, foi comprada por US$ 1,65 milhão. Tinha carros de luxo e mulheres. Dava festas, estava sempre em bebedeiras.

Com a ajuda de um programa criado por um amigo, ele invadiu os sistemas de lojas como 7-Eleven. Se apoderou de algo como 130 milhões de números de cartões de crédito e dados dos clientes. Os roubos ocorreram entre 2005 e 2007. Os dados eram vendidos na internet. Com os cartões, Gonzalez fazia compras fraudulentas, vendendo os produtos também na web. O esquema é considerado a maior fraude da história.

Ao mesmo tempo era informante do Serviço Secreto dos Estados Unidos. Seu trabalho era justamente combater hackers.

Finalmente descoberto e preso, recebeu sentença este ano. No dia 25 de março, Gonzalez foi condenado a 20 anos de prisão, pena reduzida em cinco anos diante das alegações do hacker de que é viciado em computadores desde a infância, além de ter abusado do álcool e das drogas por vários anos e ter sintomas da Síndrome de Asperger, uma forma de autismo. A pena, contudo, poderá ser aumentada, já que ele enfrenta acusações em mais dois processos.

Uma curiosidade: os US$ 75 mil que Gonzalez recebeu do Serviço Secreto americano por seus serviços são o mesmo valor que gastou apenas em uma festa de aniversário nos “bons” tempos.

Albert Gonzalez trabalhou como informante do Serviço Secreto dos EUA, ironicamente, ajudando a combater hackers.

François Cousteix
3. O francês do Twitter
François Cousteix, um francês de 23 anos, não pensou pequeno para se tornar célebre. Ele hackeou nada menos do que o homem mais poderoso do mundo: o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Na última quinta-feira, o Tribunal de Clemont-Ferrand, na França, condenou-o a cinco meses de liberdade vigiada por ter invadido a conta de Obama no serviço de microblogs Twitter, em 2009.

"Eu não sou um hacker, ou ao menos sou um hacker amável", alegou durante a prisão, argumento que não convenceu as autoridades francesas.

Conhecido como Hacker Croll, François conseguiu uma senha de administrador do Twitter graças a um programa que faz um ataque de força bruta, testando várias senhas de login até uma ser aceita. Assim, conseguiu acesso à conta de Obama, da estrela pop Britney Spears e de serviços como Fox News e Facebook. Informações confidenciais do Twitter, como a estratégia diante da concorrência com o Facebook, foram publicadas em um site de hackers.

A ação de François, confirmada por um dos fundadores do Twitter, Biz Stone, atraiu a atenção do FBI que colaborou com a polícia francesa para sua descoberta e captura, em março.

O jovem, que tem diploma de formação profissional em Eletrônica, se defendeu no julgamento alegando que não destruiu nenhuma informação e que o delito foi uma "ação preventiva para alertar os internautas" sobre a escolha de suas senhas de acesso. Não convenceu o tribunal, que aplicou uma sentença mais rigorosa do que a pedida pelo Ministério Fiscal, de apenas dois meses.

Novato, Hacker Croll conseguiu acesso à conta no Twitter de Barack Obama, Britney Spears e serviços como Fox News.

Andrew Auernheimer
4. O trapalhão
Pode alguém ser inteligente o bastante para ser o primeiro a desbloquear um iPad, recém-lançado, se apoderar dos e-mails e informações pessoais de cem mil usuários, entre eles alguns ilustres, como o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e ainda assim acabar preso por uma mancada completamente idiota? Não? Conheça a história de Andrew Auernheimer.

Em março, Auernheimer, 24 anos, conhecido na comunidade hacker pelos apelidos de "Escher" e "Weev", foi preso após dar um nome falso a policiais em uma ocorrência de estacionamento proibido. Enquanto o caso era investigado, Goatse Security, o grupo de hackers do qual faz parte, repassou a um site as informações obtidas no desbloqueio do iPad, arranhando um pouco a imagem da Apple e da operadora de telecomunicações AT&T no que diz respeito à segurança.

O caso levou o FBI a dar uma busca na residência dele, encontrando cocaína, ecstasy, LSD e vários medicamentos proibidos. Resultado: Auernheimer acabou preso por posse de drogas e agora se encontra em um centro de detenção do Arkansas, deixando uma lição para outros hackers: se for irritar a Apple e o governo americano ao mesmo tempo, é bom tomar cuidado com o que guarda em casa.

Andrew Auernheimer foi preso por posse de drogas, após ter acesso a dados de cem mil usuários incluindo o prefeito de Nova York.

Rússia
5. O pornô
A Rússia é conhecida atualmente pela ousadia e sofisticação de hackers que não agem propriamente em nome do bem. A máfia e outras organizações utilizam-nos largamente em ações criminosas como o ataque que, partindo de Moscou, roubou US$ 140 mil da bolsa eletrônica Nasdaq, nos Estados Unidos. Mas também há os brincalhões.

É o caso de um desempregado de 41 anos, cujo nome nunca veio à público, é mantido em sigilo pela polícia - que em janeiro usou seus conhecimentos para uma brincadeira ousada: exibir um filme pornô em vez de anúncios em um telão publicitário no centro da capital russa.

De um computador na cidade de Novorossiysk, no Mar Negro, ele invadiu o sistema do telão, mudando o vídeo a ser exibido. Por 20 minutos as cenas de sexo foram exibidas, provocando um grande engarrafamento no trânsito em Moscou, já que motoristas paravam os carros para ver ou filmar as cenas.

Preso semanas depois, o hacker confessou a brincadeira, dizendo que queria “entreter pessoas”. As autoridades podem ter achado alguma graça, mas, segundo a lei, ele poderá ser condenado a até dois anos de prisão. O incidente provocou discussões sobre a exibição de publicidade em telões de Moscou. Diante da possibilidade de casos semelhantes, a cidade estuda até banir este tipo de publicidade.

