quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

10 programas gratuitos para gravar CD e DVD

Boas opções de software gratuito para quem deseja gravar CDs e DVDs com musicas vídeos ou outros arquivos.
Há inúmeras opções de programas gratuitos para gravar CD e DVD disponíveis na Web. E cada um de nós temos uma preferência e quase sempre não trocamos por nada, considerando o qual utilizamos o melhor, que fizemos a escolha acertada, sem levar em conta de que podemos dispor gratuitamente de um aplicativo melhor para essa tarefa. Abaixo 10 programas gratuitos para gravar CD e DVD, quem sabe você encontre um que lhe atenda melhor as suas exigências do que o que você usa atualmente:


CDBurnerXP
CDBurnerXP
possui os principais recursos de gravação de disco, incluindo compatibilidade com mídias CD-R e RW, além dos padrões de DVD gravável e regravável. É possível criar CDs de áudio, discos de dados ou gravar diretamente em disco a partir de imagens ISO, com a opção de arrastar os arquivos desejados para a tela do programa. O programa não possui no entanto um modo de uso simplificado, que é mais fácil para o usuário leigo. Roda em Windows 2000, XP, Vista, 7. Clique aqui para baixar.


BurnAware
BurnAware Free
é um programa que apesar de ter um visual simples, até demais, esta ferramenta é fácil de usar e não requer muito tempo para conhecer seus comandos básicos. Todas as funções estão separadas por tipo de mídia que será utilizada. É possível montar CDs com dados diversos, ou um CD de boot, além de discos de MP3, ou áudio comum. Ele cria e grava imagens ISO de discos e também e fornece informações a respeito dos drivers. Se preferir utilizar o DVD, poderá inclusive montar um disco de vídeo para assisti-lo em um aparelho de mesa. Os discos Blu-Ray ainda não são muito utilizados para a gravação, por causa de seu alto preço. No entanto, caso você queira experimentar esta nova tecnologia, poderá utilizar o programa para gravar um disco de música numa mídia Blu-Ray. Infelizmente nesta versão do programa ainda não é possível criar um disco de vídeo neste tipo de mídia. Roda em Windows 2000, XP, Vista, 7. Clique aqui para baixar.


JetBee
JetBee
é um programa bem simples para a gravação de CDs e DVDs (incluindo Blu-Ray e HD DVD). Não disponibiliza muitas opções como adição de menus, ou mais de uma opção de dublagem ao mesmo vídeo, por exemplo. Por isso mesmo, ele é indicado para os usuários que desejam uma opção de programa fácil de usar e que não ofereça recursos tão avançados e que possivelmente demoram mais tempo para serem configurados. O programa permite a criação de todos os tipos de discos, sejam os de CDs, como DVDs. Você poderá gravar DVDs a partir de arquivos de vídeos, montar DVDs, utilizando arquivos ISO, ou criar discos de Dados. Além desses recursos, o programa também grava CDs de áudio, e ripa outros do mesmo formato. E estas são apenas algumas opções dentre as diversas que este aplicativo oferece. Se você tem algum tipo de problemas com a linguagem em Inglês, basta selecionar a opção em Português. Apesar de algumas palavras estarem traduzidas erroneamente, isto não dificulta o entendimento de menus e funções. Seu visual não é tão simples de operar, no entanto com algum tempo de uso, já será possível dominá-lo e aprender todas as funções. Roda em Windows 2000, XP, Vista, 7. Clique aqui para baixar.


ImgBurn
ImgBurn
é um ótimo programa para a gravação de discos em DVD e CD. Com um visual todo preenchido com ícones que são fáceis de entender, este aplicativo é bem recebido tanto por usuários avançados, como pelos novatos. Não é necessário conhecimento amplo com programas similares, pois como já foi dito anteriormente, o visual do software ajuda os usuários mais novatos. Como os ícones são auto-explicativos, basta clicar na opção desejada para que o programa exiba a próxima janela com as suas respectivas funções. Realize pequenos ajustes e mande executar. O tempo de gravação e criação de imagem irá depender do tamanho do arquivo e da velocidade de seu processador. Roda em Windows 2000, XP, Vista, 7. Clique aqui para baixar.


InfraRecorder
InfraRecorder
é uma ferramenta para gravação de CD e DVD. O software é uma opção gratuita e simples para os usuários sem prática na tarefa e precisam criar discos com conteúdo multimídia, como filmes e músicas ou apenas salvar dados de um backup, por exemplo. Um aplicativo leve e compacto, o gravador é objetivo e eficiente em suas tarefas. A ferramenta é capaz de gravar dados, músicas ou imagens de disco nos formatos ISO e BIN/CUE. Outro de seus diferenciais é o suporte para gravações em DVDs de dupla camada. Roda em Windows 2000, XP, Vista, 7. Clique aqui para baixar.

Ultimate CD/DVD Burner
Ultimate CD/DVD Burner
é um programa desenvolvido para a gravação de CDs e DVDs. Com uma interface leve e intuitiva, ele permitirá que você utilize o recurso de "arrastar e soltar" os arquivos, tornando o processo incrívelmente fácil. Indicado para a gravação de backups e de ISOs ele perde muitos pontos, quando comparados com outros, já que ele não é compatível com decodificação de vídeos para DVD, por exemplo. Para amenizar um pouco este problema, você encontra uma ferramenta para a criação de álbuns de fotos que serão gravados normalmente na mídia de sua preferência. Além de gravar, o Ultimate CD/DVD Burner monta imagens ISO que serão salvas no disco rígido. O programa é muito leve e não necessita de instalação, é uma boa uma opção para ser carregado por aí. Não conta com recursos avançados e não está ao nível dos melhores programas do gênero. Mas por ser portátil e funcionar de forma simples deve ser pelo menos considerado. Roda em Windows 98, NT, 2000, Millenium, XP, 2003, Vista. Clique aqui para baixar.


PowerLaser Express
PowerLaser Express
é um programa gratuito para a gravação de CDs e DVDs. Tem as principais funções desse tipo de aplicação, como a limpeza de mídias regraváveis e a gravação de ISO. Além de ser um aplicativo fácil de usar, ele não requer instalação em seu computador e não faz alterações no registro do sistema do Windows. Isso significa que você pode utilizá-lo em várias máquinas e não vai trazer nenhum malefício a elas. Roda em Windows 98, NT, 2000, Millenium, XP, 2003, Vista. Clique aqui para baixar.