Na Rússia, conhecida pela ousadia de seus hackers, alguém exibiu filmes pornôs no lugar dos anúncios em um telão no centro da capital Moscou.

Kevin Mitnick
6. O ícone
Na “mitologia” hacker, dificilmente um nome poderá superar o de Kevin Mitnick, 46 anos. Através dos anos 80, até 1995, ele invadiu sistemas telefônicos e de empresas, ludibriou o FBI e a partir de certo ponto foi um criminoso procurado e protagonista da maior espetacular caçada cibernética já vista. Mesmo 15 anos após sua prisão e dez anos depois de ter sido libertado o hoje consultor e autor de livros sobre segurança de sistemas ainda é considerado o maior hacker de todos os tempos.

A fama de Mitnick se deve à sua ousadia. Descoberto algumas vezes, não hesitou em continuar suas atividades. Chegou até mesmo a viajar a Israel com um nome falso e viveu na clandestinidade até ser descoberto por outro hacker. Seu confronto com Tsutomu Shimomura, um respeitado especialista do Centro Nacional de Supercomputação em San Diego, é uma verdadeira caçada de gato e rato.

Mitnick acabou descoberto (veja o perfil número 7 para saber como foi) e preso em fevereiro de 1995. Condenado, passou cinco anos na prisão e mesmo libertado, no ano 2000, ainda teve que ficar mais três anos longe de computadores. A partir de 2003, longe das atividades criminosas, passou a trabalhar contra hackers, tornando sistemas inexpugnáveis.

Em janeiro deste ano, no mesmo mês em que completou dez anos longe da prisão, ele esteve em São Paulo e, participando da Campus Party, criticou o atual mundo hacker:
"Hackers, na minha época, eram apenas indivíduos interessados em roubar o fruto proibido. Hoje é tudo sobre dinheiro”.

"Hoje é tudo sobre dinheiro", disse Kevin Mitnick, um ícone hacker, quando esteve no Brasil, no início do ano.

Tsutomu Shimomura
7. O samurai
O japonês Tsutomu Shimomura, 45 anos, cientista da computação e especialista em segurança de sistemas radicado nos Estados Unidos, estava viajando no dia de Natal de 1994 quando seu computador pessoal, conectado ao Centro Nacional de Supercomputação dos Estados Unidos, foi invadido por Kevin Mitnick. O “convite”, feito por Mitnick, marca a maior caçada ocorrida entre dois hackers.

Shimomura, com a reputação abalada pela ousadia do hacker, aceitou o desafio, montando armadilhas para Mitnick em colaboração com o FBI. Primeiro colocou a gravação de seu telefonema na internet, provocando-o. Mitnick ligou novamente para repreendê-lo.

O telefone já era monitorado 24 horas por dia pelo FBI na terceira mensagem do hacker renegado. O FBI rastreou um sinal suspeito em um prédio na cidade de Raleigh, na Carolina do Norte, onde Mitnick foi preso. Diz a lenda que quando se viram frente a frente se cumprimentaram silenciosamente.

Depois da prisão, Shimoura escreveu um livro, Takedown, lançado em 1997, sobre a caçada. Ainda trabalha com segurança de sistemas.

Tsutomu Shimomura, cientista da computação, ajudou o FBI a procurar e capturar Kevin Mitnick e escreveu um livro sobre a caçada.

Robert Tapan Morris
8. O pioneiro
Mal havia sido criada uma lei contra cibercrimes quando Robert Tapan Morris criou o primeiro vírus do tipo worm - que faz cópias de si mesmo automaticamente, passando de um computador para o outro - a se espalhar na internet.

Então estudante da Universidade de Cornell, filho do ex-cientista da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Robert Morris, ele alegadamente pretendia ver qual era o verdadeiro tamanho da web de então.

O worm, todavia, se reproduziu descontroladamente afetando o funcionamento de seis mil computadores, equivalentes a 10% da internet na época, até inutilizá-los completamente. Os prejuízos em cada sistema afetado variou entre US$ 20 mil e US$ 500 mil e mostrou o perigo que viriam a ser os vírus na web.

A suposta curiosidade, apenas, de Morris não impediu que fosse a primeira pessoa a ser processada com base na lei de Abuso e Fraude de Computadores dos Estados Unidos. Acabou condenado a três anos de prisão em 1990, mas não cumpriu pena. Em vez disso, pagou multa de US$ 10 mil e prestou 400 horas de serviços comunitários.

Após os problemas com a Justiça, ele passou a se dedicar à vida acadêmica.

Atualmente, aos 44 anos, é professor no Massachusetts Institute of Technology (MIT), a mesma instituição de onde disseminou o worm, consultor de empresas de tecnologia e um dos criadores da linguagem de programação Arc.

Robert Tapan Morris pagou multa de US$ 10 mil e prestou 400 horas de serviço comunitário após criar o primeiro vírus do tipo worm na internet .

Kevin Poulsen
9. O jornalista
Quem conhece o jornalista Kevin Poulsen, 44 anos, hoje editor da revista Wired , talvez não se dê conta de que está diante de um dos maiores hackers de todos os tempos. Ele completa o trio - os outros dois são Kevin Mitnick e Adrian Lamo - dos mais conhecidos invasores de sistemas.

Entre outros feitos, reativava números das Páginas Amarelas norte-americanas, mas seu “trabalho” mais reconhecido foi, em 1990, controlar as linhas telefônicas de uma rádio da cidade de Los Angeles e, assim, garantir que seria a 102ª pessoa a ligar e ganhar um Porsche. A fraude foi descoberta e, com o FBI no encalço, “Watchman”, como era conhecido, se tornou um criminoso procurado. Na época, a rede de TV NBC mostrou em um programa sobre crimes não-solucionados, sofrendo um pane nas mesas telefônicas abertas para telefonemas a respeito de pistas. Quem estava por trás da falha? Poulsen.

Em 1991, o hacker finalmente foi preso e condenado, três anos depois, a 51 meses de prisão e indenização de US$ 56 mil por fraudes em computadores, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça. Libertado, reinventou-se como jornalista, criando um site, Security Focus News, respeitado na cobertura de tecnologia. Desde 2005 é editor da Wired.

Em outubro de 2006, Poulsen montou uma operação contra pedófilos no MySpace, usando páginas para rastrear quem estava em busca de crianças, levando à prisão um deles, Andrew Lubrano.

A habilidade com linhas telefônicas fez com que Kevn Poulsen fosse o ganhador de um Porsche num concurso. Hoje é editor da prestigiada revista Wired.

Gary McKinnon
10. O ufologista
Há quem acredite em discos voadores. Há quem discuta se os governos escondem informações sobre objetos voadores não identificados. O escocês Gary McKinnon, 44 anos, achou que discutir não bastava e, supostamente para saber se OVNIs existem ou não, perpetrou o maior ataque já ocorrido contra computadores militares dos Estados Unidos.

Em 2002, o Pentágono admitiu que McKinnon invadiu e danificou 53 computadores do comando das Forças Armadas, do Exército, Força Aérea e Nasa, tendo acesso a informações secretas, tornando inoperante o distrito militar de Washington e causando prejuízos de cerca de US$ 1 milhão. As fotos de supostos OVNIs que obteve foram colocadas na internet anos depois.

Conhecido como “Solo” no mundo hacker, McKinnon, além de não conseguir provar a existência dos discos voadores, acabou indiciado em sete crimes nos Estados Unidos e preso na Grã-Bretanha. Um processo de extradição se arrasta desde 2003. McKinnon nunca negou as acusações de invasão, garantindo apenas que sua intenção não era a espionagem, como alegou o Pentágono. Em 2009, a Corte Suprema da Inglaterra decidiu pela extradição. Se for levado para os Estados Unidos, poderá ser condenado a até 70 anos de prisão.

Atualmente o hacker ainda tenta permanecer na Grã-Bretanha usando como argumento ser portador de autismo e depressão, constatados por uma junta médica. Sua mãe, Janis Sharp, move uma campanha pela permanência do filho. Músicos como Peter Gabriel, Sting, Bob Geldof e o grupo Marillion participaram, em 2008, de um concerto em apoio à campanha.

Gary McKinnon, segundo o Pentágono, invadiu e danificou 53 computadores do comando das Forças Armadas, causando prejuízos em torno de US$ 1 milhão.

Fonte: Tecnologia/Terra

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Um show dos casemods na Campus Party 2011

Venha para Campus Party 2011.
Quem visita pela primeira vez a Campus Party, evento que acontece até domingo (23/01/11) no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, com certeza já teve os seus olhares atraídos pela criatividade dos casemodders. O casemod é uma vertente do mundo da tecnologia que mistura arte com conhecimentos avançados de hardware, utilizado para transformar as carcaças dos computadores de mesas em verdadeiras obras de arte. Nessas obras, esses artistas expressam o objeto do qual ele é fã, seja um personagem de filme, videogames ou quadrinhos, em sua maioria.

Além da beleza e riqueza de detalhes, dentro destas máquinas costumeiramente residem o que há de melhor, mais atual e mais potende hardware de computador, capazes de rodar até os jogos mais exigentes e aplicativos mais pesados. E por isso mesmo, o casemod não é um hobby tão barato de se manter.

Na edição 2011 da Campus Party, um dos casemods que mais chamaram a atenção tem o Hulk como homenageado, em uma pose que dá impressão dele estar segurando todas as placas e circuitos do computador.

Casemod do Hulk na Campus Party 2011 (Foto: Pedro Cardoso / TechTudo)
Casemod do Hulk na Campus Party 2011 (Foto: Pedro Cardoso / TechTudo)


Em outro modelo, o personagem Dante, do game Devil May Cry, protege o hardware dentro do gabinete.

Casemod do Dante, de Devuil May Cry, na Campus Party 2011 (Foto: Pedro Cardoso)
Casemod do Dante, de Devuil May Cry, na Campus Party 2011 (Foto: Pedro Cardoso)


Além desses, um dos casemods mais extravagantes do evento - sem dúvida - é uma homenagem completa ao Brinquedo Assassino e sua família.

Casemod do Brinquedo Assassino na Campus Party 2011 (Foto: Pedro Cardoso / TechTudo)
Casemod do Brinquedo Assassino na Campus Party 2011 (Foto: Pedro Cardoso / TechTudo)


Confira outras fotos de casemods da Campus Party Brasil 2011 na página oficial do TechTudo no Facebook.

Fonte: TechTudo

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

As 10 maiores farsas da Wikipédia

Enciclopédia virtual também tornou-se ferramenta para disseminar fraudes e 'brincadeiras' na web.
A Wikipédia comemorou seu 10º aniversário no dia 15/01/11. Desde o início, o objetivo dela era bastante simples: compilar todo o conhecimento humano, onde qualquer pessoa podem ser modificar e ampliar os conteúdos, aí que a maior enciclopédia online sem fins lucrativos, em 2010 ficou em 4° lugar no Top 1000 sites mais visitados em buscas pelo Google, com 310 milhões de visitas únicas, se tornou a melhor ferramenta para perpetuar fraudes e brincadeiras na Internet. Abaixo, você pode conferir as 10 maiores farsas da história da Wikipédia:

A Controvérsia Essjay

Essa tornou-se tão popular que possui sua própria página na Wikipédia em português e em inglês . Em fevereiro de 2007, um administrador e editor da versão inglesa do site, conhecido como Essjay, foi acusado de mentir sobre sua formação acadêmica e experiências profissionais para a jornalista Stacy Schiff, em uma entrevista para a revista The New Yorker, e em sua própria página da Wikipédia.

Segundo seu perfil, Essjay lecionava sobre teologia e possuía doutorado em Teologia e Leis Canônicas. Ele também ganhou um emprego na empresa irmã da Wikipédia, conhecida como Wikia.