Ink DVD-Writer
Ink DVD-Writer
é um programa de gravação de disco capaz de gravar tanto CDs quanto DVDs com facilidade. Completamente gratuito, o aplicativo apresenta as principais opções logo em sua tela inicial, como gravações, formatação de discos regraváveis e configurações do aplicativo.Sem segredos na utilização, ao clicar em qualquer uma das opções de gravação você é levado para uma tela de seleção de arquivos, que funciona da mesma maneira que uma janela normal do Windows. Basta simplesmente arrastar os dados a serem gravados para o campo inferior e clicar no botão indicado. A gravação ocorre na velocidade suportada pelo seu drive. Roda em Windows XP, Vista, 7. Clique aqui para baixar.


Free Easy CD DVD Burner
Free Easy CD DVD Burner
é uma ferramenta totalmente em português, destinada a gravação de CDs e DVDs. Sua interface lembra muito o visual das janelas do Windows XP e isto diminui a dificuldade que usuários novatos possam sentir. Esta ferramenta possui todas as funções principais que outros programas do gênero também têm. Para quem deseja assistir um filme na televisão, o programa possui o recurso de criação de DVD de vídeo. CDs de música também não são problema. Basta arrastar seus arquivos em MP3 para a janela principal, ou selecioná-las na pasta de origem. O programa irá codificar os arquivos para o formato certo antes de iniciar a gravação. Além destas funções, o programa possibilita conversão de MP3 pra WAV e vice-versa. Cópias de DVDs, ou CDs também são possíveis montagens e gravações de imagens e ISO a partir de arquivos do disco rígido. Antes de iniciar a gravação de qualquer disco, altere alguns parâmetros de velocidade evite alguns problemas durante o processo. Roda em Windows 2000, XP, 2003, Vista. Clique aqui para baixar.


AVS Disc Creator
AVS Disc Creator
é uma ótima ferramenta onde pode gravar dados em CD, DVD e até em Blu-Ray. O programa suporta as mídias CD-R/RW, DVD+/-R, DVD+/-RW, DVD-RAM, Double Layer, Dual Layer, DVD e a mais nova tecnologia o Blu-ray (BD-R e BD-RE). Também é possível criar e editar arquivos ISO, gerenciar pastas e arquivos e criar e agendar tarefas para facilitar a sua gravação. Roda em Windows XP, 2003, Vista, 7. Clique aqui para baixar.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

10 dicas de fotografia digital

Máquina digital.
Como aprender a fotografar? Tirar fotografias não é uma tarefa tão fácil quanto pode parecer. A habilidade em fotografar vai muito além de um simples apertar de um botão. É algo que todos queremos fazer e bem. No entanto não é fácil começar sem uma pequena ajuda. Como os cursos de fotografia são escassos e os que existem são cursos caros, o melhor é conseguirmos uma alternativa mais barata. Veja a seguir algumas dicas básicas para melhorar suas fotos:


1) Enquadramento
Tente fugir do clichê de colocar o assunto sempre no meio da foto. Desclocar o objeto principal da imagem pode fazer toda a diferença para deixá-la mais interessante.
Divida mentalmente o visor da câmera em três colunas e três linhas, como em um jogo da velha. As intersecções das linhas são os pontos mais interessenantes da sua foto. As linhas em si também mostram pontos de destaque, para colocar os olhos de uma pessoa ou o horizonte, por exemplo.

2) Flash desnecessário
Uma das coisas mais complicadas na fotografia é aprender a usar o flash de forma correta. Usar o flash muito em cima pode deixar a foto toda clara, e muito longe, escura. Lembre-se que o flash tem um alcance limitado, de normalmente três a cinco metros, às vezes um pouco mais. Não adianta deixar o flash ligado em uma foto onde o foco é um objeto a 30 metros. Um bom exemplo de mau uso do flash são shows. Em linhas gerais, não é necessário luz extra alguma nesse caso. A luz do palco é mais do que suficiente para sua foto. Usar flash só vai iluminar as cabeças de quem está na sua frente, fazendo sumir o resto.

3) Flash necessário
Um ambiente escuro não é o único lugar onde o flash é um acessório necessário. Em uma foto contra-luz, por exemplo, o flash pode ser usado como preenchimento. Quando você for tirar uma fotografia de alguém com uma fonte de luz ao fundo, como o sol, por exemplo, você pode notar que o sol vai ficar brilhante e somente a silhueta da pessoa vai aparecer. Neste caso o flash irá suprir a falta de luz, deixando ambos visíveis.

4) Cuidado com o fundo
Tenha muito cuidado ao selecionar o local onde você vai tirar um retrato. A escolha do que aparece ao fundo é tão importante quando o que vem em primeiro plano. Cores vibrantes, linhas e outros objetos podem interferir ou tirar a atenção do foco. Um erro engraçado, porém muito comum, é tirar foto de uma pessoa em frente a uma árvore onde os galhos parecem formar chifres sobre sua cabeça.

5) Retratos
Aproxime-se. Quando o assunto é uma pessoa, o que se quer mostrar é, oras, a pessoa. Não tenha medo de chegar perto. Se quiser, pode até cortar um pouco da parte de cima da cabeça. A esta distância é possível reparar em detalhes como sardas e cílios. O que não pode acontecer é aquele monte de nada na volta e um pequeno sujeito no meio.

6) Olhe nos olhos
Tire fotos na altura dos olhos da pessoa. Para tirar foto de criança fique de joelhos, sente, atire-se no chão. Faça o necessário para ficar ao nível dela.

7) Fotos verticais
Muitos assuntos exigem uma foto vertical. Se o foco tiver mais linhas verticais, como um farol ou uma escada, vire a câmera.

8) Aproveite a luz
Não há luz mais bonita que a luz natural do sol. Sempre que puder, aproveite-a. Posicione-se de forma a deixar a fonte de luz à suas costas, aproveitando assim a iluminação. É impressionante quanta diferença pode fazer um simples passo para o lado. A luz difusa de um dia nublado é excelente para realçar cores e suavisar contornos, sendo excelente para tirar retrados. É preciso de muito cuidado ao usar o flash. A luz dele, além de forte, tem uma cor diferente a do ambiente. Uma luz dura vai deixar rugas e imperfeições muito mais aparente. Já notou como sempre se fica feio em foto 3x4? Eis a resposta.

9) Cor
A maioria das câmeras digitais vêm com controle de cor, ou white balance. Esse controle de cor faz com que o branco seja realmente branco sob determinada fonte de luz. Mas as configurações pré-selecionadas da câmera nem sempre são as mais indicadas para quem quer fidelidade. A configuração para dias ensolarados, normalmente indicada por um pequeno sol, dá um tom mais amarelado às fotos. Essa tonalidade dá uma sensação de calor e afeto, tornando a foto mais interessante sob determinados aspectos. Experimente bastante o controle de cor até acertar o que mais se adequa ao que você quer.

10) Experimente
Não há melhor dica do que esta: experimente. O segredo da fotografia está na tentativa e erro. Leia de cabo a rabo o manual da sua câmera, para saber tudo que ela é capaz, e tente todas as configurações possíveis. A fotografia é muito subjetiva, não há regras. O mais importante é aprender a dominar a luz e sua câmera, para depois fazer o que quiser.



Fonte: Tecnologia - Terra

Black Eyed Peas na Intel

Função do artista é combinar criatividade e tecnologia nas empreitadas da Intel.
O Diretor de Inovação Criativa da Intel é músico, ator, produtor e sete vezes ganhador do Grammy. William James Adams Jr., ou will.i.am, ficou mundialmente conhecido como líder do grupo Black Eyed Peas, mas vai passar a direcionar pelo menos parte de sua criatividade para fins de entretenimento e tecnologia. A combinação agrada os olhos da Intel: “Como uma extensão de sua insaciável fascinação pela área, will.i.am vai se engajar em uma longa colaboração criativa e tecnológica com a Intel”, afirma a empresa. Durante uma conferência em Anaheim, na Califórnia, ele já mostrou seu crachá de identificação.

O artista multifacetado demonstrou otimismo com a parceria. “Unir-me aos cientistas, pesquisadores e programadores da Intel para colaborar em conjuto com o desenvolvimento de novas maneiras para comunicar, criar, informar e divertir será excelente”, ele afirmou durante o anúncio.

De acordo com a Intel, a função de will.i.am é única e pretende alavancar laptops, smartphones, tablets e outros dispositivos dentro dos conceitos do “Compute Continuum” (o qual prevê que mais e mais aparelhos serão capazes de se conectar à internet) e do “Visual Life” (focado em aperfeiçoamentos de exploração de imagens, vídeos e filmes), ambos da Intel.

A união é apontada como o encontro de dois mundos: entretenimento e tecnologia, e o objetivo é simplesmente criar a experiência definitiva neste sentido. “Nossa parceria com will.i.am é um exemplo de como queremos conduzir e entregar a experiência Intel”, afirmou Deborah Conrad, vice-presidente e chefe de marketing.

Fonte: Tecmundo

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Os 10 maiores pesadelos da tecnologia na década

Freddy Krueger do filme A hora do pesadelo.
A chegada do novo milênio anunciava o fim do mundo, catástrofes e desastres de dimensões sem precedentes. Pois é, anunciava. Passados dez anos do Y2K, tudo continua em pé. Não houve os temidos cataclismos digitais. Mas, escondidos sob o manto de uma década de sensação de alivio, pragas virtuais com poder de destruição ímpar deram um verdadeiro baile em PCs do mundo todo. Abaixo uma lista com os dez maiores vilões e fatos que abalaram o mundo nos últimos dez anos:

1. O bug do milênio

Quando: Ano 2000
Previsões: Seria o final da tecnologia como conhecemos
Resultado: Disparo de algumas instalações de alarme, máquinas caça-níqueis generosas demais e datas errôneas em websites.

Também conhecido por Y2K, era tido como cavaleiro-mor do Apocalipse. Assim que o relógio batesse anunciando o ano de 2000, mísseis nucleares seriam disparados por erro de sistema e o mundo voltaria à época das trevas.

A preocupação não era infundada. Sistemas informatizados eram instruídos a exibir o ano usando dois dígitos e a passagem de 99 para 00 poderia, sim, ocasionar vários erros lógicos, entre eles, registrar o ano seguinte como 1900.

Por sorte, vários técnicos estiveram atentos para tal questão (abordada pela primeira vez em 1984) e fizeram as correções necessárias nos sistemas. Por um lado a mídia transformou o boato em festival, por outro, se em 1984 os técnicos não tivessem dado conta desse erro, muita coisa poderia ter dado errado.

2. Conficker Worm

Quando: 2008-2009
Previsões: Não se aplica
Resultado: Estima-se que até 10 milhões de PCs tenham ficado sob controle do worm

Também conhecido por Downup, Downadup e Kido, o Conficker Worm foi descoberto em 2008. Com voraz apetite por máquinas com sistemas Windows instalado, ele aplicava técnicas avançadas para invadir os sistemas e fazer deles verdadeiros zumbis. Alguns analistas acreditam que a praga tenha infectado até 10 milhões de máquinas e a avaliaram como peste virtual mais poderosa desde 2003.

Havia três maneiras de contrair a infecção: ao explorar uma falha presente nos servidores Microsoft, o worm quebrava as senhas de administrador e infectava mídias removíveis. Assim, Flashdrives, CDRs e outras mídias se tornavam portadores da praga e infectavam máquinas Windows a torto e a direito. O Conficker tinha predileção por redes corporativas; raramente atacava sistemas domésticos.

Em abril de 2009, o último remanescente da família Conficker foi finalmente erradicado da internet – ainda assim os “pais” da praga continuam desconhecidos. O caso tomou tamanhas proporções que a própria Microsoft, junto do ICANN, ofereceu uma recompensa de 250 mil dólares por informações que levassem à prisão e condenação dos programadores responsáveis por esse monstro.

3. Mydoom

Quando: 2003 – 2004
Previsão: Não se aplica
Resultado: Foi recordista em velocidade de contaminações

Era janeiro de 2004, um novo verme arrastava-se do casulo em direção à rede mundial de computadores. Disfarçado sob forma de um anexo em um email devolvido pelo serviço de mensagens eletrônicas, o pestilento enviava mensagens iguais para todos os contatos que pudesse encontrar e, de quebra, infectava pacotes de instalação do Kazaa, ganhando, inclusive essa rede P2P. O nome Mydoom foi cortesia de um funcionário da McAfee, primeiro a descobrir o vírus.