Após o caso, "Jimmy Wales, propôs um sistema de verificação de credenciais, mas a proposta foi rejeitada", segundo o artigo do site.

Edward Owens

Outra brincadeira que tornou-se popular nestes 10 anos envolve um personagem fictício chamado Edward Owens, um pescador que, supostamente, vivera entre 1852-1938, na Virginia, nos Estados Unidos (EUA). Segundo a história, após dificuldades durante a Grande Depressão, ele tornara-se pirata na baía de Chesapeake.

Na verdade, tudo não passava de uma falsa história criada por estudantes da George Mason University, em 3 de dezembro de 2008, como parte de um projeto escolar chamado "Lying About the Past” (Mentindo sobre o Passado).

Para o projeto, a ideia dos garotos foi criar um artigo na Wikipédia constando uma história fictícia. Mas, depois que meios de comunicação, incluindo o USA Today, foram enganados, o professor do grupo resolveu revelar que era apenas um trabalho escolar.


Stephen Colbert inflaciona a população de elefantes africanos

Em julho de 2006, o comediante Stephen Colbert, incitou os telespectadores do seu programa Colbert Report a editarem a Wiki para indicar que a população de elefantes africanos triplicara nos últimos seis meses, como uma sátira ao animal que simboliza o Partido Republicano.

Conhecido por ter inventado a palavra "truthiness" (que significa uma verdade sem qualquer evidência ou lógica), Colbert também foi o primeiro a utilizar a expressão "wikiality”, conceito de que juntos podemos criar uma realidade de comum acordo entre os habitantes.


A morte de Sinbad

Em 2007, um artigo na Wikipédia comunicou a suposta morte do ator e comediante norte-americano Sinbad, que recebeu telefonemas de sua filha e centenas de mensagens de texto após a disseminação da farsa.

A página de Sinbad na Wikipédia foi temporariamente protegida de edição para prevenir mais vandalismos. Mas muitos outros já foram listados como mortos no site, incluindo o senador Edward Kennedy (meses antes de sua morte real), Miley Cyrus, Sergey Brin e Paul Reiser.


O incidente com Seigenthaler

Em maio de 2005, um editor da Wikipédia criou um falso artigo declarando que o jornalista norte-americano John Seigenthaler, de 78 anos, tinha sido suspeito de assassinar o presidente dos Estados Unidos (EUA) John F. Kennedy e do Procurador-Geral Robert F. Kennedy e não foi corrigido por mais de quatro meses.

Posteriormente, Seigenthaler escreveu sobre o incidente em uma coluna no USA Today e afirmou que a enciclopédia havia barrado usuários não registrados de criarem novos conteúdos.


O fundador da Orange Julius não inventou um lavabo para pombos

Um artigo da Wikipédia sobre a empresa Orange Julius e seu fundador Julius Freed dizia que ele era rodeado de "curiosidades malucas, como o fato de ele ter inventado um lavado para pombos".

O peculiar nesta questão é que a empresa Dairy Queen, que agora detém a Orange Julius, uso o assunto de forma divertida em uma campanha publicitária de 2007. Esta foi uma das mais bem sucedidas brincadeiras da Wikipédia, pois permaneceu no site por cinco anos.

A falsa citação do The Guardian

Se você é um jornalista, a Wikipédia é uma primeira grande fonte de informação. Mas você sempre deve usar fontes primárias para verificar se o que o site diz é verdade. O que aconteceu com um estudante em 2009 mostrou que os jornalistas, aparentemente, não gostam de verificar os fatos quando se trata de materiais da Wikipédia.

Um estudante da Universidade de Dublin, chamado Shane Fitzgerald, inseriu uma falsa citação no artigo da Wikipédia sobre o falecido compositor Maurice Jarre, semelhante a um agradecimento ao fãs e ao público.

A citação não foi prejudicial ao próprio Jarre, mas foi prejudicial a credibilidade de jornais como The Guardian, que usaram a falsa citação em seus obituários. Ninguém sequer percebeu até o próprio Fitzgerald relatar o ocorrido cerca um mês depois e afirmar que estava "chocado com os resultados" de sua própria 'brincadeira'.


Rush Limbaugh e as falsas acusações

No ano passado (2010), em seu popular programa de rádio, Rush Limbaugh comunicou aos seus ouvintes que o juiz Roger Vinson era um ávido caçador e que havia colocado a cabeça de três ursos em seu tribunal para amedrontar acusados, segundo o jornal New York Times.

De fato, todos os dados eram falsos e estavam escrito na página de Vinson na Wikipédia. Segundo Limbaugh, ele obteve tais informações em um artigo no jornal Pensacola News, que nunca foi encontrado.

Henryk Batuta

Outra brincadeira de destaque na Wikipédia ocorreu entre novembro de 2004 a fevereiro de 2006, quando um artigo sobre um fictício revolucionário socialista e comunista polonês conhecido como Henryk Batuta (Izaak Apfelbaum), dizia que ele nascera em Odessa em 1898, participara da Guerra Civil Russa e que uma rua em Varsóvia fora nomeada com seu nome.

Na Polônia, jornais e revistas escreveram sobre o artigo, que logo foi excluído. De fato, o texto era um protesto, aparentemente, destinado a "chamar a atenção porque existiam lugares na Polônia com o nome de ex-autoridades comunistas".


Tony Blair - adorador de Hitler?

A página da Wikipédia sobre o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair disse certa vez que ele mantinha pôsteres de Adolf Hitler na parede de seu quarto durante a adolescência.

Na verdade, não consegui encontrar nenhuma prova de que essas palavras realmente apareceram em sua página no Wikipédia, mas ela foram relatadas em diversos sites, o que traz certa veracidade ao fato.

Fonte: IDG Now!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Orkut: o gigante adormecido

Rede social.
Apresentado ao mundo em janeiro de 2004, antes mesmo do lançamento do Facebook, o Orkut, desenvolvido internamente durante os 20% de tempo livre de Orkut Büyükkökten, pretendia ser um dos tentáculos da empresa do Google no ambiente das redes sociais. Liberado através de convites, a rede social do Google prendia o internauta através de sua exclusividade, oferecendo acesso fácil às informações dos amigos e familiares, além de oferecer uma interface intuitiva e recursos sociais, como recados, fotos, comunidades, fãs e estrelas de avaliação.

Embora não tenha tido um início explosivo, as datas de criação mostram que o Facebook teria se baseado no Orkut para definir sua estratégia quanto a liberação de convites. Desta forma, mesmo que não confirmado, é possível imaginar que Mark Zuckerberg tenha conhecido o produto antes de lançar sua própria rede.

Seu crescimento, porém, não conseguiu superar as tendências do mercado, principalmente dentro dos Estados Unidos. No Brasil, por outro lado, a empolgação dos usuários empurrava a demografia da rede social para longe de sua origem, tornando o serviço praticamente nacional.

Em uma entrevista em 2009, Marissa Mayer, na época vice-presidente de Pesquisa de Produtos e Desempenho dos Usuários no Google, tentou oferecer uma explicação alternativa e diferente para o acontecimento ao afirmar que o fuso-horário teria sido o fator responsável.

“Os brasileiros e indianos acessavam a internet massivamente em um horário diferente ao dos países mais desenvolvidos, o que fez com que o Orkut oferecesse uma experiência mais satisfatória aos usuários de países onde o tráfego é concentrado em outros períodos”, explicou Luciana Couto, editora do Google Discovery.

Outras explicações também vieram preenchidas de muitas informações desencontradas, como a rede social da Yakult (empresa que fabrica leite fermentado e muito popular no Brasil) e, em outros casos mais extremos, a suposta compra do Google pelo Orkut, o que teria sido praticado para melhorar a busca interna, e responsável pela integração da Google Account.

Com o crescimento dos concorrentes, tanto em usuários, quanto de funcionalidades, o Orkut demonstrou não conseguir superar de imediato as novas realidades do mercado, e tem mostrado, em alguns casos, um delay que colabora negativamente para uma migração da sua base de usuários para outros serviços.

Entretanto, não é possível deixar de destacar a grande evolução promovida pelos círculos sociais, uma forma de agrupar os membros e tentar levar, à web, um formato mais próximo das amizades que temos em nosso dia a dia. Não é à toa que o recurso acabou também sendo assumido pelo Facebook poucos meses depois.

Gráfico da liderança das redes sociais
Desde 2008, quando o Facebook assumiu a liderança das redes sociais, muito se discute sobre o futuro social no Brasil. Estaria o Orkut em declínio? O Google Brasil, em diversas oportunidades, negou que uma tendência de queda esteja ocorrendo por aqui. Hoje, o Orkut continua a se expandir, sendo alimentado principalmente com o crescimento natural da internet brasileira.

Mesmo com a chegada do Facebook e Twitter, a rede social que promoveu a maior inclusão digital, ainda desfruta de uma liderança sem comparações. Seu impacto chega a 82% da população online, e a tendência de crescimento é favorável. O Orkut se mantém, há vários anos, como o maior site do Brasil.

Alguns números recentes e exclusivos do Orkut:

200 milhões de fotos enviadas por semana.
6,6 bilhões de fotos vistas por semana.
100 milhões de novas amizades feitas.
550 milhões de recados deixados por semana.
16 milhões de perfis utilizam algum tema.
85 milhões de usuários ativos.
Lucrativo desde novembro de 2009.


Para não deixar toda esta conquista se perder em vão, o Google Brasil anunciou diversas iniciativas que tentam recuperar e renovar a marca da rede social, trazendo o Orkut para mais próximo das empresas, um fator que vinha sendo perdido para o Facebook.

Entre os anúncios recentes, a empresa demonstrou que pretende renovar as comunidades, dando um toque mais interativo, e possibilitar que empresas possam personalizar o layout e endereço, de modo que o público seja impactado de forma mais efetiva. As primeiras empresas a testar as novidades foram a Warner e a Nike.

Entretanto, o Orkut necessita de mudanças mais drásticas, como a reconquista de seus próprios usuários. Uma verdadeira reforma na arquitetura social diminuiria rapidamente as diferenças junto às redes mais populares, tornando o Orkut um player mais competitivo.

Para chegar neste patamar, é preciso, por exemplo, que o Google invista principalmente em melhores APIs, tornando a plataforma mais aberta, e, claro, o desenvolvimento de uma aprimorada interface móvel, incluindo aplicativos para Android e iOS que ofereçam recursos realmente facilitadores (atualmente a App do Orkut é somente um atalho, e a visualização das informações é limitada ao perfil).

Acredito na recuperação do Orkut, e desejo vida longa à rede social. Diferente das demais redes, o Orkut é controlado e atualizado no Brasil, praticamente uma rede social feita por brasileiros para os brasileiros. Tem algo melhor que isto?

Fonte: Google - TechTudo

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

10 serviços para tirar o máximo do Twitter

Twitter Tools.
Quem vive escrevendo no Twitter encontra, na web, muito mais do que os aplicativos para postar mais rápido no microblog e encurtar URLs, como o migre-me. Na rede, o internauta acha diversos webware que ajudam em tarefas relacionadas ao serviço. Com eles, dá para compartilhar fotos, analisar estatísticas, verificar os assuntos mais comentados do Twitter. Tem um que até permite usar o microblog como agenda. Conheça 10 deles:


TwitterBackgrounds.com: quer dar um visual novo ao seu Twitter? Então acesse esse serviço. Ele tem diversos tipos de layouts para o microblog, entre eles, temas espaciais, natureza e tecnologia. Usar o serviço é bem simples: basta escolher o visual, digitar o usuário e a senha do Twitter. Pronto. Sua página ficou outra.