De tempos em tempo, o Mydoom ressurge e sai infectando tudo que puder. Em 2009, uma variante do vírus foi detectada na Coréia do Sul. É mais uma praga de pai desconhecido, mas, para algumas empresas de segurança, o berço do Mydoom fica na Rússia e ele foi encomendado por spammers.

4. Anonymous

Quando: detectado em 2007
Previsão: Ataque hacker em massa
Resultado: Filmes pornográficos no YouTube e ataques DDoS contra a cientologia.

De acordo com uma matéria sensacionalista exibida na rede de TV KTTV, pertencente à Fox, o desconhecido fenômeno seria uma “máquina do ódio” e estaria preparado para causar estragos tão imensos que poderia alterar a sequência de acontecimentos narrados no novo testamento.

Felizmente o alarde era infundado, não havia a menor possibilidade disso acontecer. O Anonymous era, na verdade, um grupo de usuários randômicos trabalhando em conjunto. A reportagem mais verossímil sobre a "máquina do ódio" foi feita pela Wired. O site se referia ao Anonymous como “bando de adolescentes sem ter o que fazer”. Ainda assim, houve vários ataques a sites, incluindo o da igreja de Tom Cruise. A última ação em conjunto dessa natureza foi percebido quando várias empresas retiraram o apoio ao Wikileaks. Essas companhias tiveram seus sites atacados inúmeras vezes.

5. RFID

Quando: De 2002 até hoje
Previsão: O grande irmão vai te encontrar
Resultado: Foram expedidos novos passaportes.

A tecnologia RFID é aplicada em aparelhos para realizar a leitura de vários códigos. Normalmente encontradas em etiquetas magnéticas afixadas em produtos, essas etiquetas carregam um chip que, uma vez lido por outro dispositivo, trocam informações.

A tecnologia foi duramente criticada e não faltam motivos para tal. Os fabricantes dos chips podem não fazê-lo de propósito, mas, ainda assim, invadir chips RFID é algo simples. Em tese, eles podem ser usados para rastrear quem os carregue e determinar não só sua localização, mas, em um cenário mais obscuro, transmitir informações sobre os hábitos de consumo da pessoa.

6. ILOVEYOU

Quando: 2000
Previsão: não se aplica
Resultado: mais de 50 milhões de máquinas infectadas e 5.5 bilhões em prejuízos.

O ILOVEYOU foi um vírus que chegava às caixas postais com um arquivo em anexo. No caso era um arquivo escrito em VBS (script de visual basic) e, para enganar os usuários, vinha disfarçado em forma de arquivo de texto LOVE-LETTER-FOR-YOU.TXT.vbs. Assim que era executado, o virus enviava a si mesmo para os primeiros 50 contatos das caixa de email e substituía todos os arquivos de imagem .jpg e texto do Word .doc, por cópias dele mesmo.

O ILOVEYOU fez um sucesso enorme, principalmente porque era enviado a partir de contatos conhecidos e por seu disfarce aprimorado. Era outro vírus voltado exclusivamente às máquinas com Windows e os números são assombrosos: 50 milhões de PCs infectados e 5.5 bilhões de dólares em prejuízos.

Várias insituições sérias desligaram seus serviços de email quando a praga se espalhou, entre essas o Pentágono, a CIA e o Parlamento Britânico.

Na época do acontecimento não havia leis contra esse tipo de crime, então, quando dois estudantes foram presos por criar o vírus, não houve como condená-los.

7. Celulares derrubam aviões

Quando: desde o ano 2000
Previsão: Aviões despencando do céu
Resultado: Nada.

Estranho, como toda a conversa que circula sobre aviões serem afetados pelas ondas dos aparelhos celulares, os oficiais de segurança dos aeroportos não deixam ninguém embarcar com água mineral ou uma lixa de unhas. Em contrapartida, os temidos e perigosos celulares passam ao largo por Polícia Federal, FBI, CIA e outros.

Jamais houve qualquer caso documentado que comprovasse um celular ser capaz de derrubar um avião. E não faz sentido mesmo, ou acha que deixariam 250 pessoas entrar em 500 toneladas de aço e combustível se houvesse o menor perigo do avião cair se todos ligassem seus gadgets com função de telefone?

8. O Witty Worm

Quando: 2004
Previsão: Não se aplica
Resultado: 12 mil máquinas infectadas

Detectado em 2004, o Witty Worm foi um vírus perigoso por vários motivos. Ele carregava uma carga de instruções que lentamente destruía o computador infectado.

Mesmo tendo infectado apenas 12 mil máquinas – nenhuma delas doméstica – o vírus foi um real problema. Ele abria uma porta no firewall de sistemas ISS (Internet Security Systems) de redes corporativas. E essa capacidade assustava aos webmasters, pois perfurar a segurança de redes com ISS era algo considerado impossível.

9. Koobface

Quando: desde 2008
Previsão: Não se aplica
Resultado: ativo em várias formas e nomes

Ele foi introduzido na internet em 2008 e de lá para cá é o vírus especializado em redes sociais mais conhecido que existe. Não só isso, mas o vírus também não faz distinção entre sistemas operacionais. Infecta Windows, Mac OS e Linux (este último, com limites). O malware é realmente bom em capturar nomes de usuários e senhas, mas não procura por informações financeiras na máquina infectada – de certa forma, um alívio.

Ser infectado pelo Koobface não é simples e requer que o usuário colabore, e muito. Primeiro a vítima recebe uma mensagem com um link de outro usuário da rede social. Depois de clicar no atalho da mensagem, a pessoa é convidada a fazer o download de um arquivo (normalmente disfarçado de arquivo Flash da Adobe) e deve executar esse arquivo baixado.

Uma vez executada essa rotina, o Koobface se alastra pela rede de contatos da vítima. O fato de o Koobface enviar mensagens a conhecidos da rede e de usar linhas de título criativas nas mensagens, complica bastante o combate à praga. Estima-se que mais de 500 mil computadores tenham sido atingidos pelo Koob.

10. 2012

Previsão: Acaba tudo, inclusive os filmes com John Cusack.
Resultado: Incerto.

Em 2012, de acordo com alguns, representa o ano em que um ciclo de 5125 anos – um marco dentro do calendário Mesoamericano (dos Maias) – se encerra. A data exata é supostamente 21 de dezembro de 2012, último dia do ciclo.