Filewt: esta ferramenta é a melhor maneira de compartilhar arquivos com os amigos do Twitter. No serviço, basta entrar com o login e senha do microblog, escolher o arquivo e apertar em send para o arquivo (não importa o tipo) ser disparado para a lista de contatos. Quem quiser, pode compartilhar um dado com apenas um amigo. Neste caso, porém, precisa realizar um cadastro no Filewt.

Twisten.FM: webware indicado para quem adora compartilhar com os amigos as músicas preferidas ou a descoberta de uma nova banda. Integrado ao Grooveshark, o Twisten.FM tem um serviço de busca de músicas bastante eficiente.

Twipic: serviço para compartilhar fotos no microblog. Basta digitar nele o login do Twitter, selecionar a foto e realizar o upload para uma mensagem, com o link da foto, ser enviada aos amigos. O bacana é que o twipic cria um perfil e uma galeria com as imagens publicadas.

Twitter Search: site para buscar, na rede do Twitter, posts relacionados a um determinado assunto. O serviço aceita palavras-chave e frases inteiras; faz ainda buscas em diversas línguas, inclusive o português.

Re:Tweetist: quer saber quem são as pessoas que têm seus posts mais retransmitidos no Twitter? E as URLs mais enviadas? Descobrir essas coisas fica fácil com o Re:Tweetist. Este serviço faz levantamentos estatísticos na rede de microblog e apresenta as respostas com base no movimento das últimas 24 horas.

TweetStats: internauta, você saberia dizer quantos posts fez no microblog na última semana? E qual é o horário que mais usa o serviço? Descobrir a resposta é fácil com o TweetStats. Com gráficos, ele mostra as suas atividades no Twitter. O bacana é que ele monta até gráficos de algumas informações.

Hashtags: a função deste serviço é simples, ou seja, revelar quais as principais tendências no Twitter no exato momento da pesquisa. O Hashtags cria ainda uma lista de ordem de importância e quais foram os temas que fizeram sucesso no microblog no dia, na semana e no mês.

Twittelembra: esquece tudo o que é compromisso? Pois bem, o Twitterlembra pode te ajudar. Basta entrar no site do serviço e marcar a hora e o dia do compromisso que deseja ser alertado. Na data certa, o Twitterlembra manda uma mensagem avisando do compromisso. Para usá-lo, no entanto, o internauta precisa seguir o perfil do serviço.

Yfrog: esse serviço é similar ao YouTube. A única diferença é que, ao publicar um vídeo, é gerada uma URL curta, nos moldes do Twipic, para ser publicada no Twitter. O serviço também aceita fotos e publica as mensagens com os links dos vídeos ou fotos direto no Twitter.

Fonte: INFO Online

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domingo, 16 de janeiro de 2011

Como escolher a melhor placa de vídeo

Hoje
Tão importante quanto o teclado, o mouse, o monitor e toda a parte interna, como processador e placa mãe, a placa de vídeo se tornou acessório indispensável nos computadores atuais. Como antigamente os gráficos eram bem mais simples, as placas de vídeo nem eram um item assim tão essencial. Mas, há alguns anos, o desempenho gráfico dos computadores se tornou diferencial. Hoje, os jogos em 3D, sites de internet mais complexos e softwares mais pesados que necessitam de milhões de cores, as placas de vídeo são essenciais.

Hoje existem basicamente dois tipos de consumidores: o corporativo e o doméstico. O corporativo usa algumas funções básicas do computador, já o doméstico é um usuário multimídia, ele assiste vídeos na internet, tira fotos digitais, edita fotos, vídeos, publica as coisas para os amigos verem e jogam no computador.

Alguns computadores têm capacidade gráfica "on-board"; ou seja, não precisam de uma placa de vídeo independente. Mas esse tipo de placa é mais restrita e é mais indicada para páginas leves de internet e trabalhos mais comuns, como edição de textos, por exemplo.

Já as placas dedicadas suportam muito mais e evoluíram bastante desde o seu surgimento, em 1981. No início, a placa de vídeo era chamada de "adaptador de visor monocromático" e só conseguia exibir textos em verde ou branco na tela. Hoje, o padrão mínimo das placas de vídeo são as VGA, que exibem até 256 cores. Já as mais modernas, com matriz quântica gráfica estendida, podem exibir milhões de cores.

Veja como funciona: as imagens no seu monitor são formadas por pixels, que são pequenos pontos de luz. Para montar uma imagem, o computador muda a cor de cada pixel. É aí que entra a placa de vídeo; com mum processador próprio e independente, ela traduz os dados binários em forma de imagem que é transferida até o monitor por meio de um cabo. Essa função exige muito processamento e o computador sozinho não daria conta ou ficaria lento demais.

Em resumo, dá até para dizer que a placa de vídeo é como um pequeno computador com sua própria memória RAM e processador. O processador da placa de vídeo, chamado de Unidade de Processamento Gráfico (GPU), é semelhante a uma CPU. Mas não faz exatamente a mesma coisa.

Hoje as aplicações mais usadas no mundo para navegar na internet como o Internet Explore, Google Chrome e Firefox, hoje usam a GPU como segundo processador para melhorar a qualidade de navegação e apresentar conteúdo rico na internet, como a gente jamais viu.

Além da conexão com a placa-mãe e com o monitor, a maioria das placas de vídeo traz também conexões de saída para TV ou S-Vídeo; Firewire ou USB e nas mais novas, até saída de alta definição HDMI. Mas qual seria a placa de vídeo indicada para cada tipo de usuário?!

Para o consumidor doméstico que usa as funções básicas do Windows, navegação na internet e eventualmente algum recurso multimídia, pode se dar muito bem com uma placa que custe R$150. Mas, para o usuário que gosta de jogos mais pesados com resolução e efeitos especiais, aí já é bom comprar uma placa entre R$350 a R$700. Agora o usuário que realmente é um entusiasta e usa ao máximo a resolução e o máximo de efeitos especiais, deve gastar R$1.200 a R$1.500 em uma boa placa de vídeo.

É possível colocar ou atualizar a placa de vídeo em praticamente qualquer computador desktop – mesmo que ele já tenha uma placa on-board – só que, nesse caso, é claro, você vai usar a capacidade de processamento da placa nova. A que já estava no computador fica desabilitada.

A instalação de uma placa de vídeo é bastante fácil e não requer grandes habilidades. Primeiro você encaixa ela na placa-mãe, conecta o cabo ao monitor, depois é só instalar o drive e pronto! Mas nos casos dos notebooks é bom ter um cuidado especial. Quando você vai escolher o notebook e você é um usuário multimídia e gosta de jogar no computador, precisa escolher um notebook que tenha uma GPU lá dentro.

Um detalhe importante: muita gente associa a performance da placa com a quantidade de memória que ela possui, mas não é exatamente assim. Na placa de vídeo, o componente mais importante é a GPU é o modelo do processador gráfico e quão avançado e poderoso ele é. Em segundo lugar, é bom olhar a quantidade de memória.



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Fonte: Olhar Digital

sábado, 15 de janeiro de 2011

10 coisas que não devem ser compartilhadas em redes sociais

Use o bom senso antes de compartilhar informações em sites de relacionamento.
A menos que você esteja vivendo numa caverna, você deve saber que sites de redes sociais são a melhor maneira de interagir com outros usuários da Internet. Trinta e cinco por cento dos adultos da Internet têm um perfil em ao menos um site de rede social, e 51% têm em mais de um. Três quartos dos usuários com idades entre 18 e 24 anos têm um perfil online, 89% dessas pessoas usam esses sites para manter contato com seus amigos, 57% para fazer planos com amigos e 49% para fazer novos amigos.

Facebook, MySpace, LinkedIn, Orkut, Sonico são apenas alguns dos mais de cem web sites conectando ao redor do mundo amigos que estão ávidos por compartilhar seus pensamentos e sentimentos. Mas assim como na vida real, há algo de errado em compartilhar tanta informação.

É fácil ser absorvido pelos aspectos sociais de sites como Facebook, mas o que você escolhe compartilhar está lá para todos verem se você não limitar quem pode ver sua informação, 40% dos usuários dão acesso livre a seus perfis, permitindo que qualquer um veja suas informações. Os outros 60% restringem o acesso a amigos, familiares e colegas. Compartilhar informação pessoal com estranhos pode ser um negócio perigoso, e há algumas coisas que você deveria definitivamente colocar na sua lista "não compartilhe". Abaixo 10 desses itens:

01 - Conversas pessoais
No Facebook, usuários podem enviar mensagens pesoais ou postar notas no mural de outro usuário. O mural está lá para todos verem, enquanto as mensagens são entre o remetente e o destinatário, como em um e-mail. Assuntos pessoais e privados nunca devem ser compartilhados no mural. Você não vai sair por aí com um megafone anunciando uma questão privada para o mundo, e a mesma coisa acontece na Internet. Isso cai no mundo nebuloso da etiqueta das redes sociais. Não há um guia oficial para esse tipo de coisa, mas use o bom senso. Se não é algo que você se sinta confortável em compartilhar com família, conhecidos, colegas de trabalho ou estranhos, então você não deve compartilhar no seu mural do Facebook.

02 - Planos sociais
Compartilhar seus planos sociais para todos verem não é uma boa ideia. A menos que você esteja planejando uma grande festa e convidando todos os usuários com os quais está conectado, isso só fará com que seus amigos se sintam de fora. Há também algumas questões de segurança aqui. Imagine um cenário em que um ex-namorado ciumento saiba que você vai se encontrar com um novo pretendente no sábado à noite. O que impediria seu ex de aparecer no local de encontro e fazer uma cena ou mesmo ser violento? Nada, simplesmente. Se você estiver planejando uma festa ou uma saída com um grupo de amigos, apenas lembre-se de que qualquer um que tenha acesso ao seu perfil poderá ver seus planos.

03 - Linkando sites
Com 51% dos usuários de redes sociais tirando vantagem de mais de um site, há a possibilidade de haver links cruzados de um para outro, especialmente se você tem os sites indicados na sua página. Você pode postar alguma coisa que considere inocente no Facebook, mas aí isso está linkado ao seu perfil de trabalho do Linkedin e você colocou seu emprego em risco. Se você interlinkar seus vários perfis, saiba que o que você posta em um mundo fica disponível para os outros. Em 2009, o caso de um empregado pego mentindo no Facebook virou notícia. O empregado pediu o turno do final de semana de folga porque estava doente e então postou no seu perfil do Facebook fotos suas em uma festa no mesmo final de semana. A notícia chegou ao empregador facilmente e ele foi demitido. Por isso, se você optar por linkar seus perfis, não será mais um cenário "vida pessoal" e "vida profissional".

04 - Informação da empresa
Você pode estar morrendo d vontade de contar pra todo mundo sobre sua nova promoção no trabalho, mas se são notícias que poderiam ser vantajosas para um concorrente da sua empresa, então não é algo que você deva compartilhar. Notícias de uma expansão planejada ou de um grande projeto e qualquer coisa sobre seu local de trabalho deve ser mantida privada. A Sophos, uma empresa de software de segurança, descobriu que 63% das empresas estavam com medo de que seus empregados escolhessem compartilhar em sites de redes sociais [fonte: ReadWriteWeb]. Se você quer enviar uma mensagem sobre a empresa, seja seletivo e envie e-mails privados. Muitas companhias são tão sérias sobre não serem incluídas em redes sociais que elas proíbem seus empregados de usar sites como o Facebook no trabalho. Alguns departamentos de TI até filtram as URLs e bloqueiam o acesso a esses sites, de modo que os funcionários não fiquem tentados a se logar neles. Esse tipo de cuidado da empresa pode dificultar, mas não impede que os funcionários falem sobre ela nas redes sociais. Com os dispositivos de conexão móvel sem fio, com acesso à Internet em alta velocidade, nas mãos de todos, é possível postar notas via telefone celular, smartphone e outros dispositivos sem fio instantaneamente.