Se isso realmente for o caso, vai junto a tecnologia e não mais teremos de nos preocupar com isso. Agora, se os Maias estiverem nos pregando uma peça, provavelmente estaremos tratando de assuntos como Windows 10 e processadores com 32 núcleos. iPhones 6 que, dessa vez, farão as pessoas terem voz de Elvis nos aparelhos com 256GB. Já as versões iPhone 6 5G com 1TB de memória gelatinosa irão distorcer a voz do usuário dando ao interlocutor a impressão de falar com Arnold Schwarzenegger.

Fonte: IDG Now!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A Internet nos deixa burros?

A internet pulveriza nossa atenção. Cada link que encontramos em um texto é um estímulo a mais para o DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção) que há dentro da gente. E bastam alguns minutos para que o browser fique repleto de abas abertas carregando sites sobre os quais não temos a menor ideia de como fomos parar neles, feito um turista acidental que perde seus mapas no meio do caminho. Oras, por que se preocupar em guardar certos dados no HD limitado de nossos cérebros, se o Google está aí como muleta do conhecimento, capaz de nos dar as respostas mais imediatas ao alcance de poucos cliques?

E assim estamos caminhando para um cenário de pessoas cada vez mais distraídas, incapazes de se concentrar na leitura de textos mais longos sem resistir à compulsão de apertar a tecla Page Down e pular alguns parágrafos.

Essa visão apocalíptica, segundo a qual o Google e a Web – com seus milhões de blogs, sites e mídias sociais – dispersam nossa atenção a ponto de pulverizar nosso foco, nos faz recordar de “Nada Tanto Assim”, canção composta por Leoni e Bruno Fortunato, gravada pelo grupo Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens em 1984.


É curioso pensar que, por trás de um pop/rock aparentemente inofensivo e feito para tocar em FMs, há versos que refletem uma geração que parece encarar esta era de excesso de informações de modo cada vez mais superficial.

Só me concentro em apostilas
Coisa tão normal
Leio os roteiros de viagem
Enquanto rola o comercial
Conheço quase o mundo inteiro
Por cartão postal
Eu sei de quase tudo um pouco
E quase tudo mal
Eu tenho pressa
E tanta coisa me interessa
Mas nada tanto assim


Não deixa de ser significativo o fato de que este hit do Kid Abelha foi gravado há mais de 25 anos. Ou seja, muito antes da difusão da World Wide Web, do surgimento de dezenas de canais de TV por assinatura que zapeamos a cada minuto, e do lançamento de celulares e smartphones que tocam e vibram a qualquer momento.

Que atire o primeiro mouse aquele que nunca interrompeu uma leitura para bisbilhotar a caixa de e-mails. Ou que nunca acessou o Twitter no meio de um evento, a fim de compartilhar suas impressões em tempo real e aproveitar para fuçar opiniões alheias.

Em tempos nos quais a gente se habitua quase que automaticamente a escanear com os olhos textos mais longos, dando uma passada de olhos superficial num artigo ao invés de ler cada linha e cada parágrafo com a atenção necessária.

Para toda essa saraivada de informações simultâneas, o navegador RockMelt, é o exemplo mais gritante.

screenshot_rockmeit

Até para os habituados a navegar com dezenas de abas abertas, se incomoda com a quantidade caudalosa de informações ao estilo #TudoAoMesmoTempoAgora do RockMelt. Que dá acesso direto, em painéis laterais, a updates de Twitter, Facebook, atualizações de feed e contatos que estejam online no FB. A sensação é claustrofóbica, como se um tsunami de informações tivesse me engalfinhado por todos os lados.

Nem para o céu, muito menos para o inferno. O Google ou as novidades tecnológicas que permeiam cada vez mais o nosso cotidiano não nos emburrecem. Porém os links, mais do que veículos de dispersão, são janelas que ampliam pontos de vista, aprofundando conhecimentos e trazendo novos dados sobre determinado assunto.

Enfim: como tudo na vida, precisamos descobrir como chegar ao equilíbrio entre o 8 e o 80.

Fonte: Blogs/Blogosfera

domingo, 23 de janeiro de 2011

Jogo com Jesus é censurado

Apple censurou um jogo que tinha Jesus Cristo como um herói de arma na mão.
A civilização humana está à beira de um colapso. Malfeitores da máfia Yakuza, exército, alienígenas, todos mancomunados com o Diabo, querem destruir a Terra. Cabe a Jesus Cristo pegar uma metralhadora e usar poderes divinos para salvar a humanidade. Este seria o enredo de "Moral Decay", game de tiro 2D com gráficos que remetem à era 16-bit dos consoles para iPhone, iPod touch e iPad caso a Apple não tivesse censurado o título.



"Tive que mudar e reenviar o jogo para aprovação da Apple por cinco vezes", conta Tim Omernick, presidente da produtora de "Moral Decay", a Infinite Lives, e criador do game. "Eu queria chocar as pessoas. Criar um game com uma ideia que ninguém havia usado antes, testando os limites de o que é apropriado ou não".

A evolução, de Jesus Cristo a Chris T: até sandália foi barrada em processo de aprovação
A evolução, de Jesus Cristo a Chris T: até sandália foi barrada em processo de aprovação


Na primeira tentativa, Omernick, que já trabalhou como engenheiro de software para a Apple entre 2005 e 2008, foi barrado pela política da empresa de Steve Jobs. Para evitar problemas de processos com os milhões de usuários de suas plataformas, a companhia barra aplicativos com conteúdos eróticos e que possam ofender grupos religiosos.

Desse modo, Jesus Cristo, o personagem principal de "Moral Decay" - título que em uma tradução livre para o português significa "Decadência Moral" - teve que mudar de nome e de aparência. Sai o nome da figura central do cristianismo e entra Chris T, uma paródia de "Christ", ou Cristo em inglês. O manto branco dá lugar a calças e botas de militar e um torso musculoso, estilo Rambo.


Omernick poderia apenas reclamar da Apple de censura, mas ele pensa de outra maneira: "Eu fui muito burro de ter tentado lançar 'Moral Decay' em uma plataforma tão controlada", afirma. "Obviamente, é do melhor interesse deles manter Jesus fora de um game de tiro. Há muitos aplicativos e jogos controversos para [o sistema operacional] iOS e, por isso, me barrarem era algo esperado".