05 - Fotos de seus filhos
Os sites de redes sociais são um lugar comum para as pessoas compartilharesm fotos de suas famílias, mas se você está entre os 40% dos usuários que não restringem acesso ao seu perfil, então essas fotos estão lá para todo mundo ver. É um fato triste, mas há muitos predadores que usam a internet para caçar sua presa. Se você posta fotos de sua família e associa a elas informações como "meu marido está fora da cidade este final de semana"ou "o pequeno Pedro está grande o suficiente para ficar em casa sozinho", então a segurança de seus filhos pode estar em risco. Ninguém nunca pensa que vai acontecer com eles, até que aconteça, por isso, a segurança primeiro é um bom modo padrão quando usar um site de rede social. Assim como outros assuntos privados, envie fotos da família apenas a um grupo selecionados de amigos e colegas confiáveis que você sabe que não irão compartilhá-las.

06 - Telefone e endereço pessoais
Arquive-os sob segurança de risco. Se você compartilhar seu endereço e número de telefone em um site de rede social, você se abre para possíveis roubos de identidade e outros perigos pessoais como roubo. Se você postar que está saindo de férias e seu endereço também está postados, então qualquer um saberá que a casa está vazia. Ladrões de identidade podem fazer uma visita à sua caixa de correio e abrir um cartão de crédito em seu nome. Ladrões podem levar da sua casa qualquer coisa de valor. Até publicar o seu telefone dá às pessoas com interesses escusos fácil acesso ao seu endereço. Serviços de busca reversa podem fornecer a qualquer um seu endereço de casa se eles tiverem apenas seu número de telefone.

07 - Informação financeira pessoal
Você deve pensar que ninguém compartilharia coisas como em que agência de banco você tem conta ou qual o seu portfólio de ações da Bolsa de Valores. Mas isso acontece. Especialmente com todas essas manchetes de bancos indo à falência e os preços de ações despencando durante a recessão de 2008/2009, é fácil um comentário inocente no Facebook revelar muito sobre suas finanças pessoais. Considere este cenário: Você está postando para uma longa corrente no mural de um amigo sobre a crise bancária. Você diz algo no seu comentário do tipo "Nós não precisamos nos preocupar porque usamos crédito da união para o professor", ou então "Colocamos todos nosso dinheiro em ações de primeira linha e planejamos manter assim". Novamente, se você está entre os 40% que permitem acesso livre a seu perfil, então ladrões de identidade sabem onde você tem conta e onde você coloca seus investimentos. É fácil esquecer que o que pode parecer um comentário inocente num mural do Facebook, poderia revelar-se um grande negócio sobre suas finanças pessoais. É melhor evitar esse tipo de conversa.

08 - Sua senha
Esta aqui realmente parece coisa de quem não tem cérebro, mas se não acontecesse, então o Facebook não sentiria a necessidade de listá-lo como item nº 1 de sua lista de coisas que não devem ser compartilhadas. Até mesmo compartilhar sua senha com um amigo para que ele possa logar-se e checar algo para você pode ser arriscado. Isso é especialmente verdade com casais que acreditam haver confiança suficiente entre eles para compartilhar essas coisas. Aqui está outro cenário: Você dá ao seu namorado a senha do seu Facebook porque ele quer ajudá-la a publicar algumas fotos das férias. Alguns meses depois, a relação azeda e ele se transforma num rapaz nada bonzinho, e aí você tem uma pessoa que não gosta de você e tem suas informações de login. Hora de cancelar sua conta e abrir uma nova. Se você tivesse mantido aquela informação privada, você poderia simplesmente seguir em frente com sua vida. Agora você tem um perfil comprometido, e se tiver links para seus outros perfis de redes sociais, toda aquela informação estará sob risco também. Mantenha sua senha para você e nunca terá de se preocupar com isso.

09 - Dicas de senha
A maioria dos web sites que contêm informação pessoal segura que exige uma senha também têm ao menos uma dica de senha para o caso de você esquecê-la. Geralmente acontece assim: você se inscreve no serviço online de banco e tem uma senha e um nome de usuári, e escolhe uma pergunta de segurança para quando você esquecer sua senha e tentar resgatá-la. Qual era o nome do seu primeiro bicho de estimação? Qual o número do seu primeiro telefone? O nome da rua em que você morou primeiro? Incluir qualquer um desses detalhes no mural do Facebook pode não parecer grande coisa, mas pode fornecer a um ladrão de identidade peças de um quebra-cabeças necessárias para invadir sua conta bancária via Internet. Por isso, pense antes de postar qualquer coisa que puder comprometer essa informação.

10 - Qualquer coisa que você não queira compartilhar
Você pode selecionar todas as configurações de privacidade que quiser em sites de rede social, mas o fato é que, se você postar alguma coisa, ela tem o potencial de ser vista por alguém que você não queira que veja. Sabe todas aquelas aplicações engraçadas do Facebook, quizzes e enquetes que você preenche? Um estudo realizado pela Universidade de Virgínia descobriu que das 150 aplicações mais usadas do Facebook, 90% davam acesso a informações desnecessárias ao funcionamento da aplicação. Por isso, quando você se inscrever para descobrir com qual celebridade do seriado de TV você mais se identifica, dará aos criadores da enquete acesso a informações pessoais suas. Não é difícil adivinhar o que acontece a partir daí. Rede social é compartilhar, por isso, algo que você pensa estar seguro pode ser facilmente compartilhado de novo, e antes que você perceba, alguém que você nem conhece tem acesso a algo privado. "Na dúvida, não poste" é um bom mote a seguir. E sempre se lembre de que qualquer coisa que você compartilhar tem o potencial de vazar de alguma forma.

Fonte: HowStuffWorks - Informática

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