Omernick, criador do game 'Moral Decay' para
iPhone e iPad.

Três meses de trabalho
O game, vendido por US$ 2 na iTunes Store, foi imaginado há cerca de 10 anos, conta Omernick. "Naquela época eu não tinha a experiência necessária para criar um jogo", afirma. "Meu desejo era fazer um game sobre Jesus no estilo de "Contra [clássico de tiro em 2D para os consoles NES e Super Nintendo]. Se você é cristão, é legal porque
você controla o Salvador. Se é de outra religião, é engraçado porque é uma paródia".

Para desenvolver "Moral Decay", Omernick trabalhou quatro horas por dia durante três meses quando estava morando na cidade de Busan, na Coreia do Sul."Eu ficava em uma cafeteria à beira da praia usando internet de graça e bebendo café gelado, o que foi ótimo pois pude me concentrar sem distrações".

O título, que apresenta um nível alto de dificuldade até para jogadores experientes, exige que o jogador controle Chris T, pulando em plataformas e atirando nos inimigos, que explodem ao receber tiros. Ele come pizza para e, como em qualquer jogo, renasce quando morre. A diferença é que o termo bíblico "ressuscitar" é exibido quando o jogador reinicia a partida.

Clique para ressuscitar, referência bíblica que passou pelo crivo da Apple


Além de enfrentar inimigos na Terra, o herói usa seus poderes para ir até a Lua e enfrentar o Diabo em uma batalha antológica. "Os jogos de hoje estão muito fáceis. Na época em que eu jogava NES e Super Nintendo, os games exigiam habilidade e você se sentia muito poderoso ao conseguir terminar os títulos. Por este motivo, meus favoritos eram 'Mega Man', 'Contra' e 'Ninja Gaiden'".

Embora após todas as mudanças o jogo esteja à venda na loja virtual iTunes Store, Tim Omernick não ficou satisfeito com a aparência final do jogo. Outras plataformas "mais liberais" como Android, do Google, PlayStation Network, dos consoles da Sony, e Xbox Live Arcade, da Microsoft, podem receber "Moral Decay" em 2011. "A possibilidade é grande. Pensarei nisso durante este ano", afirma.

No vídeo abaixo, é possível ver como seria o jogo original:




Fonte: G1 - Tecnologia e Games

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

10 hackers famosos e seus feitos

Eu quero ser um hacker famoso.
Heróis para alguns, bandidos para a maioria, sendo “white hats” (chapéus brancos, os mocinhos) ou “black hats” (chapéus pretos, os bandidos), os hackers fazem história na Web, muitas vezes causando até uma pontinha de inveja nos internautas comuns, que no fundo gostaria de ser um hacker, pelo menos ter seus conhecimentos. Confira abaixo uma seleção dos 10 piores/melhores hackers de todos os tempos:


Adrian Lamo
1. O renegado
Adrian Lamo, 29 anos, se tornou o mais famoso “hacker do chapéu cinza” da década passada. Em 2003, invadiu o sistema do jornal The New York Times apenas para incluir a si mesmo na lista de colaboradores.

O jornal não achou graça na brincadeira e denunciou Lamo ao FBI. Em 2004, ele se declarou culpado da invasão e de também ter acessado os sistemas do Yahoo, Microsoft e WorldCom, recebendo sentença de seis meses de prisão domiciliar na casa dos pais e mais dois anos de liberdade vigiada.

Seis anos depois, ele se tornou, em junho, um renegado na comunidade hacker. No último dia 8 veio à público que Lamo denunciou ao FBI o soldado Bradley Manning, 22 anos, analista de inteligência do exército americano, como o responsável pelo vazamento de informações confidenciais sobre a Guerra do Iraque, inclusive do polêmico vídeo, divulgado em abril, em que um helicóptero Apache dispara contra civis.

Manning, que aparentemente agiu contra a guerra, procurou Lamo após a publicação, em abril, pela revista Wired, de que o ex-hacker é portador da Síndrome de Asperger, uma forma de autismo, em busca de apoio. Considerava os dois “almas irmãs”, mas Lamo não pensou assim, alegando que com a denúncia salvaria vidas de militares americanos em combate.

Caiu, a partir de então, em desgraça com os ex-fãs. O site sueco Wikileaks, que publica informação confidencial de governos e empresas e pôs na internet o vídeo do ataque de helicóptero, chamou-o de "notório ladrão de informação e manipulador".

Lamo, hoje um consultor de segurança de empresas, também vive a situação inusitada de ser cumprimentado, graças a seu “patriotismo”, por pessoas que antes o criticavam pela vida de hacker.

Albert Gonzalez
2. O milionário
Albert Gonzalez, 29 anos, teve uma vida de riqueza graças às habilidades de hacker. Sua casa em um condomínio de Miami, na Flórida, foi comprada por US$ 1,65 milhão. Tinha carros de luxo e mulheres. Dava festas, estava sempre em bebedeiras.

Com a ajuda de um programa criado por um amigo, ele invadiu os sistemas de lojas como 7-Eleven. Se apoderou de algo como 130 milhões de números de cartões de crédito e dados dos clientes. Os roubos ocorreram entre 2005 e 2007. Os dados eram vendidos na internet. Com os cartões, Gonzalez fazia compras fraudulentas, vendendo os produtos também na web. O esquema é considerado a maior fraude da história.

Ao mesmo tempo era informante do Serviço Secreto dos Estados Unidos. Seu trabalho era justamente combater hackers.

Finalmente descoberto e preso, recebeu sentença este ano. No dia 25 de março, Gonzalez foi condenado a 20 anos de prisão, pena reduzida em cinco anos diante das alegações do hacker de que é viciado em computadores desde a infância, além de ter abusado do álcool e das drogas por vários anos e ter sintomas da Síndrome de Asperger, uma forma de autismo. A pena, contudo, poderá ser aumentada, já que ele enfrenta acusações em mais dois processos.

Uma curiosidade: os US$ 75 mil que Gonzalez recebeu do Serviço Secreto americano por seus serviços são o mesmo valor que gastou apenas em uma festa de aniversário nos “bons” tempos.

Albert Gonzalez trabalhou como informante do Serviço Secreto dos EUA, ironicamente, ajudando a combater hackers.

François Cousteix
3. O francês do Twitter
François Cousteix, um francês de 23 anos, não pensou pequeno para se tornar célebre. Ele hackeou nada menos do que o homem mais poderoso do mundo: o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Na última quinta-feira, o Tribunal de Clemont-Ferrand, na França, condenou-o a cinco meses de liberdade vigiada por ter invadido a conta de Obama no serviço de microblogs Twitter, em 2009.

"Eu não sou um hacker, ou ao menos sou um hacker amável", alegou durante a prisão, argumento que não convenceu as autoridades francesas.

Conhecido como Hacker Croll, François conseguiu uma senha de administrador do Twitter graças a um programa que faz um ataque de força bruta, testando várias senhas de login até uma ser aceita. Assim, conseguiu acesso à conta de Obama, da estrela pop Britney Spears e de serviços como Fox News e Facebook. Informações confidenciais do Twitter, como a estratégia diante da concorrência com o Facebook, foram publicadas em um site de hackers.

A ação de François, confirmada por um dos fundadores do Twitter, Biz Stone, atraiu a atenção do FBI que colaborou com a polícia francesa para sua descoberta e captura, em março.

O jovem, que tem diploma de formação profissional em Eletrônica, se defendeu no julgamento alegando que não destruiu nenhuma informação e que o delito foi uma "ação preventiva para alertar os internautas" sobre a escolha de suas senhas de acesso. Não convenceu o tribunal, que aplicou uma sentença mais rigorosa do que a pedida pelo Ministério Fiscal, de apenas dois meses.

Novato, Hacker Croll conseguiu acesso à conta no Twitter de Barack Obama, Britney Spears e serviços como Fox News.

Andrew Auernheimer
4. O trapalhão
Pode alguém ser inteligente o bastante para ser o primeiro a desbloquear um iPad, recém-lançado, se apoderar dos e-mails e informações pessoais de cem mil usuários, entre eles alguns ilustres, como o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e ainda assim acabar preso por uma mancada completamente idiota? Não? Conheça a história de Andrew Auernheimer.

Em março, Auernheimer, 24 anos, conhecido na comunidade hacker pelos apelidos de "Escher" e "Weev", foi preso após dar um nome falso a policiais em uma ocorrência de estacionamento proibido. Enquanto o caso era investigado, Goatse Security, o grupo de hackers do qual faz parte, repassou a um site as informações obtidas no desbloqueio do iPad, arranhando um pouco a imagem da Apple e da operadora de telecomunicações AT&T no que diz respeito à segurança.

O caso levou o FBI a dar uma busca na residência dele, encontrando cocaína, ecstasy, LSD e vários medicamentos proibidos. Resultado: Auernheimer acabou preso por posse de drogas e agora se encontra em um centro de detenção do Arkansas, deixando uma lição para outros hackers: se for irritar a Apple e o governo americano ao mesmo tempo, é bom tomar cuidado com o que guarda em casa.

Andrew Auernheimer foi preso por posse de drogas, após ter acesso a dados de cem mil usuários incluindo o prefeito de Nova York.

Rússia
5. O pornô
A Rússia é conhecida atualmente pela ousadia e sofisticação de hackers que não agem propriamente em nome do bem. A máfia e outras organizações utilizam-nos largamente em ações criminosas como o ataque que, partindo de Moscou, roubou US$ 140 mil da bolsa eletrônica Nasdaq, nos Estados Unidos. Mas também há os brincalhões.

É o caso de um desempregado de 41 anos, cujo nome nunca veio à público, é mantido em sigilo pela polícia - que em janeiro usou seus conhecimentos para uma brincadeira ousada: exibir um filme pornô em vez de anúncios em um telão publicitário no centro da capital russa.

De um computador na cidade de Novorossiysk, no Mar Negro, ele invadiu o sistema do telão, mudando o vídeo a ser exibido. Por 20 minutos as cenas de sexo foram exibidas, provocando um grande engarrafamento no trânsito em Moscou, já que motoristas paravam os carros para ver ou filmar as cenas.

Preso semanas depois, o hacker confessou a brincadeira, dizendo que queria “entreter pessoas”. As autoridades podem ter achado alguma graça, mas, segundo a lei, ele poderá ser condenado a até dois anos de prisão. O incidente provocou discussões sobre a exibição de publicidade em telões de Moscou. Diante da possibilidade de casos semelhantes, a cidade estuda até banir este tipo de publicidade.

Na Rússia, conhecida pela ousadia de seus hackers, alguém exibiu filmes pornôs no lugar dos anúncios em um telão no centro da capital Moscou.

Kevin Mitnick
6. O ícone
Na “mitologia” hacker, dificilmente um nome poderá superar o de Kevin Mitnick, 46 anos. Através dos anos 80, até 1995, ele invadiu sistemas telefônicos e de empresas, ludibriou o FBI e a partir de certo ponto foi um criminoso procurado e protagonista da maior espetacular caçada cibernética já vista. Mesmo 15 anos após sua prisão e dez anos depois de ter sido libertado o hoje consultor e autor de livros sobre segurança de sistemas ainda é considerado o maior hacker de todos os tempos.

A fama de Mitnick se deve à sua ousadia. Descoberto algumas vezes, não hesitou em continuar suas atividades. Chegou até mesmo a viajar a Israel com um nome falso e viveu na clandestinidade até ser descoberto por outro hacker. Seu confronto com Tsutomu Shimomura, um respeitado especialista do Centro Nacional de Supercomputação em San Diego, é uma verdadeira caçada de gato e rato.

Mitnick acabou descoberto (veja o perfil número 7 para saber como foi) e preso em fevereiro de 1995. Condenado, passou cinco anos na prisão e mesmo libertado, no ano 2000, ainda teve que ficar mais três anos longe de computadores. A partir de 2003, longe das atividades criminosas, passou a trabalhar contra hackers, tornando sistemas inexpugnáveis.

Em janeiro deste ano, no mesmo mês em que completou dez anos longe da prisão, ele esteve em São Paulo e, participando da Campus Party, criticou o atual mundo hacker:
"Hackers, na minha época, eram apenas indivíduos interessados em roubar o fruto proibido. Hoje é tudo sobre dinheiro”.

"Hoje é tudo sobre dinheiro", disse Kevin Mitnick, um ícone hacker, quando esteve no Brasil, no início do ano.

Tsutomu Shimomura
7. O samurai
O japonês Tsutomu Shimomura, 45 anos, cientista da computação e especialista em segurança de sistemas radicado nos Estados Unidos, estava viajando no dia de Natal de 1994 quando seu computador pessoal, conectado ao Centro Nacional de Supercomputação dos Estados Unidos, foi invadido por Kevin Mitnick. O “convite”, feito por Mitnick, marca a maior caçada ocorrida entre dois hackers.

Shimomura, com a reputação abalada pela ousadia do hacker, aceitou o desafio, montando armadilhas para Mitnick em colaboração com o FBI. Primeiro colocou a gravação de seu telefonema na internet, provocando-o. Mitnick ligou novamente para repreendê-lo.

O telefone já era monitorado 24 horas por dia pelo FBI na terceira mensagem do hacker renegado. O FBI rastreou um sinal suspeito em um prédio na cidade de Raleigh, na Carolina do Norte, onde Mitnick foi preso. Diz a lenda que quando se viram frente a frente se cumprimentaram silenciosamente.

Depois da prisão, Shimoura escreveu um livro, Takedown, lançado em 1997, sobre a caçada. Ainda trabalha com segurança de sistemas.

Tsutomu Shimomura, cientista da computação, ajudou o FBI a procurar e capturar Kevin Mitnick e escreveu um livro sobre a caçada.

Robert Tapan Morris
8. O pioneiro
Mal havia sido criada uma lei contra cibercrimes quando Robert Tapan Morris criou o primeiro vírus do tipo worm - que faz cópias de si mesmo automaticamente, passando de um computador para o outro - a se espalhar na internet.

Então estudante da Universidade de Cornell, filho do ex-cientista da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Robert Morris, ele alegadamente pretendia ver qual era o verdadeiro tamanho da web de então.

O worm, todavia, se reproduziu descontroladamente afetando o funcionamento de seis mil computadores, equivalentes a 10% da internet na época, até inutilizá-los completamente. Os prejuízos em cada sistema afetado variou entre US$ 20 mil e US$ 500 mil e mostrou o perigo que viriam a ser os vírus na web.

A suposta curiosidade, apenas, de Morris não impediu que fosse a primeira pessoa a ser processada com base na lei de Abuso e Fraude de Computadores dos Estados Unidos. Acabou condenado a três anos de prisão em 1990, mas não cumpriu pena. Em vez disso, pagou multa de US$ 10 mil e prestou 400 horas de serviços comunitários.

Após os problemas com a Justiça, ele passou a se dedicar à vida acadêmica.

Atualmente, aos 44 anos, é professor no Massachusetts Institute of Technology (MIT), a mesma instituição de onde disseminou o worm, consultor de empresas de tecnologia e um dos criadores da linguagem de programação Arc.

Robert Tapan Morris pagou multa de US$ 10 mil e prestou 400 horas de serviço comunitário após criar o primeiro vírus do tipo worm na internet .

Kevin Poulsen
9. O jornalista
Quem conhece o jornalista Kevin Poulsen, 44 anos, hoje editor da revista Wired , talvez não se dê conta de que está diante de um dos maiores hackers de todos os tempos. Ele completa o trio - os outros dois são Kevin Mitnick e Adrian Lamo - dos mais conhecidos invasores de sistemas.

Entre outros feitos, reativava números das Páginas Amarelas norte-americanas, mas seu “trabalho” mais reconhecido foi, em 1990, controlar as linhas telefônicas de uma rádio da cidade de Los Angeles e, assim, garantir que seria a 102ª pessoa a ligar e ganhar um Porsche. A fraude foi descoberta e, com o FBI no encalço, “Watchman”, como era conhecido, se tornou um criminoso procurado. Na época, a rede de TV NBC mostrou em um programa sobre crimes não-solucionados, sofrendo um pane nas mesas telefônicas abertas para telefonemas a respeito de pistas. Quem estava por trás da falha? Poulsen.

Em 1991, o hacker finalmente foi preso e condenado, três anos depois, a 51 meses de prisão e indenização de US$ 56 mil por fraudes em computadores, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça. Libertado, reinventou-se como jornalista, criando um site, Security Focus News, respeitado na cobertura de tecnologia. Desde 2005 é editor da Wired.

Em outubro de 2006, Poulsen montou uma operação contra pedófilos no MySpace, usando páginas para rastrear quem estava em busca de crianças, levando à prisão um deles, Andrew Lubrano.

A habilidade com linhas telefônicas fez com que Kevn Poulsen fosse o ganhador de um Porsche num concurso. Hoje é editor da prestigiada revista Wired.

Gary McKinnon
10. O ufologista
Há quem acredite em discos voadores. Há quem discuta se os governos escondem informações sobre objetos voadores não identificados. O escocês Gary McKinnon, 44 anos, achou que discutir não bastava e, supostamente para saber se OVNIs existem ou não, perpetrou o maior ataque já ocorrido contra computadores militares dos Estados Unidos.

Em 2002, o Pentágono admitiu que McKinnon invadiu e danificou 53 computadores do comando das Forças Armadas, do Exército, Força Aérea e Nasa, tendo acesso a informações secretas, tornando inoperante o distrito militar de Washington e causando prejuízos de cerca de US$ 1 milhão. As fotos de supostos OVNIs que obteve foram colocadas na internet anos depois.

Conhecido como “Solo” no mundo hacker, McKinnon, além de não conseguir provar a existência dos discos voadores, acabou indiciado em sete crimes nos Estados Unidos e preso na Grã-Bretanha. Um processo de extradição se arrasta desde 2003. McKinnon nunca negou as acusações de invasão, garantindo apenas que sua intenção não era a espionagem, como alegou o Pentágono. Em 2009, a Corte Suprema da Inglaterra decidiu pela extradição. Se for levado para os Estados Unidos, poderá ser condenado a até 70 anos de prisão.

Atualmente o hacker ainda tenta permanecer na Grã-Bretanha usando como argumento ser portador de autismo e depressão, constatados por uma junta médica. Sua mãe, Janis Sharp, move uma campanha pela permanência do filho. Músicos como Peter Gabriel, Sting, Bob Geldof e o grupo Marillion participaram, em 2008, de um concerto em apoio à campanha.

Gary McKinnon, segundo o Pentágono, invadiu e danificou 53 computadores do comando das Forças Armadas, causando prejuízos em torno de US$ 1 milhão.

Fonte: Tecnologia/Terra

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